CORPOS DECOLONIZADOS
UMA INTERPRETAÇÃO DA SUBJETIVIDADE NO CURTA RECIFE FRIO DE KLEBER MENDONÇA FILHO
Palavras-chave:
Decolonialidade, Espaço urbano, Recife Frio, SubjetividadeResumo
Ambientado em um Recife ficcionalmente transformado pelo frio súbito, o curta-metragem Recife Frio (2009), dirigido por Kleber Mendonça Filho, utiliza a estética do falso documentário para construir uma crítica social voltada à exclusão urbana e ao apagamento cultural. Este trabalho analisa de que maneira a obra evidencia a desigualdade socioespacial, ressaltando os contrastes entre diferentes classes sociais diante da experiência de uma mudança climática fictícia que altera profundamente o cotidiano da cidade. A pesquisa se fundamenta em uma abordagem qualitativa, baseada na análise fílmica, com atenção aos elementos narrativos e estilísticos que estruturam a crítica do diretor. Pretende-se, assim, demonstrar que Recife Frio pode ser interpretado não apenas como uma ficção especulativa, mas como um recurso crítico que ilumina as desigualdades sociais e os mecanismos de exclusão que estruturam a vida urbana contemporânea.
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