O CONCÍLIO DE NICEIA NOS PROTESTATISMOS DO SÉCULO XVI
DOI:
https://doi.org/10.25247/paralellus.2024.v15n37.p495-552Palavras-chave:
Antitrinitarismo, Eclesiologias, Magistério Conciliar, Primado Romano, ProtestantismoResumo
Esta pesquisa apresenta um duplo enfoque e emprega um método estritamente histórico. Na primeira parte, a questão da autoridade dos concílios na igreja, em especial o de Nicéia com o dogma trinitário-cristológico, será analisada no contexto das nascentes e diversas eclesiologias protestantes (1517–1566). Inicialmente, será estudado o desenvolvimento dessa questão no pensamento de Lutero, desde o conflito acerca das indulgências até a controvérsia eclesiológica sobre a autoridade dos concílios, com atenção especial à natureza e à relevância atribuída ao Concílio de Nicéia, segundo o qual até mesmo o papa deveria submeter-se aos Decretos de Fé estabelecidos por um concílio universal (1517–1521). Na sequência, serão apresentadas as posições oficiais dos principais protagonistas da Reforma—Melanchthon, Lutero, Calvino e líderes da Igreja Reformada Suíça—em seus escritos oficiais entre 1530 e 1566, abordando o tema da autoridade dos concílios universais, com destaque para Nicéia, no embate com os defensores da “primazia romana” e com as correntes evangélicas antitrinitárias (1530–1566). Na segunda parte, serão analisadas, com metodologia histórica, as diversas correntes radicais e antitrinitárias da Europa “protestante” do século XVI que se opuseram ao dogma de Nicéia, como os anabatistas de Estrasburgo, Miguel Serveto, Johann Campanus, Giorgio Biandrata, Lelio e Fausto Sozzini, Matteo Gribaldi, Giorgio Rioli e Valentino Gentile. Também será abordada a luta, muitas vezes violenta, conduzida pelos líderes protestantes “ortodoxos” em defesa da verdade dogmática da Trindade e da cristologia nicena.
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Referências
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