{"id":2503,"date":"2016-01-22T05:49:57","date_gmt":"2016-01-22T08:49:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=2503"},"modified":"2016-05-30T17:56:11","modified_gmt":"2016-05-30T20:56:11","slug":"dia-das-religioes-e-de-combate-a-intolerancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=2503","title":{"rendered":"DIA DAS RELIGI\u00d5ES E DE COMBATE \u00c0 INTOLER\u00c2NCIA"},"content":{"rendered":"<div>\n<figure id=\"attachment_2507\" aria-describedby=\"caption-attachment-2507\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?attachment_id=2507\" rel=\"attachment wp-att-2507\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2507\" src=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/10929981_442070895939987_5388085259172183709_n.jpg\" alt=\"Encontro do F\u00f3rum Di\u00e1logos no Terreiro de M\u00e3e Amara\" width=\"960\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/10929981_442070895939987_5388085259172183709_n.jpg 960w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/10929981_442070895939987_5388085259172183709_n-300x169.jpg 300w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/10929981_442070895939987_5388085259172183709_n-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2507\" class=\"wp-caption-text\">Encontro do F\u00f3rum Di\u00e1logos no Terreiro de M\u00e3e Amara<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, as den\u00fancias de discrimina\u00e7\u00e3o religiosa recebidas pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos) atingiram no ano de 2015 seu maior n\u00famero desde 2011, quando o servi\u00e7o passou a receber esse tipo de reclama\u00e7\u00e3o. Foram\u00a0556 casos reportados ao servi\u00e7o da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal. Houve um aumento de 273% em rela\u00e7\u00e3o a 2014 e a maioria dos fatos envolve o Povo de Santo das religi\u00f5es afro-brasileiras, com cultos de impreca\u00e7\u00f5es crist\u00e3s contra os seus Terreiros e agress\u00f5es aos seus s\u00edmbolos e aos seus membros. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o 21 de janeiro, desde o ano 2007, \u00e9 Dia Nacional de Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia Religiosa, justo por causa da morte de M\u00e3e Gilda, do candombl\u00e9 da Bahia, v\u00edtima de agress\u00f5es por crist\u00e3os.<\/p>\n<p>Mas o 21 de janeiro \u00e9 tamb\u00e9m, desde 1949, o Dia Mundial das Religi\u00f5es: uma iniciativa da ecum\u00eanica F\u00e9 Baha\u2019i, depois assumida pela ONU, igualmente para se combater a intoler\u00e2ncia e promover o respeito \u00e0 religi\u00e3o e\u00a0entre as religi\u00f5es, celebrando a possibilidade de elas dialogarem em torno dos princ\u00edpios m\u00edsticos e \u00e9ticos que est\u00e3o entre (e para al\u00e9m) de todas elas, colaborando assim para a promo\u00e7\u00e3o da paz mundial. Religi\u00e3o \u00e9 abertura para um misterioso poder criador que nos antecede e ultrapassa, cujos nomes e imagens s\u00e3o atribu\u00eddos pelas possibilidades e limites das pessoas e grupos que o experimentam. O Dia das Religi\u00f5es \u00e9, ent\u00e3o,\u00a0para ativar a potencialidade\u00a0humana de\u00a0desejar e acolher o mist\u00e9rio divino que gera vitalidade no cosmo e, a partir da rela\u00e7\u00e3o com as outras criaturas, colaborar para um mundo onde o simb\u00f3lico ven\u00e7a o\u00a0diab\u00f3lico e a vida seja mais forte do que a morte.<\/p>\n<p>E n\u00e3o s\u00e3o poucos os desafios que o mundo enfrenta nesse campo (da falta) do di\u00e1logo e coexist\u00eancia. N\u00e3o bastassem os conflitos econ\u00f4micos e pol\u00edticos, a China e a Coreia do Norte perseguem ideologicamente (e a ideologia a\u00ed assume ares de substitutivo religioso) os grupos espirituais tradicionais. O Ir\u00e3 e a Ar\u00e1bia Saudita apadrinham a vers\u00e3o de uma religi\u00e3o e perseguem mu\u00e7ulmanos dissidentes, crist\u00e3os e baha\u2019istas. O Paquist\u00e3o condena \u00e0 morte quem os extremistas denunciam por blasf\u00eamia, normalmente xiitas, crist\u00e3os, hindus e ahmadis. Na S\u00edria e Iraque o grupo Estado Isl\u00e2mico desencadeou ondas de terror contra yazidis, crist\u00e3os e xiitas, bem como contra os gays e as mulheres. Budistas radicais na Birm\u00e2nia agridem os mu\u00e7ulmanos rohingya. Na Rep\u00fablica Centro-Africana, mil\u00edcias crist\u00e3s destru\u00edram quase todas as mesquitas do pa\u00eds. Na Nig\u00e9ria, o Boko Haram continua a atacar crist\u00e3os e in\u00fameros mu\u00e7ulmanos que se op\u00f5em ao grupo. Judeus e mu\u00e7ulmanos n\u00e3o se entendem na Palestina, apesar das mesmas ra\u00edzes espirituais. O extremismo pol\u00edtico\/religioso tamb\u00e9m aterroriza\u00a0Europa e EUA \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o apenas os ditos mu\u00e7ulmanos antiocidentais: grupos que se proclamam crist\u00e3os matam m\u00e9dicos que defendem os direitos reprodutivos.