{"id":3612,"date":"2023-04-27T16:21:35","date_gmt":"2023-04-27T19:21:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3612"},"modified":"2023-04-27T16:27:50","modified_gmt":"2023-04-27T19:27:50","slug":"jornalismo-e-direitos-autorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/jornalismo-e-direitos-autorais\/","title":{"rendered":"Jornalismo e direitos autorais"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"836\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LABCOM-2.png2_.jpg?resize=1024%2C836&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3617\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LABCOM-2.png2_-1024x836.jpg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LABCOM-2.png2_-980x800.jpg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/LABCOM-2.png2_-480x392.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>O campo da propriedade intelectual pode parecer nebuloso e as preocupa\u00e7\u00f5es que o cercam podem sugerir algo distante. Essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 fortalecida pela abund\u00e2ncia de conte\u00fados variados e tamb\u00e9m \u00e0s possibilidades de mixagem, edi\u00e7\u00e3o, corte e altera\u00e7\u00e3o, que foram facilitadas com a redu\u00e7\u00e3o do custo de equipamentos e softwares nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Artigos, reportagens, filmes, anima\u00e7\u00f5es e outras cria\u00e7\u00f5es do intelecto anteriores aos computadores e \u00e0 internet est\u00e3o progressivamente sendo digitalizadas. Ao mesmo tempo, novas produ\u00e7\u00f5es nessas \u00e1reas ganham vers\u00f5es digitais ou s\u00e3o feitas exclusivamente para circular em meio digital e em rede. Esse fator tamb\u00e9m sugere que \u2018naturalmente\u2019 s\u00e3o pass\u00edveis do uso indiscriminado, mas n\u00e3o \u00e9 bem assim.<\/p>\n\n\n\n<p>No trabalho dos jornalistas, desde sempre, a pesquisa a fontes variadas \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 recomendada, mas necess\u00e1ria para que as narrativas sejam mais embasadas e contemplem diferentes e variados aspectos da realidade. No entanto, a grande disponibilidade de informa\u00e7\u00f5es, em diversas linguagens e plataformas, n\u00e3o pode sugerir que seu uso n\u00e3o tem regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, \u00e0 medida que a oferta de conte\u00fados e as possibilidades de sua modifica\u00e7\u00e3o aumentaram, tamb\u00e9m aumentaram as restri\u00e7\u00f5es ao seu uso. Voc\u00ea pode entender o direito autoral como uma das \u00e1reas da propriedade intelectual e que garante aos autores e autoras direito sobre elas. H\u00e1 leis e regulamenta\u00e7\u00f5es que estabelecem limites e procedimentos para se fazer uso de trabalho intelectual de outras pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de recorrer a artigos, reportagens, filmes, reflex\u00f5es e outras express\u00f5es continua como uma condi\u00e7\u00e3o para se produzir boas reportagens. Mas \u00e9 preciso seguir a regra de ouro de seguir as legisla\u00e7\u00f5es pertinentes e tamb\u00e9m o bom uso \u2013 \u00e9tico e de bom censo. A regra b\u00e1sica \u00e9 sempre dar o cr\u00e9dito, informar ao leitor, ouvinte ou telespectador de onde aquelas informa\u00e7\u00f5es, usadas no seu trabalho, vieram. Do contr\u00e1rio, voc\u00ea pode estar incorrendo em pl\u00e1gio e pl\u00e1gio \u00e9 tipificado como crime!<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma forma b\u00e1sica de reconhecer que as informa\u00e7\u00f5es usadas foram obtidas por outro profissional e que voc\u00ea as est\u00e1 usando porque se adequam \u00e0s necessidades, \u00e9 uma forma de reconhecer o trabalho do outro. Essa \u00e9 a medida padr\u00e3o adotada em bons podcasts jornal\u00edsticos atuais, que mencionam ou citam em texto de onde retiraram \u00e1udios usados nas edi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, em muitos casos, essa medida n\u00e3o \u00e9 suficiente. O uso de trechos de m\u00fasicas e filmes de fic\u00e7\u00e3o, por exemplo, exige por lei que os propriet\u00e1rios dos direitos autorizem. Nesses casos, antes de aplicar em trabalhos do curso, em produ\u00e7\u00f5es de TCC ou mesmo no trabalho comum no mercado, \u00e9 necess\u00e1rio identificar quem det\u00e9m os direitos (pode ser uma produtora, editora ou mesmo xs artistas envolvidos) e solicitar o uso.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Carlos Pinto &#8211; Professor do curso de Jornalismo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O campo da propriedade intelectual pode parecer nebuloso e as preocupa\u00e7\u00f5es que o cercam podem sugerir algo distante. Essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 fortalecida pela abund\u00e2ncia de conte\u00fados variados e tamb\u00e9m \u00e0s possibilidades de mixagem, edi\u00e7\u00e3o, corte e altera\u00e7\u00e3o, que foram facilitadas com a redu\u00e7\u00e3o do custo de equipamentos e softwares nos \u00faltimos anos. 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