{"id":4686,"date":"2019-03-12T17:35:24","date_gmt":"2019-03-12T20:35:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4686"},"modified":"2019-03-12T17:35:24","modified_gmt":"2019-03-12T20:35:24","slug":"todos-somos-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4686","title":{"rendered":"TODOS SOMOS UM"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>Menina vem c\u00e1! J\u00e1 vou!<\/p>\n<p>O que queres que dance?<\/p>\n<p>O sagrado do lugar.<\/p>\n<p>Pelos rios e igap\u00f3s,<\/p>\n<p>Nosso canto caminhou.<\/p>\n<p>E do tronco da sapopema,<\/p>\n<p>Meu tambor assim ecoou.<\/p>\n<p>Chegou a cunh\u00e3 de Tup\u00e3,<\/p>\n<p>At\u00e9 o terreiro cantou.<\/p>\n<p>Ao som do curimb\u00f3 Ia\u00e7\u00e3 se aproximou,<\/p>\n<p>Escutou, alegrou e a saia balan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Chamou os povos e ancestrais,<\/p>\n<p>A for\u00e7a e resist\u00eancia no amor.<\/p>\n<p>No terreiro ou no quintal,<\/p>\n<p>O tambor \u00e9 nossa cor.<\/p>\n<p>(M\u00e1rcia Kambeba)<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4692\" src=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/54255369_648958195552174_2947755511170203648_n.jpg\" alt=\"54255369_648958195552174_2947755511170203648_n\" width=\"772\" height=\"465\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/54255369_648958195552174_2947755511170203648_n.jpg 772w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/54255369_648958195552174_2947755511170203648_n-300x181.jpg 300w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/54255369_648958195552174_2947755511170203648_n-498x300.jpg 498w\" sizes=\"auto, (max-width: 772px) 100vw, 772px\" \/><\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/olma.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Observat\u00f3rio Nacional de Justi\u00e7a Socioambiental<\/a> dos jesu\u00edtas, do qual o nosso Observat\u00f3rio das Religi\u00f5es participa, est\u00e1 desenvolvendo, junto com o <a href=\"https:\/\/web.facebook.com\/cac.centroalternativodecultura\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Centro Alternativo de Cultura<\/a> de Bel\u00e9m do Par\u00e1, uma Escola Popular de Justi\u00e7a Socioambiental. Mais de meia centena de pessoas, em grande parte animadores comunit\u00e1rios, est\u00e1 envolvida em um projeto de forma\u00e7\u00e3o participativo e transdisciplinar, atrav\u00e9s de viv\u00eancias, partilhas e oficinas, para ajudar as pessoas a contribu\u00edrem na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade sustent\u00e1vel e a lutarem pelos direitos humanos no contexto amaz\u00f4nico. Esse empoderamento de lideran\u00e7as populares realiza-se em m\u00f3dulos mensais de fins de semana, desfiando tem\u00e1ticas como Amaz\u00f4nia de Todos os Povos, Educa\u00e7\u00e3o em Direitos Humanos, Rela\u00e7\u00e3o Sociedade e Natureza, Ecologia Integral e Bem Viver, Comunica\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria e M\u00eddias Alternativas, A\u00e7\u00e3o Concreta: Projetos de Interven\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Nos dias 8 e 9 de mar\u00e7o de 2019 ocorreu, ent\u00e3o, o m\u00f3dulo Todos Somos Um: o Sagrado e a Diversidade Religiosa na Amaz\u00f4nia. O encontro come\u00e7ou com a cita\u00e7\u00e3o do Dalai Lama: &#8220;Somos todos iguais. Compartilhamos uma s\u00f3 casa que devemos cuidar. As diferen\u00e7as de l\u00edngua, de religi\u00e3o ou de cultura devem estar em n\u00edvel secund\u00e1rio. Primeiro temos de nos considerar irm\u00e3os e irm\u00e3s&#8221;. Na Igreja Evang\u00e9lica de Confiss\u00e3o Luterana, que foi pioneira na hist\u00f3ria do ecumenismo no Par\u00e1, o dia 8, das 17 \u00e0s 21h, teve, depois de abertura alegre e m\u00edstica, um Cine-comunit\u00e1rio sobre Justi\u00e7a Socioambiental e Empoderamento Feminino na Amaz\u00f4nia, com proje\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio Mulheres de Mamirau\u00e1 e debate com a ind\u00edgena Carla, a quilombola <span style=\"display: inline !important; float: none; background-color: #ffffff; color: #50575d; cursor: text; font-family: 'Noto Serif',Georgia,'Times New Roman',Times,serif; font-size: 16px; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: 400; letter-spacing: normal; line-height: 1.2em; orphans: 2; text-align: left; text-decoration: none; text-indent: 0px; text-transform: none; -webkit-text-stroke-width: 0px; white-space: normal; word-spacing: 0px;\">Yamoro <\/span>e as professoras Ant\u00f4nia e Rosalinda. No Dia Internacional da Mulher, compartilhou-se o drama das meninas ribeirinhas e afrodescendentes, como tamb\u00e9m o testemunho das mulheres do Vale Verde: comunidade de catadoras que cuida de quarenta crian\u00e7as na