{"id":3989,"date":"2023-11-30T15:09:25","date_gmt":"2023-11-30T18:09:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3989"},"modified":"2024-08-28T09:56:24","modified_gmt":"2024-08-28T12:56:24","slug":"pesquisadores-da-escola-de-comunicacao-mapeiam-iniciativas-de-inclusao-digital-nas-periferias-do-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/pesquisadores-da-escola-de-comunicacao-mapeiam-iniciativas-de-inclusao-digital-nas-periferias-do-recife\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o mapeiam iniciativas de inclus\u00e3o digital nas periferias do Recife"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"779\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Lula-e-Carla-recortada.jpg?resize=1024%2C779&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3990\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Lula-e-Carla-recortada-1024x779.jpg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Lula-e-Carla-recortada-980x746.jpg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Lula-e-Carla-recortada-480x365.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa desenvolvida por professores da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Unicap mapeou inciativas de inclus\u00e3o digital que est\u00e3o fazendo a diferen\u00e7a em comunidades da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Empoderamento cidad\u00e3o, ancestralidade e protagonismo feminino s\u00e3o alguns dos impactos observados pelos pesquisadores. O estudo foi destaque no Programa Espa\u00e7o Pernambuco Tec PE Inclus\u00e3o Digital, exibido pela TV Globo Recife.<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira e Lula Pinto come\u00e7aram o estudo no ano de 2019. Num primeiro levantamento, eles identificaram 30 iniciativas de inclus\u00e3o digital em v\u00e1rias comunidades perif\u00e9ricas, a maior parte delas sem apoio do poder p\u00fablico. A pandemia interrompeu as atividades presenciais da pesquisa, que continuou sendo feita por meio do acompanhamento das plataformas digitais dos projetos. Ano passado o trabalho foi retomado nas comunidades e eles verificaram que 21 a\u00e7\u00f5es seguiram em atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das dificuldades de acesso a computadores e \u00e0 Internet, as a\u00e7\u00f5es surpreenderam os pesquisadores. \u201cO trabalho \u00e9 muito consistente, muito forte, impactante. Eu penso que existe muito espa\u00e7o para a evolu\u00e7\u00e3o. Elas precisam de pol\u00edticas p\u00fablicas que sejam desenvolvidas pelas administra\u00e7\u00f5es municipais e federais, por um amplo leque de organiza\u00e7\u00f5es privadas tamb\u00e9m, ou organiza\u00e7\u00f5es sociais, que s\u00e3o polos de desenvolvimento tecnol\u00f3gico aqui, atuando nas suas localidades, nesses territ\u00f3rios\u201d, destacou Lula Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a pesquisadora Carla Texeira chamou a aten\u00e7\u00e3o para a l\u00f3gica de rede usada pelas comunidades. \u201cO que mais me surpreendeu foi a capacidade de articula\u00e7\u00e3o. A gente j\u00e1 esperava que iria encontrar conhecimento, mas percebemos que a atua\u00e7\u00e3o era feita de forma horizontalizada, como uma rede de afeto e de \u2018aquilombamento\u2019, de colabora\u00e7\u00e3o\u201d, frisou Carla.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas iniciativas funciona no Terreiro da Umbigada Il\u00ea Ax\u00e9 Oxum Kar\u00ea, no bairro de Guadalupe, em Olinda, onde s\u00e3o desenvolvidos games roteirizados com a mitologia afro-brasileira. \u00c9 o Centro Cultural Coco da Umbigada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTecnologia \u00e9 conhecimento e conhecimento n\u00e3o pode ser propriedade de uma casta, de uma classe. A gente precisa garantir que as periferias tenham acesso \u00e0 tecnologia, \u00e0s mulheres principalmente, que s\u00e3o exclu\u00eddas\u201d, disse a l\u00edder da iniciativa, a Yalorix\u00e1 e patrim\u00f4nio vivo de Pernambuco, M\u00e3e Beth de Oxum, em um trecho do programa. A pr\u00f3xima etapa da pesquisa ser\u00e1 investigar o protagonismo das mulheres pretas em quatro dessas iniciativas, entre eles o pr\u00f3prio Centro Cultural Coco da Umbigada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Boletim Unicap conversou com os dois pesquisadores. Confira os principais trechos da entrevista:<\/p>\n\n\n\n<p>Boletim Unicap &#8211; Qual foi a motiva\u00e7\u00e3o ou insight que levou voc\u00eas a essa investiga\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; A pesquisa teve in\u00edcio ap\u00f3s um convite de M\u00e3e Beth de Oxum para conhecer o Labcoco e o Contos de If\u00e1, l\u00e1 em Guadalupe, Olinda. Fomos eu, Lula e outros pesquisadores da Unicap e da UFPE. A partir desse primeiro contato, ainda em 2018, surgiu a ideia da pesquisa. Lula na vertente das metodologias de ensino e aprendizagem afro-centradas. Eu, na perspectiva do pertencimento e identidade, a partir das narrativas criadas e dos artefatos digitais produzidos (sites, redes sociais, v\u00eddeos, jogos).