{"id":4141,"date":"2018-03-19T14:12:37","date_gmt":"2018-03-19T17:12:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4141"},"modified":"2018-03-19T16:35:52","modified_gmt":"2018-03-19T19:35:52","slug":"forum-social-aula-de-humanismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4141","title":{"rendered":"F\u00d3RUM SOCIAL: AULA DE HUMANISMO"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_4140\" aria-describedby=\"caption-attachment-4140\" style=\"width: 784px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-4140\" src=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Artur2.jpg\" alt=\"Artur2\" width=\"784\" height=\"441\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Artur2.jpg 784w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Artur2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Artur2-533x300.jpg 533w\" sizes=\"auto, (max-width: 784px) 100vw, 784px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-4140\" class=\"wp-caption-text\">Atur Peregrino (na foto com as baianas), membro da equipe do Observat\u00f3rio das Religi\u00f5es, levou nossas experi\u00eancias de di\u00e1logo pra compartilhar no F\u00f3rum Social em Salvador e trouxe o seguinte relato, onde tamb\u00e9m d\u00e1 not\u00edcia de Marcelo Barros e Aquino J\u00fanior (nesta foto da mesa), companheiros de caminhada na UNICAP&#8230;<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Criado em 2001 com a proposta de reunir movimentos sociais de todo o mundo, o <a href=\"https:\/\/wsf2018.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">F\u00f3rum Social Mundial<\/a> (FSM) ocorreu em 2018 na capital baiana, de 13 a 17 de mar\u00e7o, envolvendo v\u00e1rios espa\u00e7os da cidade com o lema \u201cResistir \u00e9 criar, resistir \u00e9 transformar\u201d. Trata-se de um evento altermundialista, organizado por movimentos dos v\u00e1rios continentes, com o objetivo de elaborar alternativas para uma transforma\u00e7\u00e3o social global. Esta edi\u00e7\u00e3o do FSM procurou articular resist\u00eancias \u00e0s manobras que tentam asfixiar os processos democr\u00e1ticos e a participa\u00e7\u00e3o popular, retirando <a href=\"https:\/\/youtu.be\/quQQrPC7WME\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">direitos humanos<\/a> duramente conquistados. Buscou tamb\u00e9m apontar op\u00e7\u00f5es de conviv\u00eancia cidad\u00e3, em meio a grandes retrocessos \u00e9ticos, pol\u00edticos e sociais. Foi sintom\u00e1tica, nesse contexto, a sua realiza\u00e7\u00e3o no Brasil, que sofre desde 2016 um golpe parlamentar a servi\u00e7o do capital transnacional explorador.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel dizer que o F\u00f3rum Social Mundial \u00e9 uma aula magna do humanismo. Um lugar de esperan\u00e7a, que permite fazer crescer o pertencimento a uma causa inclusiva e aberta, em defesa da vida para todos. Quem participou do F\u00f3rum n\u00e3o estava apenas sonhando, mas indicando que, por todas as partes do mundo, ensaiam-se novas formas de sobreviver e conviver, mais cuidadosas e humanas. O mundo que temos hoje \u00e9 perigoso para toda a humanidade: est\u00e1 aumentando a dist\u00e2ncia entre ricos e pobres, o planeta est\u00e1 aquecendo, os recursos est\u00e3o se esgotando. O fundamentalismo e a viol\u00eancia se multiplicam. Ent\u00e3o, um outro mundo n\u00e3o \u00e9 apenas poss\u00edvel, mas necess\u00e1rio. Pessoas negras, ind\u00edgenas, brancas e de v\u00e1rias classes sociais uniram-se, ent\u00e3o, num mesmo objetivo: salvar a vida humana e a casa comum da humanidade.<\/p>\n<p>O F\u00f3rum foi tamb\u00e9m um encontro transdisciplinar, reunindo acad\u00eamicos e militantes, incluindo as sabedorias populares junto \u00e0s t\u00e9cnicas cient\u00edficas. A pedagogia do F\u00f3rum \u00e9 de descoloniza\u00e7\u00e3o, descentraliza\u00e7\u00e3o. A metodologia de a\u00e7\u00e3o social ensaiada n\u00e3o foi de confronto, mas de complementaridade. Foi igualmente um evento trans-religioso: chamou aten\u00e7\u00e3o o painel ecum\u00eanico, com o tema \u201c<a href=\"http:\/\/wftlofficial.org\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/WFTL-Programa-2018-Port.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Igrejas na resist\u00eancia aos cen\u00e1rios de golpe na Am\u00e9rica Latina<\/a>\u201d. O te\u00f3logo Aquino J\u00fanior foi enf\u00e1tico: \u201cA nossa rela\u00e7\u00e3o com Deus n\u00e3o nos permite ficar longe das grandes quest\u00f5es sociais. Tem a tarefa de ajudar o povo nas suas lutas. O crist\u00e3o n\u00e3o pode ser indiferente num pais onde seis pessoas t\u00eam mais que 50% da popula\u00e7\u00e3o\u201d. E o monge Marcelo Barros, animador do nosso <a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Observat\u00f3rio das Religi\u00f5es no Recife<\/a>, arrematou: \u201cNossas Igrejas precisam superar o patriarcalismo e aprender das religi\u00f5es afro a import\u00e2ncia do minist\u00e9rio das mulheres. Precisam sair da camisa de for\u00e7a que as mant\u00eam presas a normas morais das filosofias neoplat\u00f4nicas como se fossem do Evangelho e a regras cultuais que identificam a Igreja com uma religi\u00e3o imperial antiga. Isso precisa ser superado para que se tornem mais e mais caminhos de espiritualidade e de liberdade humana\u201d.<\/p>\n<p>Fato dolorosamente marcante foi a not\u00edcia, durante o F\u00f3rum, do assassinato de Marielle Franco no Rio: lutadora social e vereadora, cientista social, filha da Favela da Mar\u00e9. Ela tinha uma participa\u00e7\u00e3o prevista no F\u00f3rum e, com sua morte, o n\u00edvel de politiza\u00e7\u00e3o aumentou. O fato repercutiu fortemente na Assembleia Mundial de Mulheres, no Terreiro de Jesus no Pelourinho, marcada por discursos inflamados e gritos de ordem, como \u201cMarielle Franco, presente\u201d, \u201cFeminismo \u00e9 revolu\u00e7\u00e3o\u201d. E pela cidade ecoaram os dizeres de um grande painel nas ladeiras de Salvador, terra de todos os santos: \u201cQue o sangue de Marielle regue nossa resist\u00eancia, nossa luta. A luta continua, companheira! Por voc\u00ea, por n\u00f3s. Marielle Franco, presente!\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: right;\">Saiba mais:<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4086\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Articulando a justi\u00e7a<\/a><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=4004\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Religi\u00f5es e respeito<\/a><\/h3>\n<h3 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=3739\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Religi\u00f5es e migra\u00e7\u00e3o<\/a><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Criado em 2001 com a proposta de reunir movimentos sociais de todo o mundo, o F\u00f3rum Social Mundial (FSM) ocorreu em 2018 na capital baiana, de 13 a 17 de mar\u00e7o, envolvendo v\u00e1rios espa\u00e7os da cidade com o lema \u201cResistir \u00e9 criar, resistir \u00e9 transformar\u201d. 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