Grupos Temáticos (GTs)
GT 1: Bíblia e Saúde
Proponentes: Prof. Dr. Matthias Grenzer (PUC-SP) e Prof. Dr. Pe. Leonardo Agostini Fernandes (PUC-Rio)
O ser humano adoece. De um lado, podem ocorrer alterações físicas nas diversas partes do corpo: órgãos internos, ossos, músculos, pele, cabelo, unhas, etc. Do outro, doenças mentais podem afetar o raciocínio, o humor e/ou o comportamento da pessoa. Mais ainda, sofrimentos mentais e/ou emocionais podem atingir a saúde física, e vice-versa. Para muitas pessoas, a experiência da doença e da cura se encontra integrada a um quadro geral de enfrentamento religioso da existência. Ou seja, trata-se de um conflito a ser vivido. Com isso, quase que de forma automática, surgem diálogos da pessoa consigo mesma, com outras pessoas, com seres não humanos e, por excelência, com Deus. A Bíblia acolhe essas experiências limites e dramáticas do ser humano em relação à doença e à saúde, à vida e à morte. Nesse sentido, o livro dos Salmos, por exemplo, transmite orações nas quais, aparentemente, reza quem está doente. No primeiro momento, trata-se de textos a serem compreendidos como voz humana. De um modo simultâneo, porém, no que se refere à voz de quem está doente, Deus parece falar através da dor dessa pessoa assim como fala através de um profeta, e Ele quer que essa palavra seja entendida como mais um instrumento em sua vontade de comunicar-se com os seres humanos. Com isso, a oração, sendo palavra humana, também é palavra de Deus. Os dois proponentes do Grupo de Trabalho (GT) aqui proposto, investindo em sua pesquisa sobre o Salmo 38, convidam os participantes do Congresso a juntarem-se com as suas leituras de outros textos bíblicos. Enfim, visa-se à temática da saúde, um dos maiores desafios pastorais, favorecendo-se o diálogo com a Palavra de Deus.
Palavras-chave: Bíblia, saúde, oração, Animação Bíblica da Pastoral.
GT 2: Animação Bíblica da Pastoral: aspectos históricos e hermenêuticos
Proponentes: Prof. Dr. Ildo Perondi (PUC-PR); Prof. Dr. Valmor da Silva (PUC Goiás); Me. Narcélio Ferreira de Lima (PUC Goiás); Me. Patrícia Zaganin (PUC-PR)
O GT aborda a Animação Bíblica da Pastoral, principalmente, em seus aspectos históricos e hermenêuticos. Nesse sentido, podem ser propostas comunicações sobre a trajetória histórica da Bíblia e sua aplicação pastoral no Brasil Colônia, Império e República, com especial atenção às últimas décadas, que correspondem, politicamente, aos períodos de Ditadura Militar e de Nova República e, eclesialmente, ao pós Vaticano II. Podem ser apresentados personagens que marcaram a leitura da Bíblia no país, metodologias e abordagens na aplicação do texto bíblico, traduções e difusão da Escritura Sagrada, movimentos e instituições bíblicas, entre outros aspectos. O objetivo é situar a Animação Bíblica da Pastoral em sua trajetória histórica e em sua aplicação hermenêutica prática, na pastoral da Igreja no Brasil. Pretende-se, como resultado a ser alcançado, recuperar os passos da caminhada feita, para situar a realidade atual e projetar perspectivas de futuro. Especificamente, o desejo é reunir pessoas engajadas tanto acadêmica como pastoralmente, para dialogar sobre os caminhos da Bíblia no Brasil.
Palavras-Chave: História da ABP, Hermenêutica bíblica, Bíblia no Brasil, Bíblia e Catequese.
GT 3: Bíblia e Catequese
Proponentes: Dr. Pe. Jânison de Sá Santos (CNBB); Prof. Me. Pe. Wagner Francisco de Souza Carvalho (PUC-Rio); Me. Ir. Maria Aparecida Barboza (PUC-RS).
