{"id":1154,"date":"2014-08-16T11:24:24","date_gmt":"2014-08-16T14:24:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?page_id=1154"},"modified":"2023-06-30T20:11:24","modified_gmt":"2023-06-30T23:11:24","slug":"calendarios","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?page_id=1154","title":{"rendered":"Calend\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p style=\"text-align: right;\">\u201cA Am\u00e9rica \u00e9 um mundo \u00e0s avessas (&#8230;). O vento norte g\u00e9lido da Europa \u00e9 aqui bem morno. Tudo \u00e0s avessas. Enquanto estou escrevendo, pela passagem da festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, estamos no meio do inverno (&#8230;). Em dezembro e janeiro, quando na Europa tudo gela, comemos figos e colhemos l\u00edrios. Numa palavra, tudo aqui \u00e9 diferente (&#8230;). A diferen\u00e7a est\u00e1 em n\u00f3s mesmos, que precisamos modificar nosso conceito\u201d (Antonio Sepp, jesu\u00edta da Redu\u00e7\u00e3o do Japeju, em carta de 1692).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Estamos lan\u00e7ando esta se\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio, Calend\u00e1rios, como forma de desafiar os estudiosos do fen\u00f4meno religioso para um servi\u00e7o complexo em vista da aprendizagem transreligiosa, sobretudo nas escolas: a constru\u00e7\u00e3o de um calend\u00e1rio inter-religioso, feito existe <a href=\"http:\/\/www.calendrier-des-religions.ch\/fetes.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">noutros cantos<\/a>, mas\u00a0inculturado em nosso contexto nordestino-brasileiro. Ainda outro dia perguntamos a uma professora do Ensino Religioso de Escola P\u00fablica porque ela n\u00e3o falava, al\u00e9m da festa de Nossa Senhora, em maio, tamb\u00e9m do padre Henrique, m\u00e1rtir da justi\u00e7a no Recife, e do anivers\u00e1rio de Buda e das celebra\u00e7\u00f5es de outros santos das demais tradi\u00e7\u00f5es de f\u00e9. O fato \u00e9 que, apesar de termos at\u00e9 um templo budista na cidade, a colega desconhecia que h\u00e1 festas religiosas al\u00e9m das suas, da maioria cat\u00f3lica do pa\u00eds &#8211; e que h\u00e1 mem\u00f3rias importantes a resgatar mesmo dentro do cristianismo local.<\/p>\n<p>Os humanos dividem o tempo em per\u00edodos com base em <a href=\"http:\/\/www.observatorio.ufmg.br\/pas39.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">constata\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas<\/a>, na observa\u00e7\u00e3o dos ciclos da lua e do sol, cuja complexidade e exatid\u00e3o dependem do grau de civiliza\u00e7\u00e3o de cada cultura. Mas os (re)come\u00e7os dessas contagens do tempo dependem das cren\u00e7as do povo. Pois o homem religioso organiza o mundo a partir de um ponto, a hierofania (o sagrado emerge em meio ao profano, aponta pro divino e permite conex\u00e3o com ele), que lhe d\u00e1 poder para fundar a &#8220;realidade&#8221;. Ele cosmogoniza o espa\u00e7o e o tempo, ent\u00e3o, a partir de pontos de ruptura atrav\u00e9s dos quais o \u201cmais-que-natural\u201d tenha se manifestado.