periferia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4687\" src=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53857874_646040732510587_8316800342993928192_n-192x300.jpg\" alt=\"53857874_646040732510587_8316800342993928192_n\" width=\"192\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53857874_646040732510587_8316800342993928192_n-192x300.jpg 192w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53857874_646040732510587_8316800342993928192_n.jpg 615w\" sizes=\"auto, (max-width: 192px) 100vw, 192px\" \/>No s\u00e1bado 9, das 8 \u00e0s 18h, na Capela cat\u00f3lica de Lourdes, dos jesu\u00edtas, o professor Gilbraz Arag\u00e3o, do nosso Observat\u00f3rio, colaborou na assessoria e a parte da manh\u00e3 foi marcada por uma Ciranda de di\u00e1logos sobre Narrativas Cosmopo\u00e9ticas do Sagrado na Amaz\u00f4nia, contando com as seguintes pessoas convidadas: M\u00e3e Nangetu &#8211; Bantu; Yamoro &#8211; Afro-ind\u00edgena; Irm\u00e3 T\u00e9a &#8211; Cat\u00f3lica; Bispa Marin\u00eaz &#8211; Anglicana; Roseli Dias &#8211; Wicca; Dinailson &#8211; Ananda Marga; Aline Lira &#8211; Hare Krishna, al\u00e9m da professora Taissa Tavernad &#8211; UEPA, e a poetisa M\u00e1rcia Kambeba.<\/p>\n<p>Destacamos algumas das declara\u00e7\u00f5es feitas: precisamos abrir com delicadeza o nosso cora\u00e7\u00e3o para o sagrado cheio de energia da natureza, o brilho das almas irm\u00e3s se reconhece no respeito ao sagrado de muitos nomes mas que sempre cura, v\u00e1rias na\u00e7\u00f5es de um mesmo povo: cada um com seu respeito \u00e0 ancestralidade e sua miss\u00e3o de alimentar o outro humano, Amaz\u00f4nia \u00e9 m\u00edstica pelo seu rio e floresta e pela sua diversidade e liberdade, os caminhos sagrados se cruzam no cuidado silencioso e vigoroso pela vida, sagrado n\u00e3o \u00e9 espa\u00e7o-tempo limitado: \u00e9 a vida espiritual que cria mais espa\u00e7o para a vida, que corre e transforma o mundo assim como as mulheres e as santas da Amaz\u00f4nia&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-medium wp-image-4693 alignright\" src=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53744986_648958495552144_641903156107673600_n-300x215.jpg\" alt=\"53744986_648958495552144_641903156107673600_n\" width=\"300\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53744986_648958495552144_641903156107673600_n-300x215.jpg 300w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53744986_648958495552144_641903156107673600_n-419x300.jpg 419w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/53744986_648958495552144_641903156107673600_n.jpg 844w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O almo\u00e7o foi completado por conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e visita a feira de economia solid\u00e1ria. A parte da tarde teve ainda apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o de pesquisa sobre Diversidade Cultural-religiosa e Ethos Amaz\u00f4nico, pelo mestrando de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o Juscelino Pantoja. O encontro terminou com uma s\u00edntese e os apontamentos do professor Gilbraz, real\u00e7ando que na regi\u00e3o houve mais coloniza\u00e7\u00e3o e queimada do que di\u00e1logo e enxerto das religi\u00f5es de salva\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s religi\u00f5es de integra\u00e7\u00e3o com a natureza. Como conclus\u00e3o, todos sa\u00edram convictos de que, n\u00e3o s\u00f3 a riqueza natural da biodiversidade amaz\u00f4nica, mas tamb\u00e9m a fortuna cultural e a diversidade religiosa do seu povo devem ser respeitadas e compartilhadas com o mundo!<\/p>\n<div class=\"text_exposed_show\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<h4 style=\"text-align: right;\">Saiba mais:<\/h4>\n<h4 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4313\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Caminhos da justi\u00e7a socioambiental<\/a><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Menina vem c\u00e1! J\u00e1 vou! O que queres que dance? O sagrado do lugar. Pelos rios e igap\u00f3s, Nosso canto caminhou. E do tronco da sapopema, Meu tambor assim ecoou. Chegou a cunh\u00e3 de Tup\u00e3, At\u00e9 o terreiro cantou. Ao som do curimb\u00f3 Ia\u00e7\u00e3 se aproximou, Escutou, alegrou e a saia balan\u00e7ou. Chamou os povos&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4686\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-4686","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4686","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4686"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4686\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4694,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4686\/revisions\/4694"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4686"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4686"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4686"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}