O Grupo de trabalho Bíblia e catequese acolhe estudos e pesquisas que abordem a relação entre Bíblia e Catequese, a partir da compreensão da Bíblia como fonte e coração da catequese. O encontro com a Palavra de Deus gera novos discípulos, ouvintes e servidores da Palavra. A Bíblia Palavra de Deus e da vida, é o coração da catequese e de toda ação evangelizadora. Em 1893, o Papa Leão XIII, já alertava para a importância da centralidade da Palavra de Deus na vida e missão da Igreja: “o uso da Escritura divina domine em toda a ciência teológica e seja como que a sua alma . A fonte na qual a catequese busca a sua mensagem é a Palavra de Deus: a catequese há de esgotar sempre o seu conteúdo na fonte viva da Palavra de Deus, transmitida na Tradição e na Escritura” . Os desafios do nosso tempo requerem uma leitura bíblica na catequese ao modo da pedagogia de inspiração catecumenal. Na Obra Clássica: “De Catechizandis Rudibus” de Santo Agostinho , encontra-se uma nova forma, de nos apropriarmos das Sagradas Escrituras a partir do foco da Iniciação à Vida Cristã. Para Santo Agostinho, “a transmissão da fé, deve ser apresentada com linguagem simples e harmoniosa, acentuando a forma pedagógica e mistagógica de catequizar, onde o catequista é um instrumento nas mãos de Deus”. A catequese como eixo da renovação da comunidade paroquial, favorece o encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, fortalece a prática da Leitura Orante da Palavra de Deus e forma discípulos missionários de Jesus Cristo, a partir da metodologia de inspiração catecumenal.
Palavras-chave: Bíblia, Catequese, Transmissão da fé, Discipulado.
GT 4: Animação Bíblica da Pastoral
Proponentes: Prof. Dr. Tiago de Fraga Gomes (PUC-RS); Prof. Me. Pe. Vinicius Pimentel Baquer (PUC-RS; UNIFACC-MT); Prof. Me. Mariana Aparecida Venâncio (PUC-RS).
A Animação Bíblica da Pastoral (ABP) é o serviço dedicado a garantir, com criatividade e impulso missionário, a centralidade da Palavra na Igreja, historicamente presente e enraizada nas realidades locais. Essa expressão vem sendo utilizada no contexto eclesial desde a Conferência de Aparecida (2007) e o Sínodo sobre a Palavra de Deus (2008), com a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini (2010). Nestes dois marcos, a Animação Bíblica da Pastoral é compreendida como a ampliação dos limites da Pastoral Bíblica, deixando de funcionar como uma pastoral justaposta a outras para configurar-se como serviço a toda a pastoral, que seja uma referência para o conhecimento, a oração e o anúncio da Palavra. A Igreja no Brasil desenvolveu essa reflexão nos documentos: Discípulos e servidores da Palavra de Deus na Missão da Igreja (2012) e “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14): Animação Bíblica da Pastoral a partir das Comunidades Eclesiais Missionárias (2022). Além da reflexão, a ABP aparece como prioridade nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil desde o Sínodo sobre a Palavra de Deus. Os desafios contemporâneos exigem pensar a ABP de forma criativa, a partir de um olhar crítico, consciente, profético e esperançoso da realidade, para propor caminhos efetivos de anúncio, oração e ensinamento da Palavra ao ser humano contemporâneo, nas configurações comunitárias hodiernas. Este GT, portanto, acolherá propostas de comunicações a respeito da reflexão teológico-pastoral sobre a Animação Bíblica da Pastoral, especialmente dedicadas à proposição de caminhos para sua realização no contexto eclesial brasileiro contemporâneo.
Palavras-chave: Animação Bíblica da Pastoral, Centralidade da Palavra, Formação, Oração, Anúncio.
GT 5: Caminhos de convergência entre Liturgia e Animação Bíblica da Pastoral
Proponentes: Prof. Dr. José Reinaldo Felipe Martins Filho (PUC Goiás); Prof. Dr. Patrick da Silva Brandão (Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard); Me. Maria da Conceição Rodrigues dos Santos (PUC Goiás); Me. Jocleilson Sebastião da Silva (PUC Goiás).
