A explicitação fenomenológica do cansaço em Levinas
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2026.v26n1.p%25pPalabras clave:
fadiga, hipóstase, subjetividade, tempoResumen
Este artigo propõe uma retomada da análise fenomenológica da preguiça e da fadiga no jovem Emmanuel Levinas, tomando-as como fenômenos filosóficos decisivos para a compreensão de sua ontologia inicial. Longe de serem interpretadas como estados psicológicos ou disposições empíricas, a preguiça e a fadiga são examinadas como modos de recusa da existência, nos quais se manifesta uma lassitude dirigida não a objetos determinados, mas à própria existência enquanto tal. Inseridas no horizonte do il y a essas experiências revelam uma ruptura com o fluxo temporal contínuo e fazem emergir o instante como acontecimento originário. Argumenta-se que, ao realizar um atraso em relação ao porvir, a fadiga possibilita a aparição do presente e prepara o surgimento da hipóstase, isto é, de um existente que assume a existência. Desse modo, o artigo mostra como a análise desses fenômenos contribui para uma genealogia não causal da subjetividade no pensamento levinasiano.
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