<\/p>\n<p>Assim, por exemplo, a cronologia budista come\u00e7a com a morte de Buda, cerca de 480 a.E.C. (antes da Era Comum), a isl\u00e2mica com a h\u00e9gira (622 E.C.), e a era do mundo judia com o dia da cria\u00e7\u00e3o em 7 de outubro de 3761 a.E.C. A cronologia crist\u00e3, que come\u00e7ou com o presum\u00edvel nascimento de Jesus, foi introduzida por Dion\u00edsio (cerca de 470-550 E.C.) e se imp\u00f4s, desde o s\u00e9culo VIII, em toda a Europa e depois, como calend\u00e1rio &#8220;civil&#8221; comum pelo mundo inteiro &#8211; devido ao processo civilizat\u00f3rio\/colonialista do Velho Mundo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, para come\u00e7ar o mutir\u00e3o em vista do nosso calend\u00e1rio inter-religioso aut\u00f3ctone, que favore\u00e7a o conhecimento das hist\u00f3rias e celebra\u00e7\u00f5es das tradi\u00e7\u00f5es regionais e das outras tradi\u00e7\u00f5es de f\u00e9 entre n\u00f3s, compartilhamos abaixo um primeiro esbo\u00e7o brasileiro\u00a0desenvolvido pelo <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/espiritualidade\/calendario-ecumenico\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Instituto Humanitas<\/a>\u00a0com\u00a0as datas principais das religi\u00f5es judaica, crist\u00e3, isl\u00e2mica e budista, al\u00e9m de um aplicativo de Calend\u00e1rio Religioso permanente da Microsoft.\u00a0Antes, adaptamos informa\u00e7\u00f5es dos calend\u00e1rios religiosos trazidas pela publica\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.paulinas.pt\/produto\/celebracao-do-tempo-2023\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Celebra\u00e7\u00e3o do Tempo<\/a>, das Paulinas de Portugal, ou <a href=\"https:\/\/interreligieux.ch\/wp\/calendrier-des-religions\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calendrier des Religions<\/a>, da Agora Sui\u00e7a, bem como transcrevemos as anota\u00e7\u00f5es das festas das principais cren\u00e7as, do livro <a href=\"http:\/\/www.universovozes.com.br\/livrariavozes\/web\/view\/DetalheProdutoCommerce.aspx?ProdId=8532631304\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">As grandes religi\u00f5es<\/a>, traduzido pela Vozes.<\/p>\n<p>Mas fica o desafio: e as festas dos ind\u00edgenas americanos de ontem e de hoje? E as celebra\u00e7\u00f5es das diversas religi\u00f5es afro-brasileiras? E as datas da religiosidade popular e do martirol\u00f3gio regional? E os calend\u00e1rios dos novos movimentos religiosos e dos esp\u00edritas? Quem quer colaborar, pode acrescentar uma dica de pesquisa nos coment\u00e1rios, embaixo desta p\u00e1gina&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: left;\">Hist\u00f3rias dos Calend\u00e1rios<\/h2>\n<p>Calend\u00e1rio judaico.\u00a0O ano judaico tem 354 dias, nos anos comuns (de 12 meses), ou 385 dias, nos anos embol\u00edsmicos (de 13 meses). O ano de 5775 come\u00e7ou em 1 de Tishrei\/5 de setembro de 2014, terminando no dia 29 de Elul\/24 de setembro de 2015. Em 1 de Tishrei\/25 de setembro come\u00e7a o ano de 5776 (da cria\u00e7\u00e3o do Homem e do c\u00f4mputo dos anos temporais, dos anos da remiss\u00e3o e dos anos de jubileu). Embora Tishrei seja considerado como primeiro m\u00eas do ano, na tradi\u00e7\u00e3o hebraica existem ainda outros meses tidos como in\u00edcio de calend\u00e1rio, consoante a finalidade da consulta.<\/p>\n<p>Calend\u00e1rios crist\u00e3os gregoriano e julianos (antigo e reformado).