Com o advento do Concílio Vaticano II, recuperou-se o lugar fontal da Liturgia e da Palavra de Deus, frutos do movimento litúrgico e do movimento bíblico que precederam o Concílio. A conjugação desses dois eixos faz parte da virada teológica e pastoral promovida pelo Concílio. De acordo com a exortação apostólica Verbum Domini (n. 52), a liturgia é “o âmbito privilegiado onde Deus nos fala no momento presente (...) Cada ação litúrgica está, por sua natureza, impregnada da Sagrada Escritura”, pois, na liturgia, sempre se venerou a Palavra e se deu a ela a devida importância (DV 21). Com isso, a liturgia, enquanto ápice e fonte da vida da Igreja (SC 10), representa um terreno fértil para a promoção da Animação Bíblica da Pastoral (ABP). Nesse sentido, este Grupo Temático (GT) propõe uma reflexão sobre a intersecção entre liturgia e ABP, visando um diálogo que amplie tanto a
pesquisa acadêmica quanto a prática pastoral. Os temas abordados pelos participantes poderão ser variados e incluirão a Sagrada Escritura na recitação litúrgica, os Sacramentos, os Sacramentais, a sacramentalidade da Palavra, Lecionário e Evangeliário, a homilia, a Liturgia das Horas, a Celebração da Palavra de Deus, a sequência ritual da liturgia da Palavra, o espaço litúrgico da Proclamação da Palavra, os Salmos, a música litúrgica e a ministerialidade, além de outros temas convergentes. Por fim, ao promover a relação entre liturgia e ABP, este GT se alinha à renovação teológico-litúrgica do Vaticano II e busca enriquecer a experiência Pastoral da Igreja.
Palavras-chave: Liturgia, Animação Bíblica, Pastoral, Vaticano II, Palavra de Deus.
GT 6: Bíblia e Ecologia
Proponentes: Prof. Dr. Matthias Grenzer (PUC-SP); Prof. Me. José Ancelmo Santos Dantas (Instituto São Boaventura, Santo Amaro, SP).
A Bíblia não fala somente de Deus e do ser humano, mas ela dirige sua atenção também aos seres não humanos, acolhendo espaços celestes e terrestres, água, ar, solo e temperatura, vegetais e animais. Assim, os textos milenares em questão visam, inclusive, ao valor intrínseco da natureza, algo que, religiosamente, corresponde ao caráter sagrado dos seres não humanos, sublinhando-se os aspectos da interconectividade e da relação interdependente entre a terra e todos os seus moradores. Com outras palavras, a natureza, de forma semelhante à Sagrada Escritura, torna-se Palavra de Deus para quem a medita. A própria Bíblia, constantemente, celebra esse saber. Isto é, os mais diversos seres não humanos aproximam o ser humano ao mistério da vida e de Deus. Em vista disso, os dois proponentes do Grupo de Trabalho (GT) aqui proposto, investindo, inclusive, em sua pesquisa da metáfora bíblica de “Terra onde correm leite e mel”, convidam os participantes do Congresso a juntarem-se com as leituras de outros textos bíblicos. Enfim, visa-se à temática da ecologia, um desafio pastoral atual e de maior urgência, favorecendo-se o diálogo com a Palavra de Deus. Isto é, procura-se por elementos que, biblicamente, possam animar a nova Pastoral da Ecologia Integral e/ou a educação ambiental no âmbito da Catequese.
Palavras-chave: Bíblia, ecologia, educação ambiental, Catequese, Animação Bíblica da Pastoral.
GT 7: Ministério de Catequista e Bíblia
Proponentes: Dra. Ir. Sueli da Cruz Pereira (SBCat; GREBICAT) e Me. Pe. Leandro Francisco Pagnussat (SBCat e GREBICAT).
