CONTROLE SOCIAL, AS FESTAS E DIVERSÕES EM RECIFE (1836-1837)
Palavras-chave:
Controle social; , Tempo livre; , Prisões policiais.Resumo
O presente estudo investiga as formas de controle social exercidas sobre as festas e diversões em Pernambuco entre os anos de 1836 e 1837, buscando compreender como tais práticas de lazer se tornaram objeto de vigilância, repressão e regulação por parte das autoridades civis e policiais. O objetivo geral é identificar as principais justificativas para o controle social desses momentos de sociabilidade e as recorrências de distúrbios registrados nas fontes policiais da Prefeitura de Comarca, destacando os padrões de comportamento considerados desviantes. Como objetivos específicos, pretende-se caracterizar as ocorrências relacionadas às festas e diversões, problematizar os mecanismos de controle das práticas populares e distinguir os diferentes perfis de festeiros mencionados nos registros. A metodologia baseia-se em pesquisa documental e análise qualitativa de fontes primárias manuscritas, especialmente os livros de registros de prisões e ocorrências policiais, complementada por revisão bibliográfica sobre lazer, cultura política e representações sociais. Autores como Roger Chartier (2004), e sua noção de clivagens de análise, oferecem o principal aporte teórico do trabalho, permitindo compreender as festas como espaços de disputa simbólica e expressão de tensões sociais. As fontes revelam que, ao aproveitar momentos de lazer e diversão durante festejos ou em locais de sociabilidade, indivíduos eram presos por “má conduta”, embriaguez, desordens, em “horas incompetentes” ou por comportamentos considerados ofensivos à moral pública e à ordem vigente das classes dirigentes.
Downloads
Referências
BARROS, José D’Assunção. História cultural: um panorama teórico e historiográfico. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.
CINEMASCÓPIO. Pôster do filme Recife Frio. Disponível em: https://www.cinemascopio.com/produto/poster-recife-frio/. Acesso em: 10 jun. 2024.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2015.
FOUCAULT, Michel. Sociedade e poder. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
FOUCAULT, Michel. Nascido do crime: a biopolítica e a necropolítica. 1. ed. São Paulo: Editora 34, 2018.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Vol. 1. São Paulo: Boitempo, 2011.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Vol. 1. São Paulo: Editora Abril, 1983.
MIGNOLO, Walter D. A decolonialidade: uma crítica ao projeto moderno/colonial. Buenos Aires: Del Signo, 2007.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2000.
ŽIŽEK, Slavoj. Violência: seis reflexões laterais. São Paulo: Boitempo, 2009.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Kauê Henrique Ribeiro do Nascimento (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License. Autores que publicam neste Evento concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem ao Colóquio de História da Unicap o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial neste Evento.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicado neste Colóquio (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), desde que reconheça e indique a autoria e a publicação inicial neste Evento.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer momento depois da conclusão de todo processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


