Do fundo de um cubículo o detento clama por justiça
tentativas de fuga e contestações na Casa de Detenção do Recife.
DOI:
https://doi.org/10.25247/hu.2025.v12n23.p149-164Palavras-chave:
Prisões, Casa de Detenção, Privação de liberdade, Instituições punitivasResumo
Em um ambiente tão regrado e inflexível quanto o cárcere, poucas coisas parecem mais atraentes do que a retomada da liberdade, mesmo que de maneira parcelar. No universo prisional encontramos, não obstante, todos os tipos de busca pela liberdade. Desde aqueles que conspiram por trás das grades, quando as luzes cessam e o ambiente se aquieta, até aqueles que preferem se valer de uma máscara de subserviência e dobrar seus joelhos em súplica. E, por fim, existem aqueles que ostentam uma natureza subversiva e simplesmente optam pelas fugas e enfrentamentos diretos. Sendo assim, as fugas ou tentativas devem ser tomadas como fruto de uma infrapolítica gestada na realidade intramuros. Dito isto, este trabalho propõe analisar e reconstruir, a partir de um inquérito administrativo, a tentativa de fuga de alguns sentenciados em 1955 na Casa de Detenção do Recife, de modo que seja possível pensar em objetivos compartilhados como agentes catalizadores de ações audaciosas.
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