A querela medieval acerca dos universais
Entre o realismo, nominalismo e conceptualismo
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2025.v25n3.p05-23Palavras-chave:
realismo, nominalismo, conceptualismo, problema dos universaisResumo
As controvérsias lógico-linguísticas ocorridas na Escolásticas conduziram os pensadores medievais ao problema filosófico acerca dos universais. O presente artigo tem como objetivo discorrer sobre três das principais respostas dadas a essa controvérsia. Defende-se que a contraposição entre realistas e nominalistas foi o pano de fundo para a posição conceptualista. Para tanto, inicialmente, mostraremos um breve percurso histórico-conceitual do problema; em seguida, descreveremos alguns elementos centrais das soluções apresentadas, a saber, a proposta do realismo e do nominalismo, apresentados na pessoa de Guilherme de Champeaux e de Roscelino, respectivamente, bem como a grande influência que essas soluções exerceram sobre o conceptualismo, representado nesse texto por Aberlado.
Downloads
Referências
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 2. ed. Tradução: Alfredo Bosi. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
ABBAGNANO, Nicola. História da filosofia. v. I e III. 4. ed. Tradução: Antônio Borges Coelho. Lisboa: Presença, 1992.
ABELARDO, Pedro. Lógica para principiantes. Tradução: Ruy Afonso da Costa Nunes. São Paulo: Nova Cultura, 1988. (Os Pensadores).
BAIXAULI, M. Lluch. La síntesis teológica de Severino Boecio: sobre los orígenes de la Teología medieval. Pamplona: Universidad de Navarra, 1991.
BEUCHOT, Mauricio. El problema de los universales. UNAM, 1981.
BOEHNER, Philotheus; GILSON, Etienne. História da filosofia cristã: desde as origens até Nicolau de Cusa. 3. ed. Tradução e nota introdutória de Raimundo Vier. Petrópolis: Vozes, 1985.
LEITE JÚNIOR, Pedro. O problema dos universais: a perspectiva de Boécio, Abelardo e Ockham. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2001. p. 10. (Coleção Filosofia).
LIBERA, Alain de. La Cuestión De Los Universales: de Platón a Fines de la Edad Media. Prometeo Libros, 2015.
MARENBON, John. Boethius. Oxford: Oxford University Press, 2003.
MORA, José Ferrater. Dicionário de filosofia. 3. ed. Tradução: Roberto Leal Ferreira e Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
PINZANI, R. The problem of universals from Boethius to John of Salisbury. Brill: Leiden-Boston, 2018.
PORFÍRIO. Isagoge. Introd., tradução e notas de Juvino A. Maia Jr. João Pessoa: Ideia, 2022.
PORFÍRIO. Isagoge. Tradução, pref. e notas de Pinharanda Gomes. Lisboa: Guimarães editores, 1994.
REALI, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: antiguidade e idade média. v. I. 6. ed. São Paulo: Paulus, 1990. (Coleção Filosofia).
RITTER, Joachim Ritter/GRUNDER, Karlfried/GABRIEL, Gottfried (Hg.) Historisches Wörterbuch der Philosophie online. Schwabe Verlag 978-3-7965-3736-3.
RODRIGUES, V. Anselmo, crítico de Roscelino. Revista Philosophica, Lisboa, v. 34, 2009.
SANTOS, B. S. Os argumentos de Boécio pró e contra dos universais no “segundo comentário à Isagoge de Porfírio”. Síntese. Belo Horizonte, v. 30, n. 97, 2003. p. 187-202.
SILVA, C. L.; CRUZ, M. B. Severino Boécio e o problema dos universais. Cadernos do PET Filosofia, v. 6, n. 12, p. 68-75, 2015.
SPADE, P. V. (org.). Five Texts on the Mediaeval Problem of Universals: Porphyry, Boethius, Abelard, Duns Scotus, Ockham. Translated and edited by Paul Vincent Spade. Indiana: Hacket Publishing Company, 1994.
TILLICH, Paul. História do pensamento Cristão. 2. ed. Tradução: Jaci Maraschin. São Paulo: ASTE, 2000.
WYCLIF, J. On Universals (Tractatus de universalibus). Tradução: A. Kenny. Oxford: Clarendon Press, 1985
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Danilo Vaz-Curado Ribeiro de Menezes Costa, Gerson Francisco de Arruda Júnior

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à Ágora Filosófica o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta Revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), desde que reconheça e indique a autoria e a publicação inicial nesta Revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer momento depois da conclusão de todo processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).














