Nietzsche e Freud: a morte de Deus entre luto e melancolia
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2024.v24n1.p116-135Palabras clave:
Nietzsche, Freud, Pai Primevo, assassinato de DeusResumen
Em A Gaia ciência Nietzsche atribui dois sentidos para a morte de Deus: primeiro como assassinato, depois como surgimento de uma nova aurora, o prenúncio de novas esperanças. Em se tratando de assassinato e não simplesmente de morte, pode-se indagar se o ato por ele denunciado poderia ser pensado na perspectiva do assassinato do Pai primevo, o mito fundador elaborado por Freud; como aurora e abertura para novas esperanças, parece implicar num trabalho de luto a se consumar com a transvaloração da moral. Este artigo empreende uma reflexão nessas duas perspectivas, a fim de colocar em diálogo a filosofia e a psicanálise. Sob a hipótese de a morte de Deus ser a repetição do assassinato do Pai Primordial, coloca-se a problemática do luto e da melancolia como destinos possíveis do projeto de Nietzsche.
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