\u00a0O calend\u00e1rio gregoriano (est\u00e1 em 2015 desde 1 de janeiro) \u00e9 um calend\u00e1rio de origem europeia, utilizado hoje pela maioria dos pa\u00edses. Foi promulgado pelo papa Greg\u00f3rio XIII em 24 de fevereiro de 1582 pela bula Inter grav\u00edssimas, em substitui\u00e7\u00e3o ao calend\u00e1rio juliano implantado por J\u00falio C\u00e9sar em 46 a.E.C. Essa reforma foi determinada pela diverg\u00eancia que existia, ent\u00e3o, entre o tempo indicado pelo Calend\u00e1rio Juliano e o tempo astron\u00f4mico real, acumulada ao longo de centenas de anos. A corre\u00e7\u00e3o foi efetivada \u00e0 custa do encurtamento do m\u00eas de outubro do ano da sua aprova\u00e7\u00e3o, em 10 dias (do dia 5 passou para dia 14). A Igreja Ortodoxa do Oriente (Jerusal\u00e9m, R\u00fassia, Ge\u00f3rgia e S\u00e9rvia) continua a usar o Calend\u00e1rio Juliano antigo (velhocalendaristas); e a Igreja Ortodoxa da zona mediterr\u00e2nica (Alexandria, Antioquia, Rom\u00e9nia, Bulg\u00e1ria, Chipre, Gr\u00e9cia, Alb\u00e2nia, Rep\u00fablica Checa e Eslov\u00e1quia) e n\u00f3rdicos (Finl\u00e2ndia e Est\u00f3nia), em 1923, passaram a regular-se pelo Calend\u00e1rio Juliano reformado (neocalendaristas), que difere 13 dias. Assim, os velhocalendaristas celebram as suas festas fixas treze dias mais tarde que os neocalendaristas. No entanto, todos os Ortodoxos seguem o Juliano Antigo para fixa\u00e7\u00e3o da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>Calend\u00e1rio isl\u00e2mico (Al Hijra).\u00a0O Calend\u00e1rio isl\u00e2mico come\u00e7ou no Ano 0 da H\u00e9gira (Hijra), 622 E.C. data da sa\u00edda do Profeta Muhammad de Meca para Medina. Com menos 10-11 dias do que o Calend\u00e1rio Gregoriano, tem 12 meses lunares. Em cada ciclo de 30 anos, h\u00e1 11 anos com 355 dias e os restantes com 354 dias. Os anos que t\u00eam 355 dias s\u00e3o chamados \u00abanos intercalares\u00bb. O ano atual para os isl\u00e2micos \u00e9 o de 1436 (em\u00a025 de outubro ocorrer\u00e1 o Eid Ras-Al-Sana, Ano Novo Isl\u00e2mico).<\/p>\n<p>Calend\u00e1rio da f\u00e9 baha&#8217;i.\u00a0O Calend\u00e1rio Bah\u00e1 &#8216;i foi instituido por B\u00e1b, em 1844, e confirmado, posteriormente, por Bah\u00e1&#8217; u&#8217;ll\u00e1h (Gl\u00f3ria de Deus). \u00c9 um calend\u00e1rio solar com 365 dias. Os anos s\u00e3o compostos por 19 meses (com nomes de atributos de Deus) de 19 dias cada, adicionados de 4 \u00abdias intercalares\u00bb (5 dias, quando \u00e9 ano bissexto), entre o 18\u00ba e o 19\u00ba m\u00eas (26 de fevereiro a 1 de mar\u00e7o). No dia 21 de mar\u00e7o de 2015 come\u00e7a o ano 171 baha\u2019i.<\/p>\n<p>Calend\u00e1rio hindu Vikram.\u00a0O calend\u00e1rio luni-solar da Era de Vikram (Gujarat), foi instituido em 58 a.E.C., por Chandragupta II, cognominado Vikramaditya (Sol da Coragem). Tem 365 dias, agrupados em 12 meses, com 2 quinzenas (Paksha: Fase Crescente [Sudi]; Fase Minguante [Vadi]), que correspondem aos nomes do deus Vlshnu, a que este rei era muito devotado. Aproximadamente de 30 em 30 meses, faz-se o acerto com a posi\u00e7\u00e3o do Sol, acrescentando um m\u00eas suplementar (Adhik-Maas). O m\u00eas suplementar \u00e9 sempre tido como um per\u00edodo de grande santidade, durante o qual os Vratas (votos, jejuns, penit\u00eancias e visitas aos templos) se multiplicam, bem como a leitura e recita\u00e7\u00e3o dos textos sagrados. O ano de 2071 come\u00e7ou em 1 de Karttika\/14 de novembro de 2014 e termina no dia 30 de Ashvina\/23 de outubro de 2015.<\/p>\n<p>Calend\u00e1rio budista tibetano kalachakra.\u00a0O nome Kalachakra adv\u00e9m do Tantra, e significa Roda do Tempo. Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, Buda ter\u00e1 transmitido este ensinamento t\u00e2ntrico (harmoniza\u00e7\u00e3o da mente e das energias do corpo com o Universo), em dia de Lua Cheia e da\u00ed o seu pendor significativamente lunar. A contagem dos meses inicia-se no dia imediato ao da Lua Nova e os meses s\u00e3o mencionados pela sua ordem sequencial. O ano tem 354 dias aproximadamente, pelo que, ao longo do ano, duplicam-se ou omitem-se alguns dias, a fim de se fazer o acerto do ciclo lunar com o ciclo solar. Em 2015 estamos no ano 2557 do calend\u00e1rio budista, principiado com a celebra\u00e7\u00e3o da ilumina\u00e7\u00e3o de Buda.<\/p>\n<p>Calend\u00e1rio chin\u00eas.\u00a0Este Calend\u00e1rio come\u00e7ou no reinado do Imperador Amarelo, Huang Di (2698-2599 a.E.C.), considerado o mais antigo ancestral da etnia Han, a que pertencem 92 por cento dos chineses. \u00c9 lunissolar, dividindo-se em 12 meses lunares (de 29\/30 dias), mas a contagem dos anos faz-se pelo registo solar, com acr\u00e9scimo de 90 dias, a cada oito anos, como forma de acerto, entre a contagem das luna\u00e7\u00f5es (354) e a totalidade dos dias solares do ano (365,25). O ano 4713 chin\u00eas do Cavalo decorre at\u00e9 1 de janeiro de 2016, no 32\u00ba ano do 79\u00ba ciclo (de 60 anos) que se iniciou no ano de 1984 e que terminar\u00e1 em 2044. Este ciclo (maior) de 60 anos \u00e9 subdividido em ciclos (menores) de 12 anos que recebem o nome de 12 animais, que, conforme a lenda, assistiram ao banquete do mitol\u00f3gico Imperador de Jade.<\/p>\n<h2>Festas das Religi\u00f5es<\/h2>\n<p>Juda\u00edsmo. O lugas das celebra\u00e7\u00f5es e da ora\u00e7\u00e3o \u00e9 a sinagoga e a casa. O shabbat, o dia de repouso semanal, \u00e9 antes de tudo uma festa familiar, e tamb\u00e9m o dia festivo mais importante. Com uma exce\u00e7\u00e3o: mais sagrado ainda \u00e9 o Jom Kippur, o dia da reconcilia\u00e7\u00e3o, que se segue \u00e0 festa do ano novo com que se inicia o calend\u00e1rio judaico no come\u00e7o do outono. As celebra\u00e7\u00f5es s\u00e3o antecedidas por um tempo de reflex\u00e3o e de convers\u00e3o para Deus. Segue-se a Festa dos tabern\u00e1culos, celebrada em cabanas leves e constru\u00eddas com rapidez, que lembram a sa\u00edda do Egito. Na primavera segue-se a Pessach, a &#8220;festa de nossa liberdade&#8221;, que \u00e9 celebrada sobretudo junto a mesa do lar. As leituras lembram a sa\u00edda do Egito e o estabelecimento da Alian\u00e7a. Sete vezes sete dias mais tarde celebra-se a &#8220;festa da semana&#8221;, que lembra o &#8220;dom da Tor\u00e1&#8221; no Sinai, a &#8220;festa da liberdade espiritual&#8221;. A isto se acrescentam os dias semifestivos e os dias de recorda\u00e7\u00e3o mais recente, como o jom hashoa, a recorda\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas do Terceiro Reich. Outro dia de alegria em muitas comunidades \u00e9 o dia da independ\u00eancia do estado de Israel.<\/p>\n<p>Cristianismo. No ano eclesi\u00e1stico crist\u00e3o, as tr\u00eas grandes festas s\u00e3o o Natal, a P\u00e1scoa e o Pentecostes. Na igreja cat\u00f3lica romana e na igreja ortodoxa, tamb\u00e9m s\u00e3o celebradas festas dos santos e festas locais. Na festa de Natal a cristandade lembra o nascimento de Jesus e a vinda de Deus ao mundo. A festa da P\u00e1scoa \u00e9 celebrada para lembrar a morte de Jesus na cruz no Monte Calv\u00e1rio, na Sexta-feira Santa, e sua ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos no terceiro dia ap\u00f3s a crucifica\u00e7\u00e3o. Na festa de Pentecostes a comunidade crist\u00e3 relembra a efus\u00e3o do Esp\u00edrito Santo sobre os fi\u00e9is a funda\u00e7\u00e3o da igreja, que de acordo com as narrativas do Novo Testamento ocorreu 50 dias depois que Jesus ressuscitou dos mortos em Jerusal\u00e9m. Em memoria da vit\u00f3ria sobre a morte, que aconteceu na vida de Jesus, e que teve seu ponto culminante no domingo da P\u00e1scoa, no cristianismo o domingo, como primeiro dia da semana que se inicia, foi declarado dia santificado, e com base na hist\u00f3ria da cria\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m o dia de repouso semanal.