Uso político do discurso de ódio às pessoas LGBTQIA+ como estratégia de manipulação das massas
DOI:
https://doi.org/10.25247/P1982-999X.2022.v22n1.p63-78Palabras clave:
Discurso de Ódio, Pessoas LGBTQIA , Políticos PopulistasResumen
Neste trabalho objetivamos, por meio da Análise Crítica do Discurso (FAIRCLOUGH, 2003; RESENDE; RAMALHO, 2006), operacionalizar a crítica explanatória (BARROS, 2015) acerca de discursos de cunho homofóbico, proferidos por agentes políticos em três lugares, geograficamente situados na Polônia, no Brasil e em Mato Grosso, numa espécie de gradação. Em comum, os atores sociais têm o uso do discurso de ódio (GLUCKSMANN, 2007) às pessoas LGBTQIA+ como mote e elemento agregador de apoiadores. Os enunciados foram obtidos por meio de reportagens publicadas por veículos de mídia. Procuramos desvendar os modos de operação da ideologia (THOMPSON, 2011) empregados, a fim de compreender os mecanismos envolvidos na manutenção de tais discursos e sua disseminação em meio às sociedades alvo. À luz de autores da chamada Teoria Queer (MISKOLCI, 2012; COLLING, 2018; BELTRÃO; BARROS, 2019; OLIVEIRA et al., 2020), trazemos à baila a necessidade de resistir ao fomento desse tipo de ódio por entes políticos, no sentido de contribuir para um mundo melhor, em que todas as pessoas possam viver, tendo seus direitos como seres humanos respeitados.
Descargas
Referencias
ALTHUSSER, L. Ideologia e aparelhos ideológicos de estado (Notas para uma investigação). Trad. Vera Ribeiro. In: ZIZEK, S. Um mapa da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
BARROS, S. M. Realismo Crítico e Emancipação Humana – Contribuições ontológicas e epistemológicas para os estudos críticos do discurso. Campinas, SP: Pontes, 2015.
BELTRÃO, M; BARROS, S. M. Análise intertextual de Orientações Educacionais para LGBTQ+ de Mato Grosso. In: BELTRÃO, M; BARROS, S. M. Transgressão como prática de resistência: um olhar crítico sobre os estudos Queer e a Socioeducação. Cuiabá-MT: EdUFMT, 2019.
COLLING, L. Gênero e sexualidade na atualidade. UFBA, Instituto de Humanidades, Artes e Ciências; Superintendência de Educação à Distância, 2018.
FAIRCLOUGH, N. Analysing discourse. London and New York: Routledge, 2003.
MISKOLCI, R. Teoria Queer: um aprendizado pelas diferenças. 2. Ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora: UFOP, 2012.
OLIVEIRA et. al. A construções do pânico moral a partir das questões de gênero e sexualidade nos discursos ultraconservadores no Brasil. Revista Ex Aequo. N. 41, 2020.
RESENDE, V. M; RAMALHO, V. Análise de Discurso Crítica. São Paulo: Contexto, 2006.
THOMPSON, J. B. Ideologia e cultura moderna. Petrópolis: Vozes, 2011.
TOLENTINO, J. G.; BATISTA, N. F. Gênero, sexualidade e decolonialidade: reflexões a partir de uma perspectiva lésbica. Dossiê Diálogos entre Antropologia e Arqueologia: contribuições e desafios. Revista Três Pontos. V. 14, N. 1, 2017.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2022 Revista Ágora Filosófica

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Esta obra está sujeta a una licencia Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Los autores que publican en esta revista aceptan las siguientes condiciones:
- Los autores conservan los derechos de autor y conceden a Ágora Filosófica el derecho de primera publicación, con el trabajo licenciado simultáneamente bajo la licencia Creative Commons Attribution, que permite compartir el trabajo siempre que se reconozca la autoría y la publicación inicial en esta revista.
- Los autores están autorizados a celebrar contratos adicionales por separado para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicada en esta revista (por ejemplo, publicar en un repositorio institucional o como capítulo de un libro), siempre que se reconozca e indique la autoría y la publicación inicial en esta revista.
- Los autores tienen permiso y se les anima a publicar y distribuir su trabajo en línea (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) en cualquier momento tras la finalización de todo el proceso editorial, ya que esto puede generar cambios productivos, así como aumentar el impacto y las citas del trabajo publicado (véase El efecto del acceso abierto).













