“A ACADEMIA ESTÁ PREPARADA PARA OUVIR UM/A INDÍGENA CONTANDO UMA HISTÓRIA DO SÉCULO XVI OU XVII COMO SE FOSSE ONTEM?” CEMAA ENTREVISTA CASÉ ANGATU
DOI:
https://doi.org/10.25247/hu.2024.v11n22.p289-315Palavras-chave:
História Indígena, Ensino de História, Historiadores BrasileirosResumo
A entrevista com o historiador e líder indígena Casé Angatu (Tupinambá de Olivença) oferece uma sugestiva reflexão sobre os desafios contemporâneos da constituição de uma Historiografia Indígena no Brasil, articulando experiência acadêmica, trajetória comunitária e crítica política. Ao discutir a presença crescente de intelectuais indígenas na universidade, Casé evidencia os limites estruturais das instituições acadêmicas para reconhecer epistemologias baseadas na oralidade, na ancestralidade e na espiritualidade. A conversa aborda temas como as disputas pela demarcação territorial, a importância da documentação histórica para os processos jurídicos, as tensões internas ao movimento indígena, os riscos de cooptação estatal e a necessidade de diálogos éticos entre pesquisadores indígenas e não indígenas. Ao mesmo tempo, Casé problematiza a implementação da Lei 11.645/2008, alertando para o perigo de transformar a História e a Cultura Indígena em meros conteúdos descontextualizados. A entrevista constitui, assim, uma fonte privilegiada para compreender as articulações entre história, política, memória, território e produção de conhecimento, contribuindo para debates sobre decolonialidade, simetrias entre tradições de pensamento distintas e e os rumos da pesquisa indígena no Brasil contemporâneo.
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