<\/p>\n<p>Islamismo. O culto divino mais importante da semana se d\u00e1 na sexta-feira. Corresponde ao sexto dia da cria\u00e7\u00e3o, quando o homem foi criado. Neste dia (yaum al-jumu-ah) as pessoas re\u00fanem-se para se apresentarem perante o Criador. Uma das duas festas principais \u00e9 a festa da quebra do jejum (&#8216;id al-fitr) no 1\u00ba de shawwal (ap\u00f3s o ramad\u00e3). Depois de um desjejum com doces e de um donativo para os pobres, participa-se da ora\u00e7\u00e3o festiva e passa-se o dia inteiro em m\u00fatua conviv\u00eancia. As crian\u00e7as ganham presentes. A segunda festa principal \u00e9 a festa do scrif\u00edcio (&#8216;id al-adha) no dia 10 de dhul-hijjah. Neste dia, recordando a prova\u00e7\u00e3o de Abra\u00e3o, \u00e9 morto um carneiro, que \u00e9 dividido em tr\u00eas partes, para os pobres, para os vizinhos e para os parentes. O anivers\u00e1rio do Profeta, no dia 12 de rabi&#8217;al-awwal, \u00e9 festejado de diferentes maneira, conforme a regi\u00e3o, com poesias e c\u00e2nticos sobre sua vida e atua\u00e7\u00e3o. As festas das esta\u00e7\u00f5es (por exemplo a festa da primavera, nawruz), assim como os dias de recorda\u00e7\u00e3o de mestres e m\u00edsticos c\u00e9lebres, s\u00e3o festas de import\u00e2ncia local.<\/p>\n<p>Hindu\u00edsmo. Em muitos templos, a ter\u00e7a-feira e o s\u00e1bado s\u00e3o os dias gerais de sacrif\u00edcios. No decorrer do ano existem in\u00fameras festas (vrata) grandes e pequenas. Dizem que na \u00cdndia todo dia h\u00e1 uma festa! S\u00e3o caracter\u00edsticas desses dias as imagens de deuses (murti) sendo carregadas em prociss\u00e3o pela cidade ou levadas em carros pelas ruas. Por exemplo, o Deus Ganesha, com cabe\u00e7a de elefante, filho de Shiva, e no estado indiano de Maharashtra venerado com um gigantesco corteja (ganesha caturthi) no quarto dia do m\u00eas bhadrapada (=agosto\/setembro). O Deus Ganesha \u00e9 particularmente querido, porque resolve toda esp\u00e9cie de dificuldades. Uma festa da colheita (navaratri) de dez dias, em setembro\/outubro, \u00e9 dedicada \u00e0s deusas Sarasvati (cultura), Lakshmi (sa\u00fade) e Durga (energia feminina e destrui\u00e7\u00e3o). A mais conhecida talvez seja a festa indiana das luzes, divali (outubro\/novembro): por mais de cinco dias reza-se por um futuro feliz, ofertando luzes e ensurdecedores fogos de artif\u00edcio.<\/p>\n<p>Budismo. Os\/as budistas n\u00e3o t\u00eam um dia santificado da semana, nem se re\u00fanem para um ritual semanal. \u00c9 certo que em determinados tempos a comunidade do convento medita a palavra de Buda; tamb\u00e9m comunidades de leigos encontram-se regularmente. O ciclo lunar desempenha um papel importante para a s festas. Na lua cheia a na lua nova, as regras do convento s\u00e3o confirmadas em uma celebra\u00e7\u00e3o de confiss\u00e3o (pratimaksha). O Buda nasceu, chegou \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o e entrou no &#8220;nirvana definitivo&#8221; (=morreu) na primeira lua cheia da