(Amerindian) El perspectivismo no es un humanismo
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2023.v23n2.p102-119Palabras clave:
Multinaturalismo, Humanismo, DeleuzeResumen
O perspectivismo ameríndio – conceito cunhado por Viveiros de Castro – traduz a ideia, comum a alguns povos amazônicos, de que todos os animais não-humanos foram outrora e/ou ainda são animais-humanos; aliás, não apenas os animais são “virtualmente” humanos, mas, igualmente, espíritos, fenômenos meteorológicos, árvores e montanhas etc. Sendo, portanto, a humanidade a condição comum partilhada por todos os entes. Nesse sentido, o presente artigo visa situar essa noção para além dos contornos do humanismo, na medida em que o perspectivismo ameríndio se pretende um pensamento que rompe com a tradição metafísica humanista. Para isso, empregaremos como instrumental teórico a filosofia de Gilles Deleuze, referência explícita de Viveiros de Castro.
Descargas
Referencias
DELEUZE, Gilles. A dobra: Leibniz e o barroco. Tradução de Luiz Orlandi. Campinas: Papirus, 1991.
DELEUZE, Gilles. Conversações. Tradução de Peter Pál Pelbart. São Paulo: Ed. 34, 1992.
DELEUZE, Gilles. Diferença e repetição. Tradução de Luiz Orlandi e Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
DELEUZE, Gilles. Lógica do sentido. Tradução de Luiz Roberto Salinas Fortes. São Paulo: Perspectiva, 1998.
DELEUZE, Gilles. Spinoza et le problème de l’expression. Paris: Les Éditions Minuit, 1968.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs, v. 1. Tradução de Aurélio Guerra Neto e Célia Pinto Costa. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1995.
HEIDEGGER, Martin. Carta sobre o humanismo. Tradução de Rubens Eduardo Frias. São Paulo: Centauro, 2005.
LÉVINAS, Emmanuel. Humanisme de l’autre homme. Montpellier: Fata Morgana, 1972.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “O que me interessa são as questões indígenas – no plural”. Entrevista concedida a Flávio Moura. In: SZTUTMAN, Renato (org.). Eduardo Viveiros de Castro. Tradução de Iraci D. Poleti. Rio de Janeiro: Beco do Azougue. 2007, p. 74-85.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. “Se tudo é humano então tudo é perigoso”. Entrevista concedida a Jean-Christophe Rouyoux. In: SZTUTMAN, Renato (org.). Eduardo Viveiros de Castro. Tradução de Iraci D. Poleti. Rio de Janeiro: Beco do Azougue. 2007b, p. 88-113.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. Metafísicas canibais: elementos para uma antropologia pós-estrutural. São Paulo: Cosac Naify, 2015.
VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. A Inconstância da alma selvagem e outros ensaios de antropologia. São Paulo: Cosac naify, 2002.
ZOURABICHVILI, François. Deleuze, une philosophie de l’évenement. Paris: PUF, 1996.
ZOURABICHVILI, François. Le vocabulaire de Deleuze. Paris: Ellipses, 1994.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2023 Alisson Ramos de Souza

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Esta obra está sujeta a una licencia Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Los autores que publican en esta revista aceptan las siguientes condiciones:
- Los autores conservan los derechos de autor y conceden a Ágora Filosófica el derecho de primera publicación, con el trabajo licenciado simultáneamente bajo la licencia Creative Commons Attribution, que permite compartir el trabajo siempre que se reconozca la autoría y la publicación inicial en esta revista.
- Los autores están autorizados a celebrar contratos adicionales por separado para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (por ejemplo, publicar en un repositorio institucional o como capítulo de un libro), siempre que se reconozca e indique la autoría y la publicación inicial en esta revista.
- Los autores tienen permiso y se les anima a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento tras la finalización de todo el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y las citas del trabajo publicado (véase El efecto del acceso abierto).













