A pensatividade da fotografia e política
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2025.v25n3.p24-42Palavras-chave:
Rancière , Política, Estética, Fotografia, pensatividadeResumo
Esta pesquisa investiga, no pensamento de Jacques Rancière, se a pensatividade constitui o caráter político da fotografia. O estudo insere-se no regime estético da arte, único onde a imagem se torna pensativa. Para Rancière, a política emerge do rompimento da ordem estabelecida pela partilha do sensível, sendo consubstancial à estética. A hipótese central é que a fotografia é política em sua natureza porque é pensativa. Essa pensatividade resulta do paradoxo entre o enigma e a banalidade social coexistentes na imagem. Os objetivos específicos são: apresentar a noção de política em Rancière; analisar a relação entre partilha do sensível e regime estético; e investigar a tríade fotografia-pensatividade-política. A metodologia consiste em revisão bibliográfica das obras do filósofo (fontes primárias) e de seus comentadores, como Daniela Blanco e Eduardo Pellejero (fontes secundárias), adotando a abordagem teórica da “cena”. O tema é relevante para compreender as implicações entre estética e política na sociedade contemporânea.
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