“Não matarás!”
o vestígio de Deus no acontecimento ético do rosto em Emmanuel Lévinas
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2026.v26n2.p93-112Palavras-chave:
Deus, rosto, ética, Emmanuel Lévinas, alteridadeResumo
Este artigo investiga o acesso a Deus e o seu significado a partir do pensamento de Emmanuel Lévinas, ainda que Friedrich Nietzsche tenha anunciado, no século passado, a “morte de Deus”, e Michel Foucault tenha diagnosticado, nos escritos nietzschianos, a “morte do homem”. A reflexão centra-se no conceito levinasiano do rosto do outro como fonte originária da significação ética e da expressão primeira da transcendência. Na nudez desse rosto, o Infinito manifesta-se no finito, revelando-se por meio do apelo ético expresso no mandamento: “Não matarás!”. Nessa perspectiva, o rosto do outro constitui o lugar primordial da relação com Deus, que se revela não como presença objetiva, mas como retirada, cuja passagem se inscreve como vestígio. Sustenta-se, portanto, a hipótese de que o significado da palavra “Deus” pode ser reconstituído como l’échafaudage, a partir do acontecimento ético do rosto.
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