{"id":3372,"date":"2022-03-31T20:23:47","date_gmt":"2022-03-31T23:23:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3372"},"modified":"2022-03-31T20:55:36","modified_gmt":"2022-03-31T23:55:36","slug":"conta-tua-historia-conheca-tanit-rodrigues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/conta-tua-historia-conheca-tanit-rodrigues\/","title":{"rendered":"Conta tua hist\u00f3ria: Conhe\u00e7a Tanit Rodrigues"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Ana Botelho<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Recifense do bairro das Gra\u00e7as, Tanit Rodrigues estudou teatro na UFPE e, atualmente, cursa o segundo per\u00edodo de Jornalismo na Unicap. A forma\u00e7\u00e3o em teatro garantiu a ela a participa\u00e7\u00e3o em diversas produ\u00e7\u00f5es do cinema pernambucano, como a s\u00e9rie \u201cMulher Original\u201d, dos curtas \u201cCol\u00f4mbia\u201d e &#8220;Quando chegar a noite pise devagar\u201d e do longa-metragem \u201cRio Doce\u201d. O repert\u00f3rio de artes c\u00eanicas colaborou ainda para que ela iniciasse um est\u00e1gio como social media e redatora na revista Continente, de jornalismo cultural.   <\/p>\n\n\n\n<p>A op\u00e7\u00e3o pelo jornalismo surgiu quando Tanit avaliou as dificuldades de ser artista no Brasil. \u201cTenho boas expectativas para o futuro agora. Infelizmente o Recife reflete algo que se v\u00ea pelo pa\u00eds., a desvaloriza\u00e7\u00e3o do artista.. Trabalhar com arte \u00e9 trabalhar por amor e s\u00f3 por amor.\u201d Na revista Continente, onde est\u00e1 h\u00e1 3 meses, atua criando conte\u00fados para as redes sociais e escreve reportagens para a edi\u00e7\u00e3o impressa e a digital. \u201cA bagagem que eu tive nas artes e no cinema foram fundamentais para essa vaga, enriqueceu o meu repert\u00f3rio para escrever sobre o mundo cultural, o principal foco da revista.\u201d, destaca Tanit.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"644\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_20220331-205427.jpg?resize=520%2C644&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3375\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_20220331-205427.jpg 520w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_20220331-205427-480x594.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 520px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A arte foi um elemento motriz na vida de Tanit, desde a inf\u00e2ncia. Uma maneira de burlar a sensa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o pertencimento, de n\u00e3o se encaixar em defini\u00e7\u00f5es pr\u00e9-estabelecidas de g\u00eanero. Sua personalidade feminina foi motivo de alvoro\u00e7o e de bullyng. Assim como uma amargura, que foi crescendo ao longo dos anos. \u201cO pessimismo, a depress\u00e3o e o p\u00e2nico eram fantasmas que come\u00e7aram a me perseguir aos 16 anos. O mundo era uma escurid\u00e3o silenciosa\u201d.  \u201cEu tinha uma vis\u00e3o muito pessimista sobre a vida, eu achava que n\u00e3o ia passar dos 18 anos.\u201d. Hoje, a estudante de Jornalismo est\u00e1 prestes a completar 27 anos.  Ela relembra como se achava uma menina fraca naquela \u00e9poca, incapaz de viver por muito tempo. Para superar a depress\u00e3o procurou ajuda profissional. <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"520\" height=\"333\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_20220331-205352.png?resize=520%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3376\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_20220331-205352.png 520w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/Screenshot_20220331-205352-480x307.png 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 520px, 100vw\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda adolescente, com 17 anos, uma ida ao dentista a fez conhecer a hist\u00f3ria de Raphaela Laet, uma influenciadora digital transexual, ao ler a coluna de uma revista. Tanit observou naquele momento que n\u00e3o era muito diferente de Raphaela. \u201cFoi a primeira forma de identifica\u00e7\u00e3o com outra pessoa, de uma jeito muito forte, que eu tive. Foi como se tivesse virado uma chave em mim, e eu sabia que em algum momento da minha vida, aquilo tamb\u00e9m iria acontecer comigo\u201d. A partir daquele momento, tudo mudou, Tanit come\u00e7ou a perceber que aquele corpo n\u00e3o pertencia a ela. E uma pergunta surgiu: quem sou eu? \u201cHoje, eu tenho um vislumbre do que eu gostaria de ser, do que eu me tornei, mas ainda n\u00e3o tenho a resposta de quem eu sou.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tanit decidiu cursar artes e teatro na UFPE aos 19 anos. L\u00e1, durante cinco anos, teve contato com uma grande diversidade de pessoas e fez amizades que duram at\u00e9 hoje. A experi\u00eancia foi transformadora. Foi quando Tanit sentiu que precisava aproveitar o momento e mostrar ao mundo quem ela era realmente. \u201cEu tinha certeza que a minha transi\u00e7\u00e3o iria come\u00e7ar, se n\u00e3o fosse naquele momento, n\u00e3o seria nunca mais.\u201d. Contando apenas com o apoio de sua m\u00e3e, Tanit come\u00e7ou o seu processo de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero aos 20 anos. \u201cFoi muito solit\u00e1rio, eu n\u00e3o tinha exemplos de travestis ao meu lado, era s\u00f3 eu.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A crian\u00e7a medrosa se transformou em uma mulher de cabelos longos e olhar marcante, que se comunica por meio de seus aprendizados na arte e como futura jornalista. Que curte a boemia, cinema, m\u00fasica. E aproveita cada dia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Botelho Recifense do bairro das Gra\u00e7as, Tanit Rodrigues estudou teatro na UFPE e, atualmente, cursa o segundo per\u00edodo de Jornalismo na Unicap. 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