EDUCAÇÃO MUSEAL, PATRIMÔNIO E ENSINO RELIGIOSO
ESGOTAMENTO DO CAMPO DO POSSÍVEL
DOI:
https://doi.org/10.25247/paralellus.2026.v17n40.p443-468Palavras-chave:
diversidade religiosa, cultural e social, educação museal, patrimônio e desenvolvimento, poder e ideias, processo inclusivos de libertaçãoResumo
Na presente investigação, elegemos como objeto de estudo o ensino religioso e suas imbricações em educação museau e patrimônio. No percurso teórico-metodológico, optamos por delinear uma pesquisa qualitativa de impostação bibliográfica e documental, que reuniu os escritos de Hugues de Varine e Paulo Freire, a Base Nacional Comum Curricular [BNCC] e a Declaração da Mesa de Santiago do Chile, de 31 de maio de 1972. Como resultados, a pesquisa demonstra que o patrimônio atua como húmus vital para o desenvolvimento comunitário sustentável, exigindo a participação ativa dos seus detentores. Identificou-se que a adoção do “museu integral”, intersetada à pedagogia libertadora, transforma o museu e a escola em laboratórios dialógicos de oposição à colonialidade e de promoção da curiosidade epistemológica. No âmbito do ensino religioso, sob a égide pluralista e laica da BNCC, a investigação constata que a exploração não confessional do patrimônio cultural descontrói preconceitos, fortalece a identidade nacional e mitiga o proselitismo. Revela-se, por fim, que a efetiva articulação entre educação museal, patrimônio e ensino religioso forma cidadãos críticos, exigindo, contudo, a superação de entraves reais, destacando-se a urgência na formação docente e o robustecimento das parcerias institucionais.
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