<\/p>\n\n\n\n<p>Lula Pinto &#8211; A motiva\u00e7\u00e3o ou o insight para a pesquisa foi tamb\u00e9m a percep\u00e7\u00e3o de que existe muita inova\u00e7\u00e3o sendo feita na periferia fora dos grandes centros. E a pesquisa foi conduzida no \u00e2mbito tamb\u00e9m do Mestrado em Ind\u00fastrias Criativas. E a\u00ed a gente procurou contemplar a exist\u00eancia desse circuito de criatividade, inova\u00e7\u00e3o e disrup\u00e7\u00e3o com metodologias de aprendizagem e a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o nas periferias.<\/p>\n\n\n\n<p>B.U &#8211; O que essas iniciativas de inclus\u00e3o digital t\u00eam em comum?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; A luta por direitos, o uso da comunica\u00e7\u00e3o e da tecnologia para atua\u00e7\u00e3o na comunidade. As 21 que permaneceram ativas, principalmente nas redes sociais e sites, se mobilizaram durante a pandemia para garantir a sobreviv\u00eancia dos moradores e moradoras. Para denunciar o descaso, a falta de pol\u00edticas p\u00fablicas. Partilham do uso da comunica\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e da mobiliza\u00e7\u00e3o por meio das redes sociais, do r\u00e1dio e outros instrumentos de comunica\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula Pinto &#8211; A gente tamb\u00e9m identificou que tem tra\u00e7os de cultura negra nessas formas de organiza\u00e7\u00e3o que faz com que elas tenham algo em comum, matrizes comuns. Uma dessas matrizes \u00e9 justamente o eixo de \u2018quilombismo\u2019, uma forma de auto-organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria que procura a sobreviv\u00eancia em v\u00e1rios aspectos. E um outro eixo tamb\u00e9m \u00e9 a articula\u00e7\u00e3o de religi\u00f5es de matrizes africanas, ent\u00e3o s\u00e3o coisas que atravessam a maior parte dessas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/WhatsApp-Image-2023-11-29-at-17.46.32.jpeg?resize=682%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3991\"\/><\/figure>\n\n\n\n\n\n<p>B.U &#8211; Qual a liga\u00e7\u00e3o desse trabalho de pesquisa com o ensino e a extens\u00e3o da Universidade? Alunos contribu\u00edram de alguma forma com esse estudo?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; Desde 2019 a pesquisa faz parte do Programa de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Unicap &#8211; Pibic. Ao longo destes quase quatro anos n\u00f3s tivemos alunas e alunos da gradua\u00e7\u00e3o, acredito que quase 20 no total, a maioria negros e negras, que se identificaram com o direcionamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s comunidades perif\u00e9ricas, comunica\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>B.U &#8211; Essa amostragem de 21 iniciativas tem conex\u00e3o entre si?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; Tem sim. A luta por direitos, as lideran\u00e7as na comunidade, o protagonismo feminino negro em muitos casos, o \u2018quilombismo\u2019, o uso de tecnologia e da comunica\u00e7\u00e3o. A perspectiva de trabalharem como coletivo em suas comunidades e entre si, como uma rede. Eles atuam contra a viol\u00eancia, o racismo, as desigualdades sociais, a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas, entre outras pautas. No Coletivo Sargento Perifa, por exemplo, s\u00e3o v\u00e1rios projetos coordenados por pessoas do C\u00f3rrego do Sargento (bairro da Linha do Tiro, Zona Norte do Recife). Porque existe o entendimento de que eles n\u00e3o podem dar conta de tudo sozinhos. S\u00e3o a\u00e7\u00f5es em diversas \u00e1reas, como esporte, educa\u00e7\u00e3o, cultura, nutri\u00e7\u00e3o. O Perifa surgiu na pandemia e uma de suas primeiras atividades foi realizar um censo na comunidade, distribuindo m\u00e1scaras e orientando sobre a preven\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m sobre identidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula Pinto &#8211; \u2026 complementando Carla, eu diria que essa pesquisa embasa a gente no acompanhamento e na orienta\u00e7\u00e3o de estudantes com mestrado em Ind\u00fastrias Criativas que tem algum tipo de pesquisa com ader\u00eancia ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>B.U &#8211; Essas iniciativas t\u00eam algum apoio do poder p\u00fablico?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; Algumas iniciativas concorrem a editais como a Lei Paulo Gustavo, Lei Aldir Blanc e s\u00e3o beneficiadas por eles. Mas n\u00e3o existe uma parceria 50\/50 com o poder p\u00fablico n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>B.U &#8211; A pr\u00f3xima etapa da pesquisa \u00e9 focar no protagonismo feminino. Temos algum dado ou hip\u00f3tese que possamos adiantar?