{"id":3573,"date":"2023-03-29T11:49:58","date_gmt":"2023-03-29T14:49:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3573"},"modified":"2023-03-29T11:56:42","modified_gmt":"2023-03-29T14:56:42","slug":"quem-tem-medo-da-inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/quem-tem-medo-da-inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"Quem tem medo da Intelig\u00eancia Artificial?"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular\"><div class=\"tiled-gallery__gallery\"><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\" style=\"flex-basis:100.00000%\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/LABCOM-e1680099381433.jpg?strip=info&#038;w=600&#038;ssl=1 600w,https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/LABCOM-e1680099381433.jpg?strip=info&#038;w=900&#038;ssl=1 900w,https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/LABCOM-e1680099381433.jpg?strip=info&#038;w=1080&#038;ssl=1 1080w\" alt=\"\" data-height=\"891\" data-id=\"3575\" data-link=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/quem-tem-medo-da-inteligencia-artificial\/labcom-2\/\" data-url=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/LABCOM-e1680099381433.jpg\" data-width=\"1080\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/LABCOM-e1680099381433.jpg?ssl=1\" data-amp-layout=\"responsive\"\/><\/figure><\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p>O mundo digital vive nos pregando sustos. O mais novo atende pelo nome de intelig\u00eancia artificial (IA para os que j\u00e1 se sentem \u00edntimo delas). Das p\u00e1ginas e telas da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ela agora bate na nossa porta sem pedir licen\u00e7a e tem deixado muita gente com a pulga atr\u00e1s da orelha.&nbsp; Os mais maduros lembrar\u00e3o da obra do escritor Isaac Asimov, autor do livro <em>Eu, Rob\u00f4<\/em>, um cl\u00e1ssico do g\u00eanero, onde rob\u00f4s aprendem a pensar por si mesmos e que virou filme em 2004, estrelado por Will Smith. N\u00e3o menos conhecido, o filme <em>2001: uma Odisseia no Espa\u00e7o<\/em>, do diretor ingl\u00eas Stanley Kubrick, \u00e9 outra obra que ganhou fama por mostrar um computador que passa a agir por conta pr\u00f3pria e assume o controle de uma nave espacial rumo a J\u00fapiter. Kubrick tamb\u00e9m foi o autor do projeto de <em>A.I.<\/em> \u2013 <em>Intelig\u00eancia Artificial<\/em> que acabou sendo realizado por Steven Spielberg, em 2001, abordando a delicada rela\u00e7\u00e3o entre homens e m\u00e1quinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que, agora, n\u00e3o estamos mais no universo imagin\u00e1rio dos filmes. A IA chegou para valer e se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. Na verdade, a IA j\u00e1 est\u00e1 presente nas pequenas coisas do nosso cotidiano. Ao acionar um aplicativo ou dirigir um comando para a Alexa, assistente virtual desenvolvido pela Amazon, estamos lidando com ela. Todavia, se antes a IA era vista como uma curiosidade e resultado l\u00f3gico e previs\u00edvel do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, desde novembro do ano passado com o aparecimento do ChatGPT, a coisa tomou outra propor\u00e7\u00e3o. Desenvolvido pelo laborat\u00f3rio de pesquisa norte-americano OpenAI, o chatbot (algoritmo usado em chats para imitar a conversa humana) com IA surpreendeu por ser capaz n\u00e3o apenas de ler e escrever, mas entender o conte\u00fado. O ChatGPT, que j\u00e1 est\u00e1 acess\u00edvel na web, pode, al\u00e9m de responder perguntas, escrever programas de computador, criar poemas, compor m\u00fasicas, responder testes e escrever trabalhos escolares.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora ainda tenha falhas e as informa\u00e7\u00f5es por ele geradas n\u00e3o sejam, muitas vezes, confi\u00e1veis, o dispositivo acendeu o sinal amarelo para pesquisadores e cientistas sociais. Como sempre acontece com inven\u00e7\u00f5es capazes de mexer com a vida das pessoas, h\u00e1 quem considere esses avan\u00e7os da IA t\u00e3o poderosos quanto a descoberta da energia nuclear. Mas, para alguns segmentos da sociedade, algoritmos como o ChatGPT podem significar o fim de muitos processos de cria\u00e7\u00e3o e rotinas de trabalho elaboradas e protagonizadas pelos humanos. J\u00e1 tem listas apocal\u00edpticas circulando pela internet decretando o fim de profiss\u00f5es e atividades, e entre elas as de tradutor, contador, dubladores e&#8230; tchan tchan tchan&#8230; jornalistas. \u00c9 claro que ainda \u00e9 cedo para afirmar com todas as letras se estas previs\u00f5es se concretizar\u00e3o na dimens\u00e3o apontada, contudo <em>bigtechs<\/em> como Google, Amazon, Meta est\u00e3o investindo bilh\u00f5es de d\u00f3lares na novidade e certamente as consequ\u00eancias vir\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 de hoje que os algoritmos, as redes sociais e outras engenhocas digitais bagun\u00e7aram o coreto do campo da comunica\u00e7\u00e3o. Muita coisa mudou para melhor, mas a rapidez com que isso acontece tem sido um desafio permanente, sobretudo pelos efeitos nocivos de algumas pr\u00e1ticas, pela falta de legisla\u00e7\u00e3o para impedir abusos, e pelo poder desmesurado de quem domina essas tecnologias. Investir no futuro, redefinir paradigmas, estimular o olhar cr\u00edtico e entender o que est\u00e1 acontecendo ser\u00e1, portanto, fundamental para enfrentar essa nova era que parecia s\u00f3 existir em filmes como <em>Matrix<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por Alexandre Figueir\u00f4a<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo digital vive nos pregando sustos. O mais novo atende pelo nome de intelig\u00eancia artificial (IA para os que j\u00e1 se sentem \u00edntimo delas). 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