{"id":1503,"date":"2015-02-01T23:34:45","date_gmt":"2015-02-02T02:34:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=1503"},"modified":"2019-02-14T14:33:31","modified_gmt":"2019-02-14T17:33:31","slug":"laicidade-religioes-e-direitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=1503","title":{"rendered":"LAICIDADE, RELIGI\u00d5ES E DIREITOS"},"content":{"rendered":"<address style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/unicap-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-4656 size-full\" src=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/unicap-1.jpg\" alt=\"\" width=\"1061\" height=\"679\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/unicap-1.jpg 1061w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/unicap-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/unicap-1-1024x655.jpg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/wp-content\/uploads\/2015\/02\/unicap-1-469x300.jpg 469w\" sizes=\"auto, (max-width: 1061px) 100vw, 1061px\" \/><\/a><\/address>\n<address>\u00a0<\/address>\n<address style=\"text-align: right;\">Com colabora\u00e7\u00e3o de Larissa Guerra e Isadora Vasconcelos.<\/address>\n<p>J\u00e1 faz tempo que o presidente dos Estados Unidos vem alertando (veja<a href=\"http:\/\/youtu.be\/_IHQr4Cdx88\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> aqui<\/a>) para a necessidade das religi\u00f5es se redefinirem frente ao pluralismo cultural e das pessoas religiosas traduzirem as suas convic\u00e7\u00f5es em termos civis ou laicos, em vista do debate pol\u00edtico contempor\u00e2neo. Agora, a primeira-dama, Michelle Obama, causou pol\u00eamica e foi criticada nas redes sociais por n\u00e3o cobrir a cabe\u00e7a com um v\u00e9u (veja <a href=\"http:\/\/www.washingtonpost.com\/blogs\/the-fix\/wp\/2015\/01\/28\/make-no-mistake-michelle-obama-just-made-a-bold-political-statement-in-saudi-arabia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>) durante a visita que realizou neste 27 de janeiro \u00e0 Ar\u00e1bia Saudita acompanhando o marido, o presidente Barack Obama. Durante a visita, o casal prestou suas condol\u00eancias \u00e0 fam\u00edlia real saudita pela morte do rei Abdullah. Mas, de acordo com os padr\u00f5es de conduta para se vestir no reino saudita, mulheres devem usar um v\u00e9u cobrindo suas cabe\u00e7as, conhecido como hijab, e mantos negros quando saem \u00e0s ruas. As mais altas autoridades religiosas mu\u00e7ulmanas j\u00e1 declararam que as vestes que cobrem a totalidade do corpo e da face feminina n\u00e3o derivam de mandamento religioso mas de tradi\u00e7\u00e3o cultural. Por\u00e9m, na pr\u00e1tica, a teoria \u00e0s vezes \u00e9 outra e o v\u00e9u\/burca s\u00e3o impostos, em nome de Deus, para o controle social das mulheres. Era mais ou menos assim em todas as culturas patriarcais\/monote\u00edstas e continua assim em alguns lugares. O que Michelle certamente quis provocar foi a discuss\u00e3o de que em \u00e2mbitos modernos e democr\u00e1ticos, onde se tenta instaurar transpar\u00eancia e igualdade tamb\u00e9m dos sexos, as mulheres t\u00eam o direito humano de se educar, de se relacionar e de sorrir &#8211; mesmo que isso cause a ira dos seus maridos e de alguns dos seus cl\u00e9rigos.<\/p>\n<p>A UNICAP vivenciou nos dias 29 e 30 de janeiro a XXV Semana de Estudos Docentes, que foi organizada por Mesas de Debate socializando as principais pesquisas e atividades realizadas pelos Programas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o da Universidade. A primeira Mesa foi sobre \u201cLaicidade, religi\u00f5es e direitos humanos\u201d e contou com a comunica\u00e7\u00e3o do professor Gilbraz Arag\u00e3o, do Programa de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o, tendo como debatedor o professor Jo\u00e3o Paulo Allain Teixeira, coordenador do Mestrado em Direito. Depois de um v\u00eddeo produzido pela ONG <a href=\"http:\/\/br.humanrights.com\/home.