DA PEDAGOGIA DO MEDO À ARTICULAÇÃO POLÍTICA
IGARASSU E A REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA DE 1817
Palavras-chave:
Revolução Pernambucana de 1817, Igarassu, Repressão política, História regionalResumo
Este artigo discute a Revolução Pernambucana de 1817 tomando como ponto de observação a vila de Igarassu. A proposta é mostrar que as vilas do interior tiveram participação mais ativa do que geralmente aparece nos estudos tradicionais, que costumam concentrar suas análises no Recife. Ao longo do texto, argumenta-se que Igarassu, por conta de sua localização, de sua importância econômica e de sua tradição política, acabou se tornando um espaço relevante tanto para a circulação de ideias revolucionárias quanto para a organização prática do movimento. A atuação de proprietários rurais, membros do clero e setores populares contribuiu para a formação de redes locais e regionais de articulação política. O trabalho também aborda o período posterior à derrota da revolução, destacando os mecanismos de repressão empregados pela Coroa portuguesa, como prisões, castigos físicos, trabalhos forçados e a atuação do Tribunal da Alçada. A partir do diálogo com a bibliografia especializada, busca-se compreender Igarassu como um microcosmo da revolta e da contrarrevolução, bem como das tensões entre poder político, sociedade e memória histórica.
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