{"id":3669,"date":"2023-05-25T17:01:22","date_gmt":"2023-05-25T20:01:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3669"},"modified":"2023-05-25T17:01:24","modified_gmt":"2023-05-25T20:01:24","slug":"uma-jornada-de-25-anos-de-afeto-pelo-curso-de-jornalismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/uma-jornada-de-25-anos-de-afeto-pelo-curso-de-jornalismo\/","title":{"rendered":"Uma jornada de 25 anos de afeto pelo curso de Jornalismo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"838\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/LABCOM-4.png-dupla.jpg?resize=1024%2C838&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3671\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/LABCOM-4.png-dupla-1024x838.jpg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/LABCOM-4.png-dupla-980x802.jpg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/LABCOM-4.png-dupla-480x393.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Se contar o tempo da gradua\u00e7\u00e3o, s\u00e3o 29 anos de curso de Jornalismo e de Universidade Cat\u00f3lica. Como n\u00e3o lembrar do meu tempo de estudante? Das m\u00e1quinas de datilografia, das aulas de L\u00facia Noya, Marcos Ara\u00fajo e Valdeluza D\u2019Arce, de Ivana Fechine em televis\u00e3o, assim como de Idelfonso Fonseca, Vicenzo de Matteo, Teresa Cunha? Lembro exatamente da primeira pauta que escrevi na disciplina de Valdeluza. E das 10 vezes em 15 linhas que escrevi a palavra associados, todas devidamente sublinhadas em vermelho pela atenta professora. Dali por diante nunca mais repeti os termos em um texto. E levei com gratid\u00e3o esses e outros aprendizados para a minha vida.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi num desses tempos, formada h\u00e1 seis anos, que fui informada da vaga para a disciplina de Planejamento Gr\u00e1fico na Unicap. A atua\u00e7\u00e3o seria em dois cursos: Jornalismo e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas. Eu estava, na \u00e9poca, atuando na Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura de Camaragibe, um lugar de afetos, trabalho bem feito, gente boa, entre profissionais e estagi\u00e1rios. Foi uma delas que avisou da aus\u00eancia da titular da disciplina, que tinha aceitado a proposta da Folha de Pernambuco e seu novo projeto. Era 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrei que tinha sido monitora, na \u00e9poca de estudante da Cat\u00f3lica, justamente em Planejamento Gr\u00e1fico. A escolha do professor Cl\u00e9riston por montar uma equipe para atuar junto \u00e0 turma teve alguns crit\u00e9rios. Entre eles, as notas excelentes no primeiro GQ.<\/p>\n\n\n\n<p>Hesitei em assumir o desafio. Mas contei com o incentivo de todos e todas que faziam a comunica\u00e7\u00e3o da Prefeitura naquela \u00e9poca. Principalmente os estagi\u00e1rios e estagi\u00e1rias, que elogiavam sem parar minha paci\u00eancia para ensinar design, os programas de edi\u00e7\u00e3o, texto\u2026<\/p>\n\n\n\n<p>Decidi concorrer \u00e0 vaga. Haviam mais duas pessoas. Eu fiquei. At\u00e9 todo o processo ser efetivado, chegou o dia 19 de maio. Foi minha estreia na sala de aula. A primeira turma, imensa, era a de Jornalismo. Mais de 60 pessoas olhando para mim. Uma mulher de 28 anos, de cal\u00e7a jeans, t\u00eanis e camiseta, que trazia para aquele espa\u00e7o a curiosidade e a alegria de trabalhar com design gr\u00e1fico. O frio na barriga era justific\u00e1vel. Fazia quase dois meses que a turma n\u00e3o tinha aulas. Foi um primeiro desafio: ajustar na minha agenda as in\u00fameras reposi\u00e7\u00f5es, te\u00f3ricas e pr\u00e1ticas, naquela sala e no laborat\u00f3rio que ficava no NIC, do outro lado da rua do Pr\u00edncipe. Lembro de ter marcado com todo mundo no lab, sem saber que era uma sala pequena, com apenas 15 