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Humanrights.com<\/a>, que situa o direito \u00e0 religi\u00e3o na hist\u00f3ria dos outros direitos universais, o professor Gilbraz come\u00e7ou evocando esse recente epis\u00f3dio de exerc\u00edcio da laicidade protagonizado por Michelle Obama, e lembrou que o direito de criticar dogmas e cren\u00e7as, de quaisquer tradi\u00e7\u00f5es religiosas ou convic\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas, \u00e9 assegurado como liberdade de express\u00e3o tamb\u00e9m pela nossa Rep\u00fablica e pelas democracias modernas, mas atitudes agressivas, ofensas e tratamento diferenciado a algu\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o de cren\u00e7a ou de n\u00e3o ter religi\u00e3o s\u00e3o crimes inafian\u00e7\u00e1veis e imprescrit\u00edveis, at\u00e9 no Brasil. O desafio \u00e9 encontrar, em cada contexto cultural, a justa medida entre a liberdade de exprimir pensamento e o respeito pelo que os grupos humanos consideram sagrado. Felizmente, com a colabora\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os acad\u00eamicos onde as pessoas podem tomar consci\u00eancia da relatividade hist\u00f3rica das suas experi\u00eancias absolutas do sagrado, tem crescido, junto com epis\u00f3dios violentos de intoler\u00e2ncia, tamb\u00e9m o di\u00e1logo inter-religioso e intercultural. Os membros das diversas religi\u00f5es t\u00eam percebido cada vez mais que os elementos que os unem s\u00e3o mais importantes do que os que os separam, que a revela\u00e7\u00e3o que uma religi\u00e3o descobriu foi por causa das outras e para as outras.<\/p>\n<p>Gilbraz argumentou que, hoje, sabemos que a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie humana depende da sabedoria e da boa vontade de todos n\u00f3s. Assim, em vez de procurar seu interesse pr\u00f3prio e defender a qualquer custo suas particularidades, as pessoas descobrem a responsabilidade de seu servi\u00e7o \u00e0 humanidade e ao meio ambiente que nos \u00e9 comum. As religi\u00f5es n\u00e3o podem ignorar as aspira\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas da consci\u00eancia em mat\u00e9ria do verdadeiramente humano e elas devem estar prontas a reinterpretar suas tradi\u00e7\u00f5es. Mas, ao mesmo tempo, as \u00e9ticas mais racionais n\u00e3o podem negligenciar as li\u00e7\u00f5es de sabedoria sobre a vida de que as tradi\u00e7\u00f5es religiosas foram sempre portadoras.\u00a0Afinal, a laicidade denota\u00a0uma posi\u00e7\u00e3o de\u00a0neutralidade e isen\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica e pol\u00edtica perante a religi\u00e3o, que se traduz em\u00a0respeito\u00a0por todos os credos e inclusive pela aus\u00eancia deles. Ademais, com a f\u00edsica qu\u00e2ntica emerge novo modelo de ci\u00eancia, uma nova l\u00f3gica de conhecimento que aponta para a coexist\u00eancia entre contradit\u00f3rios mutuamente exclusivos e, com isso, podemos \u00a0compreender mais amplamente a realidade, superando o princ\u00edpio de identidade e contradi\u00e7\u00e3o pelo de complexidade, percebendo que, em outros n\u00edveis da realidade, verdades contrapostas podem se explicar ou conviver &#8211; e ateus e religiosos e crentes antag\u00f4nicos podem se religar em uma f\u00e9 que se faz ato e permite o acesso ao verdadeiro \u201csagrado\u201d, que est\u00e1 entre e para al\u00e9m das religi\u00f5es e cuja m\u00edstica remete ao mist\u00e9rio de todas as coisas e n\u00e3o apenas das consideradas religiosas.<\/p>\n<p>As religi\u00f5es, quando bem entendidas, fazem varia\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas para uma experi\u00eancia de descentramento e busca de religa\u00e7\u00e3o com a transcend\u00eancia, o que ajuda na forma\u00e7\u00e3o de pessoas e comunidades saud\u00e1veis. Mas o que podemos fazer, ent\u00e3o, no sentido de terapeutizar as religi\u00f5es por a\u00ed e ajudar para que elas eduquem em mutir\u00e3o os novos cidad\u00e3os? Gilbraz lembrou que estamos ligados ao Programa de Ci\u00eancias da Religi\u00e3o da UNICAP, que j\u00e1 est\u00e1 formando a sua d\u00e9cima turma de Mestrado e come\u00e7ando a sua primeira de Doutorado, al\u00e9m de colaborar na cria\u00e7\u00e3o de uma Licenciatura em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o, na modalidade EAD, para professores de Ensino Religioso. Conosco j\u00e1 estudaram de bispo cat\u00f3lico a bruxa da wicca, m\u00e3es-de-santo e pastores protestantes, padres e professores de diversas artes. Com os estudantes mais interessados em quest\u00f5es inter-religiosas nesses cursos, organizamos o <b>Observat\u00f3rio Transdisciplinar das Religi\u00f5es no Recife<\/b>: um espa\u00e7o que come\u00e7a pela<a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> internet<\/a>, desdobra-se em grupo de estudo, f\u00f3rum inter-religioso e projetos de pesquisa, visitas guiadas a centros espirituais e colabora\u00e7\u00e3o em congressos de estudos da religi\u00e3o, com o objetivo de analisar os fatos relacionados aos encontros e desencontros entre as cren\u00e7as, procurando traduzir os fatos religiosos civilmente e mediar conflitos de f\u00e9, promover o respeito \u00e0 laicidade e o di\u00e1logo inter-religioso, al\u00e9m de <a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=1482\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">combater a intoler\u00e2ncia<\/a>.