Os monarquistas e o Plebiscito de 1993: construções da memória e das representações

Autores

  • Roberto Biluczyk Mestrando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH-UPF). Bolsista Prosuc II/Capes. E-mail: 104666@upf.br http://orcid.org/0000-0003-2429-8748

DOI:

https://doi.org/10.25247/hu.2020.v7n13.p180-196

Palavras-chave:

Formas de governo. Movimento monárquico. Campanha eleitoral.

Resumo

O Plebiscito sobre a Forma e o Sistema de Governo foi aprovado na Assembleia Nacional Constituinte (1987-1988), efetivando-se em 21 de abril de 1993. Os principais articuladores do expediente eleitoral foram os apoiadores da forma de governo monárquica e do sistema de governo parlamentarista. Ambas as ideias foram previamente rejeitadas nos debates sobre a nova Carta Magna. O Movimento Parlamentarista Monárquico precisou viabilizar sua campanha e se apresentar à sociedade, uma vez que seu ideário, até então, se encontrava oculto por força de lei imposta em 1889. Para isso, recorreu a recursos memorialísticos embasados no senso comum e na superficialidade, criando uma memória própria por
meio das representações, objetivando convencer o eleitor de que monarquia era sinônimo de
desenvolvimento político ao país. Os referidos materiais serão revisados e analisados a partir de conjuntos de ideias ligados especialmente à História Cultural, procurando-se oferecer uma visão diferenciada sobre o referido movimento de contestação da política nacional, ainda pouco
explorado pela historiografia.

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Biografia do Autor

Roberto Biluczyk, Mestrando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH-UPF). Bolsista Prosuc II/Capes. E-mail: 104666@upf.br

Mestrando em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade de Passo Fundo (PPGH-UPF). Bolsista Prosuc II/Capes. E-mail: 104666@upf.br

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Publicado

2020-11-10

Como Citar

Biluczyk, R. (2020). Os monarquistas e o Plebiscito de 1993: construções da memória e das representações. HISTÓRIA UNICAP, 7(13), 180–196. https://doi.org/10.25247/hu.2020.v7n13.p180-196