m\u00e1quinas. E foi chegando gente e eu ficando tensa, com uma pa\u00fara crescente no peito. At\u00e9 que olhei com sinceridade para todo mundo, respirei fundo e segui. Naquele dia perdi totalmente o medo de falar em p\u00fablico e ser respons\u00e1vel por uma turma de pessoas t\u00e3o diferentes. A sensa\u00e7\u00e3o foi incr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>O frio na barriga permanece sempre que inicio um semestre sem saber quem vir\u00e1. Assim como a sede de conhecer gente nova, de aprender com meus alunos e alunas, de ver a vida fluindo em textos, sites, projetos gr\u00e1ficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tive a oportunidade de conviver com aqueles e aquelas que haviam sido meus mestres e mestras. Tive a sorte de conquistar amigos e amigas para a vida. E de ver alunos e alunas se tornarem, eles e elas tamb\u00e9m, professores e professoras. Dario Brito, da minha primeira turma. Juliano Domingues, que foi meu coordenador de curso. Filipe Falc\u00e3o, com sua do\u00e7ura e amor por filmes de terror. Breno Carvalho, o cara da inova\u00e7\u00e3o e do filme Matrix.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1998 tamb\u00e9m engravidei do meu primeiro filho. E a Unicap e os estudantes puderam acompanhar n\u00e3o s\u00f3 essa, mas outras duas gesta\u00e7\u00f5es. E \u00e9 incr\u00edvel saber que eles vieram tamb\u00e9m estudar aqui. Em 2000, o est\u00edmulo \u00e0 pesquisa me pegou de jeito. E fui fazer uma especializa\u00e7\u00e3o em Desenho na UFPE. Quem me orientou no projeto final foi a professora Aline Grego. Pensem em uma mulher generosa com o conhecimento e capaz de provocar a gente a ser cada vez melhor. Minha admira\u00e7\u00e3o \u00e9 tanta que Aline \u00e9 uma das mulheres pesquisadoras que mais respeito na vida e no campo acad\u00eamico. Tamb\u00e9m ela me incentivou \u00e0 escrita durante o mestrado na UFRPE, quando eu estava sob a orienta\u00e7\u00e3o de outra mulher generosa, Salett Tauk, ela pr\u00f3pria uma ex-professora do curso de Jornalismo da Unicap. E, durante o doutorado, pude contar com tantos amigos e amigas dessa casa.&nbsp; Seria at\u00e9 injusto eu citar algu\u00e9m. Poderia esquecer algum nome.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o 25 anos de Unicap, de curso de Jornalismo, de ver esse campus fazer parte da minha cidade, da minha hist\u00f3ria, da vida dos meus filhos. Um tempo generoso, em que me tornei coordenadora de curso por seis anos. Vi v\u00e1rios alunos e alunas se transformaram em amigos muit\u00edssimo queridos. E trouxe outros colegas para o cotidiano acad\u00eamico: Andrea, Carol, Renata, Adriana, Stella, Vlau, Lula, Claudio, Fig, Cac\u00e1, Jo\u00e3o, Jarbinhas, Cris, Cec\u00edlia, Anthony, Fl\u00e1vio. Assim como&nbsp; M\u00facio, Gordinho, Marcos, Jairo, Kety, Ricardo, Z\u00e9 Maria, Leo, S\u00e1vio, Jeziel, Girlany, Roberto, Roberta, Karina, quanta gente!<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses 25 anos eu vi os jardins serem abertos, vi pav\u00f5es, patos e pessoas dividindo o gramado. Vi os labs do bloco A crescendo, os programas de edi\u00e7\u00e3o mudando, o pagemaker dando lugar ao Indesign que uso em minhas aulas. O design deixando de ser um tema transversal e mostrando sua import\u00e2ncia como interface entre a informa\u00e7\u00e3o e o leitor. Vi tamb\u00e9m a solidariedade surgir em cada momento necess\u00e1rio. O incentivo e o afeto crescer entre essa turma deliciosa que faz o curso de Jornalismo da Cat\u00f3lica. Ax\u00e9!<\/p>\n\n\n\n<p>Por Carla Teixeira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se contar o tempo da gradua\u00e7\u00e3o, s\u00e3o 29 anos de curso de Jornalismo e de Universidade Cat\u00f3lica. Como n\u00e3o lembrar do meu tempo de estudante? 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