{"id":3286,"date":"2022-01-20T20:34:56","date_gmt":"2022-01-20T23:34:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3286"},"modified":"2022-01-20T20:34:58","modified_gmt":"2022-01-20T23:34:58","slug":"o-jornalismo-gastronomico-muda-na-era-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/o-jornalismo-gastronomico-muda-na-era-digital\/","title":{"rendered":"O jornalismo gastron\u00f4mico muda na era digital"},"content":{"rendered":"\n<p><strong><em>Por Marcus Vinicius<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da popularidade das redes sociais fez surgir diversas oportunidades para se falar de gastronomia. Assim, o jornalismo gastron\u00f4mico, antes restrito \u00e0s p\u00e1ginas de jornais e revistas, foi tomando conta de portais, blogs e perfis nas redes digitais. Um mercado cheio de oportunidades e, tamb\u00e9m, mais competitivo.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor este cen\u00e1rio, antes \u00e9 preciso dizer que o mercado gastron\u00f4mico possui tr\u00eas tipos de comunicadores: os jornalistas gastron\u00f4micos, os cr\u00edticos de gastronomia e, mais recentemente, os influenciadores digitais, com diferentes informa\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 \u00e1rea gastron\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos jornais e revistas que ainda possuem jornalistas especializados na \u00e1rea gastron\u00f4mica s\u00e3o a Folha de S\u00e3o Paulo, a Revista Trip, Revista GQ, Revista Menu, al\u00e9m&nbsp; do caderno Sabores, da Folha de Pernambuco. Ali\u00e1s, o \u00fanico caderno de gastronomia de um jornal impresso no estado. Desta forma, \u00e9 poss\u00edvel observar que a Internet tem criado espa\u00e7os onde h\u00e1 mais liberdade e oportunidades de trabalho para os jornalistas gastron\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 desafios, no entanto. A jornalista gastron\u00f4mica Milenna Gomes (@milennagomes), recifense, que tamb\u00e9m j\u00e1 foi aluna do curso de jornalismo na UNICAP, escreve para o Gosto Comunica (@gostocomunica) e tamb\u00e9m tem o Podcast Mastigadinho (@mastigadinhopod). Desde cedo, teve interesse pela gastronomia, chegou a ingressar no curso&nbsp; da UFRPE, mas logo percebeu que era comunica\u00e7\u00e3o seu lugar profissional. Falar sobre comida e contar as hist\u00f3rias por tr\u00e1s dela foi o que levou Milenna ao jornalismo gastron\u00f4mico. Por isso, em 2010, ela criou o blog \u201cN\u00e3o sei cozinhar&#8221;, encerrado em 2019. A dificuldade inicial em acessar o jornalismo gastron\u00f4mico, como cursos complementares ou especializa\u00e7\u00f5es na \u00e1rea, foram alguns dos problemas enfrentados por Milenna. \u201cA maior dificuldade foi encontrar cursos direcionados para o tema. N\u00e3o encontrei e at\u00e9 hoje n\u00e3o existem, como os de jornalismo direcionado \u00e0 pol\u00edtica, cinema e esportes. N\u00e3o h\u00e1 uma cartilha. Ent\u00e3o, precisei trilhar meu pr\u00f3prio caminho com muito erro e acerto, leituras, conversas com quem j\u00e1 fazia gastronomia e jornalismo nos jornais e na rotina\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m existem outros entraves. A falta de espa\u00e7o nos meios de comunica\u00e7\u00e3o para se falar de gastronomia \u00e9 um deles. Esse motivo tem levado v\u00e1rios jornalistas para as redes sociais, onde a dedica\u00e7\u00e3o para abordar a tem\u00e1tica deve ser constante. \u201cSe \u00e9 poss\u00edvel um jornalista se manter financeiramente com jornalismo gastron\u00f4mico? Sim, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. No caso de estar em um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o, a empresa paga o sal\u00e1rio e, muito provavelmente, o jornalista precisar\u00e1 se dedicar a outros temas. No caso de estar ocupando espa\u00e7os digitais,&nbsp; exige tempo e muita dedica\u00e7\u00e3o,\u201d conta Milenna. H\u00e1 blogs como o \u201cFind &amp; Eat\u201d do jornalista Marcelo Volpato (@findandeat), e perfis como o de Podcast \u201cPura Caffe\u00edna\u201d, da jornalista&nbsp; Gisele Coutinho (@puraxaffeina), Vanessa Lins (@quintopecado), editora gastr\u00f4 na Folha de Pernambuco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 profissionais fazendo jornalismo gastron\u00f4mico como um hobby, a exemplo do pernambucano, Gustavo Belarmino (@belarmino) e, ainda, influenciadores digitais. Estes, mesmo n\u00e3o sendo jornalistas gastron\u00f4micos falam sobre o tema em suas redes sociais.&nbsp; Um exemplo \u00e9o perfil Recife para dois (@recifeparadois) criado por Nathalya Tavares e Davi Bezerra, que trazem diversas indica\u00e7\u00f5es tanto no Instagram quanto no Tiktok.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Para Milenna Gomes, o jornalismo gastron\u00f4mico \u00e9 \u201centender como funciona a cadeia produtiva dos alimentos, saber de hist\u00f3ria, de nutri\u00e7\u00e3o, de arquitetura, acompanhar movimentos e cozinheiros, fazer leituras sociais a partir do que a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 consumindo, compreender os aspectos econ\u00f4micos que impactam na alimenta\u00e7\u00e3o no geral, julgar &#8211; somando v\u00e1rios fatores &#8211; se um restaurante vale a pena e ainda saber escrever e contar isso ao leitor.\u201d \u00c9 ou n\u00e3o \u00e9 uma especializa\u00e7\u00e3o interessante?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Marcus Vinicius O aumento da popularidade das redes sociais fez surgir diversas oportunidades para se falar de gastronomia. 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