A vocação do catequista constitui o coração do Motu proprio Antiquum ministerium (AM) e imprime ao Ministério de Catequista a sua característica essencial. As referências bíblicas presentes no AM, a saber: 1Cor 12,28-21; Lc 1,3-4; Gal 6,6 e 1Cor 12,4-11, confirmam a teologia do povo de Deus do qual o catequista faz parte. Desse modo, a complexidade dos carismas que é elencada na carta aos Coríntios, tem por finalidade dentro da comunidade cristã, a edificação do povo de Deus. Por isso, a formação em função da vocação ao Ministério de Catequista, tem como ponto de partida, a dimensão bíblica, seguida da dimensão teológica, pastoral e pedagógica (cf. AM 8). Nisso, o catequista é por excelência Ministro da Palavra, para isso, faz-se necessário que no alicerce do seu processo formativo, a relação com a Sagrada Escritura torne-se não somente um elemento de aprendizado intelectual (que é indispensável), mas o centro da sua espiritualidade cotidiana. Esse Grupo de Trabalho quer aprofundar a relação entre a Bíblia e a vocação ao Ministério de Catequista.
Palavras-chave: Ministério de Catequista, Vocação, Carismas, Comunidade cristã, Palavra.
GT 8: Animação Bíblica da Campanha da Fraternidade
Proponentes: Pe. Dr. José Adalberto Vanzella e Pe. Me. Jean Poul Hansen (CNBB).
Nascida em Natal, em 1962, a Campanha da Fraternidade (CF) expandiu-se por todo o Nordeste já na quaresma de 1963 e alcançou âmbito nacional em 1964, a partir de uma provocação feita por Dom Helder Câmara, então secretário geral da CNBB a todos os bispos do Brasil. Na sua primeira fase (1964 a 1972), a CF focou a renovação da Igreja e dos cristãos. Na segunda fase (1973 a 1984), sob a influência das Conferências do Episcopado Latino-Americano em Medellín (1968) e Puebla (1979), pautou a preocupação com a realidade social do povo, a denúncia do pecado social e a promoção da justiça. Na terceira fase (1985 a 2013), a partir do processo de redemocratização do Brasil, a CF abordou as situações existenciais do povo brasileiro que clamam pela nossa conversão. Na quarta fase, a atual, desde 2014, a CF empenha-se em promover no Brasil a recepção do ensino social do Papa Francisco, como o fez, transversalmente, com toda a Doutrina Social da Igreja, especialmente aquela emanada a partir do Concílio Vaticano II. Em todos esses momentos, não faltou iluminação bíblica para sustentar a proposição dos temas, por meio dos respectivos lemas, na sua maioria versículos bíblicos, e do capítulo dedicado ao julgar/iluminar nos Textos Base. Uma boa leitura bíblica, comprometida com a realidade e libertadora, sempre esteve presente nas CFs. A proposta deste Grupo de Trabalho é trazer à tona as abordagens bíblicas feitas pela CF e seus principais frutos de animação da vida pastoral e do compromisso social da Igreja no Brasil.
Palavras-chave: Animação Bíblica, Campanha da Fraternidade, Lema, Julgar, Texto Base.
GT 9: O Jubileu na Sagrada Escritura: memória e atualização
Proponente: Prof. Dr. Mariosan de Sousa Marques (PUC Goiás); Prof. Pe. Me. Nazareno Carvalho.
O jubileu é um conceito importante na Sagrada Escritura, especialmente no Antigo Testamento. Ele é mencionado principalmente no livro de Levítico, capítulo 25. Basicamente é entendido como um ano especial que ocorre a cada cinquenta anos, marcado por um tempo de libertação e restauração. Embora o conceito de jubileu não seja mencionado diretamente no Novo Testamento, muitos estudiosos veem a missão de Jesus como uma realização do espírito do jubileu. Em Lucas 4,18-19, Jesus lê um trecho de Isaías que fala sobre libertação e boas novas aos pobres, o que ecoa os princípios do jubileu. Nosso objetivo é refletir sobre essa temática tão importante e, para tanto, acolhemos contribuições que aprofundem o tema em dois eixos principais: 1) O Jubileu à luz da Sagrada Escritura; leitura e interpretação de textos significativos. Contribuições para a teologia bíblica. 2) Ano Jubilar, luzes e provocações para a animação bíblica da pastoral. O tempo da graça no “hoje” da história da Salvação, pistas pastorais.
Palavras-chave: Animação Bíblica, Bíblia, Jubileu, Pastoral.