<\/p>\n<p>Para enfrentar essa situa\u00e7\u00e3o temos criado legisla\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas, no Brasil e alhures, mas precisamos mesmo \u00e9 de (re)educa\u00e7\u00e3o.\u00a0Todas as tradi\u00e7\u00f5es espirituais e filos\u00f3ficas fazem parte do patrim\u00f4nio cultural da humanidade e merecem respeito e liberdade. Mas, para promover a conviv\u00eancia em nossas sociedades pluralistas, os Estados devem controlar o proselitismo e regrar o uso de s\u00edmbolos religiosos em espa\u00e7os p\u00fablicos, al\u00e9m de n\u00e3o submeter quest\u00f5es legais, como a educa\u00e7\u00e3o dos fatos religiosos, a interesses de algum grupo privilegiado.<\/p>\n<p>Somente a escola pode terapeutizar a viv\u00eancia da religi\u00e3o e as rela\u00e7\u00f5es entre as religi\u00f5es. Mas a escola como lugar de aprendizagens cr\u00edticas e transdisciplinares dos conhecimentos espirituais. Cabe \u00e0 comunidade educativa refletir sobre as diversas experi\u00eancias religiosas que a cerca, analisar o papel dos movimentos e tradi\u00e7\u00f5es religiosas na estrutura\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das culturas e sociedades, rompendo com rela\u00e7\u00f5es de poder que encobrem e naturalizam discrimina\u00e7\u00f5es e preconceitos. Cabe \u00e0 escola refletir sobre o fen\u00f4meno humano de abertura para a transcend\u00eancia, em busca de interpreta\u00e7\u00f5es mais universais e significados mais profundos para o que \u00e9 experimentado como sagrado em cada povo ou grupo.<\/p>\n<p>Todas as pessoas t\u00eam direito ao esclarecimento das cren\u00e7as e descren\u00e7as da humanidade e para isso o Ensino Religioso deve avaliar as not\u00edcias religiosas em seus contextos, estudando as religi\u00f5es como quest\u00e3o e n\u00e3o como dado. O Ensino Religioso, compreendido como campo de aplica\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de conhecimento das Ci\u00eancias da Religi\u00e3o, numa vis\u00e3o transdisciplinar, n\u00e3o objetiva transpor conte\u00fados enciclop\u00e9dicos e muito menos doutrinais para um ensino catequ\u00e9tico, mas o desenvolvimento de processos de aprendizagem participativos, de constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos significativos atrav\u00e9s de grupos e projetos de pesquisa, em conex\u00e3o com as pautas de estudo e engajamento dos cientistas da religi\u00e3o. Fica aqui o desafio para os estudiosos da religi\u00e3o neste 21 de janeiro, Dia das Religi\u00f5es e do Combate \u00e0 Intoler\u00e2ncia marcado por tantos conflitos, no sentido do engajamento pedag\u00f3gico na tradu\u00e7\u00e3o das sabedorias espirituais e na promo\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo inter-religioso.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Gilbraz.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Assista por <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pernambuco\/bom-dia-pe\/videos\/t\/edicoes\/v\/teologo-debate-sobre-o-ensino-religioso-no-pais\/4752733\/\" target=\"_blank\">aqui<\/a> \u00e0 nossa entrevista alusiva, no telejornal Bom Dia Pernambuco.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para saber mais:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=2433\" target=\"_blank\">Da intoler\u00e2ncia ao di\u00e1logo<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=2271\" target=\"_blank\">Ensino religioso e diversidade<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=1482\" target=\"_blank\">Dia de combate \u00e0 intoler\u00e2ncia<\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No Brasil, as den\u00fancias de discrimina\u00e7\u00e3o religiosa recebidas pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos) atingiram no ano de 2015 seu maior n\u00famero desde 2011, quando o servi\u00e7o passou a receber esse tipo de reclama\u00e7\u00e3o. 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Houve um aumento de 273% em rela\u00e7\u00e3o&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=2503\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-2503","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2503","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2503"}],"version-history":[{"count":16,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2503\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2803,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2503\/revisions\/2803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2503"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2503"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2503"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}