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; A partir do mapeamento das iniciativas e das conversas que pudemos realizar, h\u00e1 muitas mulheres liderando em seus territ\u00f3rios. Estabelecemos, nesta segunda etapa, a observa\u00e7\u00e3o do protagonismo feminino a partir do conceito de interseccionalidade &#8211; que observa os marcadores de g\u00eanero, classe e ra\u00e7a, entre outros. A interseccionalidade permite observar os marcadores de opress\u00e3o atuando de forma conjunta, sem sobreposi\u00e7\u00e3o de um sobre o outro. Nesta etapa da pesquisa, que tem dura\u00e7\u00e3o de quatro anos e come\u00e7ou agora em 2023, temos quatro coletivos\/grupos: Associa\u00e7\u00e3o Mulheres do Passarinho, Centro Cultural Coco da Umbigada, o Fruto de Favela e o Coletivo Sargento Perifa.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula Pinto &#8211; Uma deriva dessa pesquisa foi tamb\u00e9m focar nas influ\u00eancias e na leitura feita a partir de matrizes africanas, especificamente das epistemologias Nag\u00f4 sobre o ecossistema de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o atual. Ent\u00e3o foi um insight que surgiu durante a pesquisa e acabou gerando uma outra etapa, uma outra s\u00e9rie de investiga\u00e7\u00f5es que a gente est\u00e1 fazendo. Nessa etapa, as refer\u00eancias principais dizem respeito aos personagens conceituais formados pelos Orix\u00e1s e outras entidades do pante\u00e3o Iorubano.<\/p>\n\n\n\n<p>B.U &#8211; Pelos que voc\u00eas observaram, quais s\u00e3o os impactos de projetos como esses na comunidade?<\/p>\n\n\n\n<p>Carla Teixeira &#8211; No Perifa, por exemplo, existe um aspecto de combate ao racismo muito forte. E desse pertencimento, tanto que as pessoas de l\u00e1 tem um gent\u00edlico e se autodenominam sargentinos. No Labcoco, a produ\u00e7\u00e3o do jogo Contos de If\u00e3 leva aos jovens a possibilidade de se apropriar e usar a tecnologia para o combate \u00e0 intoler\u00e2ncia religiosa, a expans\u00e3o do conhecimento sobre as religi\u00f5es de matriz afro-brasileira, do uso do pante\u00e3o africano de orix\u00e1s, na valoriza\u00e7\u00e3o do que eles s\u00e3o. No Fruto de Favela a gente percebeu a busca por desmistificar o territ\u00f3rio como um local de viol\u00eancia e criminalidade. Vemos que as lideran\u00e7as s\u00e3o jovens e est\u00e3o no desenvolvimento do Hub Perif\u00e9rico, para abarcar outros projetos que envolvam tecnologia. Tem esse sentido de pertencimento e de quilombismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula Pinto \u2013 Os impactos podem ser sentidos de v\u00e1rias formas. Uma dessas formas, Carla j\u00e1 at\u00e9 mencionou a\u00ed, foi durante a pandemia. S\u00e3o redes que j\u00e1 existem h\u00e1 um tempo, s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es que j\u00e1 trabalham h\u00e1 um tempo, com v\u00e1rias frentes, com v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es. E a\u00ed, durante a pandemia, esse pessoal se organizou para coletar medicamento, material de limpeza, mantimentos, e isso foi muito importante, assim, para garantir a vida de v\u00e1rias pessoas. S\u00e3o impactos que, em geral, buscam dar sustenta\u00e7\u00e3o ou ent\u00e3o remediar alguma situa\u00e7\u00e3o mais prec\u00e1ria, sabe? Os impactos t\u00eam a ver tamb\u00e9m com forma\u00e7\u00e3o desses alunos. O caso exemplar \u00e9 o de M\u00e3e Beth, eles formam l\u00e1 pessoas com habilidades para fazer jogos, para fazer games digitais. Os impactos t\u00eam a ver tamb\u00e9m com a autopercep\u00e7\u00e3o, isso tem a ver com identidade, com um reconhecimento da sua territorialidade, tem a ver com melhora na performance escolar, tem um conjunto de melhorias que tem a ver com o coletivo, com a comunidade onde est\u00e1 acontecendo, e tem a ver tamb\u00e9m com a individualidade de cada pessoa que passa por um desses laborat\u00f3rios perif\u00e9ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Daniel Fran\u00e7a via <a href=\"https:\/\/portal.unicap.br\/-\/pesquisadores-da-escola-de-comunicacao-mapeiam-iniciativas-de-inclusao-digital-nas-periferias-do-recife-1\" data-type=\"URL\" data-id=\"https:\/\/portal.unicap.br\/-\/pesquisadores-da-escola-de-comunicacao-mapeiam-iniciativas-de-inclusao-digital-nas-periferias-do-recife-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">site da Unicap<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa desenvolvida por professores da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o da Unicap mapeou inciativas de inclus\u00e3o digital que est\u00e3o fazendo a diferen\u00e7a em comunidades da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. 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