<\/p>\n<p>Gilbraz concluiu dando exemplo de como o Brasil est\u00e1 avan\u00e7ando culturalmente para a conviv\u00eancia laica e plural com a religiosidade: a TV Brasil estreou novas s\u00e9ries que tratam da diversidade religiosa e favorecem o di\u00e1logo entre as espiritualidades. Ao inv\u00e9s de transmitir missas e cultos, a rede de TV p\u00fablica, instada por organismos como o <a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=793\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Comit\u00ea de Respeito \u00e0 Diversidade Religiosa<\/a>, come\u00e7ou a organizar programas que refletem de modo educativo e cr\u00edtico sobre todos os ritos e cren\u00e7as da nossa gente, mostrando e discutindo semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre os diversos caminhos espirituais a partir de temas como vida ap\u00f3s a morte, viv\u00eancia comunit\u00e1ria, prosperidade e riqueza, papel da mulher&#8230; E temos orgulho de colaborar com esse novo tempo, mais pluralista, democr\u00e1tico e libert\u00e1rio. O nosso Observat\u00f3rio das Religi\u00f5es ajudou na concep\u00e7\u00e3o e aparece nos programas (veja <a href=\"http:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/entreoceueaterra\/episodio\/ha-vida-apos-a-morte\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>). As s\u00e9ries s\u00e3o transmitidas nas quartas e quintas \u00e0s 20h de Bras\u00edlia (19h no Recife) e reprisadas nas manh\u00e3s de domingo, nos canais abertos e assinados da TV Brasil, bem como na<a href=\"http:\/\/tvbrasil.ebc.com.br\/webtv\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"> WebTV<\/a>\u00a0da emissora.<\/p>\n<p>No debate que se seguiu, ent\u00e3o, mediado pelo professor Jo\u00e3o Paulo, um outro exemplo muito discutido, por outro lado, foi o dos terroristas franceses que atacaram a revista Charlie, pelas suas s\u00e1tiras religiosas: o mundo anda dividido entre os que &#8220;s\u00e3o Charlie&#8221; (e por isso s\u00e3o associados \u00e0 &#8220;democracia liberal permissiva do Ocidente&#8221;) e os que &#8220;n\u00e3o s\u00e3o Charlie&#8221; (porque respeitam o &#8220;fundamentalismo religioso oriental&#8221; em sua apaixonada defesa da cultura e do povo \u00e1rabe\/mu\u00e7ulmano, t\u00e3o oprimidos). Isso parece uma falsa oposi\u00e7\u00e3o: o &#8220;santo&#8221; direito de criticar a religi\u00e3o (e assim libertar e transformar as &#8220;imagens&#8221; de todas as religiosidades) \u00e9 uma conquista &#8220;caricaturadamente&#8221; da revolu\u00e7\u00e3o francesa e da sua laicidade, mas \u00e9 antes um latente desenvolvimento axial de toda a humanidade em sua compreens\u00e3o do divino (o que n\u00e3o pode servir para ofuscar a barb\u00e1rie desumana dos [neo]colonialismos franceses ou de todos os processos hist\u00f3ricos de explora\u00e7\u00e3o das riquezas do sul do planeta e de domina\u00e7\u00e3o da sua gente morena). Ao mesmo tempo, o islamo-fascismo que se traveste de fundamentalismo religioso, com barbas e burcas &#8220;caricaturad\u00edssimas&#8221; nos &#8220;Orientes&#8221;, n\u00e3o representa o fundamento do Isl\u00e3 e nem a &#8220;primavera&#8221; dos povos \u00e1rabes, mas \u00e9 reflexo neur\u00f3tico-alienado (e tamb\u00e9m opressor e desumano) do fracasso ou fraqueza da verdadeira revolu\u00e7\u00e3o dos povos empobrecidos na terra, que demandam um socialismo renovado e rela\u00e7\u00f5es internacionais mais justas&#8230; Por a\u00ed seguiram as discuss\u00f5es.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/QyCfWhuEKZc?rel=0&amp;showinfo=0\" width=\"550\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<h2 style=\"text-align: right;\">Para saber mais:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=910\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Em defesa da laicidade<\/a><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?p=1376\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Diversidade religiosa<\/a><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/estudosdereligiao.blogspot.com.br\/2013\/09\/politica-entre-e-dentro-d-as-religioes.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Geopol\u00edtica e religi\u00f5es<\/a><\/h2>\n<h6 style=\"text-align: right;\"><\/h6>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">..<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 Com colabora\u00e7\u00e3o de Larissa Guerra e Isadora Vasconcelos. 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