A intersecção entre religiosidade e psique na obra de Carl Gustav Jung
uma análise dos conceitos de símbolo, inconsciente coletivo e arquétipo
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2026.v26n1.p56-77Palavras-chave:
Psicologia Analítica, numinoso, experiência religiosa, inconsciente, psiqueResumo
Este artigo analisa a intersecção entre religiosidade e psique na obra de Carl Gustav Jung, com foco nos conceitos de símbolo, inconsciente coletivo e arquétipo. Partindo da definição junguiana de religião como uma experiência do ‘numinoso’, analisamos como tais noções fundamentam a compreensão da religiosidade como expressão de estruturas psíquicas universais. O percurso inclui a contextualização da formação do pensamento de Jung, a resposta a críticas recorrentes - como as de que sua obra seria mística ou anticientífica - e a exploração da relação entre o inconsciente coletivo e a análise dos sonhos. Argumentamos que Jung oferece uma perspectiva integrativa, na qual a religiosidade emerge como manifestação profunda da psique, mediada por símbolos e arquétipos, superando as limitações do reducionismo materialista de sua época.
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