primavera. Todos os anos isto \u00e9 lembrado com prociss\u00f5es na festa do Vesakh. No zen tamb\u00e9m s\u00e3o relembrados com uma celebra\u00e7\u00e3o os grandes mestres desta escola, Bodhidharma e Dogen. No budismo tibetano, quase todo dia lunar \u00e9 dedicado a um aspecto da ilumina\u00e7\u00e3o. Como festa mais importante \u00e9 considerada a festa tibetana do ano-novo losar (-fevereiro\/mar\u00e7o); nessa \u00e9poca celebra-se tamb\u00e9m durante tr\u00eas semanas a Grande Festa da Ora\u00e7\u00e3o do Desejo (monlam), pela chegada de Maitreya, o Buda do futuro.<\/p>\n<h5><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\">Para continuar a pesquisa<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?page_id=1632\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calend\u00e1rio 2015<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?page_id=2848\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calend\u00e1rio Permanente<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Yoruba_calendar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calend\u00e1rio Yoruba<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?page_id=7724\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festas Afro em Pernambuco<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www2.uol.com.br\/sciam\/reportagens\/mitos_e_estacees_no_ceu_tupi-guarani.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Calend\u00e1rio Tupi-Guarani<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/servicioskoinonia.org\/martirologio\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Martirol\u00f3gio latinoamericano<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/estudosdereligiao.blogspot.com.br\/2011\/06\/bandeira-de-sao-joao-e-mais-festas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festas de S\u00e3o Jo\u00e3o<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/estudosdereligiao.blogspot.com.br\/2012\/12\/o-fim-do-mundo-vem-ai.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O fim do mundo vem a\u00ed?!<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/search?q=Religious%20Holidays%20and%20Festivals\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Festas e feriados religiosos BBC<\/a><\/h5>\n<h5 style=\"text-align: right;\"><span style=\"color: #ffffff;\">&#8230;<\/span><\/h5>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA Am\u00e9rica \u00e9 um mundo \u00e0s avessas (&#8230;). O vento norte g\u00e9lido da Europa \u00e9 aqui bem morno. Tudo \u00e0s avessas. Enquanto estou escrevendo, pela passagem da festa de S\u00e3o Jo\u00e3o, estamos no meio do inverno (&#8230;). Em dezembro e janeiro, quando na Europa tudo gela, comemos figos e colhemos l\u00edrios. Numa palavra, tudo aqui&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/?page_id=1154\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":4,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-1154","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1154","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1154"}],"version-history":[{"count":34,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1154\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7728,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/1154\/revisions\/7728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/observatorio2\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1154"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}