{"id":3065,"date":"2021-09-23T17:16:07","date_gmt":"2021-09-23T20:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=3065"},"modified":"2021-09-23T17:16:08","modified_gmt":"2021-09-23T20:16:08","slug":"conta-tua-historia-mayara-moreira-melo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/conta-tua-historia-mayara-moreira-melo\/","title":{"rendered":"Conta tua hist\u00f3ria: Mayara Moreira Melo"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Myllene Pedroso<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O caminho que Mayara Moreira, 20, percorreu para chegar ao Jornalismo come\u00e7ou de um sonho em ser escritora e a vontade de fazer da comunica\u00e7\u00e3o uma ferramenta mais acess\u00edvel \u00e0s comunidades a fim de engajar as pessoas socialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Apaixonada por arte, cultura e pol\u00edtica, estudante do 5\u00ba per\u00edodo, foi durante o ensino m\u00e9dio que ela se aproximou de pautas pol\u00edticas e movimentos de resist\u00eancia. A literatura sempre esteve presente em sua vida, mas foi atrav\u00e9s do jornalismo que ela encontrou um sentido maior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mayara mora em Paulista e nunca havia conhecido o centro de Recife. Teve a oportunidade de se aventurar pela cidade no per\u00edodo de cursinho, antes de ingressar na Cat\u00f3lica. Shows de artistas recifenses, saraus, Terra Caf\u00e9 Bar, na Boa Vista, os cinemas S\u00e3o Luiz e o da Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco integram suas programa\u00e7\u00f5es favoritas. &#8220;Faziam eu me sentir viva&#8221;, garante. E, de forma indireta, cada experi\u00eancia foi somada \u00e0 sua identidade.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image0-1-1.jpeg?resize=1024%2C682&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3068\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image0-1-1-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image0-1-1-980x653.jpeg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image0-1-1-480x320.jpeg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os livros sempre a acompanharam, assim como as fases de leituras. Primeiro, os gibis da turma da M\u00f4nica e fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ganharam espa\u00e7o. Posteriormente, obras politizadas tomaram vez e permanecem at\u00e9 hoje. Tal interesse se fortaleceu com a descoberta de pesquisadoras como L\u00e9lia Gonzalez, pioneira nos estudos sobre cultura negra, feminismo e interseccionalidade no Brasil, a fil\u00f3sofa Djamila Ribeiro, autora de \u201cPequeno Manual Antirracista\u201d, entre outras obras, e Angela Davis, fil\u00f3sofa socialista estadunidense. \u201cNo per\u00edodo entre o ensino m\u00e9dio e a universidade tive a oportunidade de entrar num clube do livro. E foi incr\u00edvel conhecer autoras que me inspiram e me fazem refletir bastante\u201d, conta Mayara.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"472\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image3-1.jpeg?resize=1024%2C472&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3071\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image3-1-1024x472.jpeg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image3-1-980x452.jpeg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image3-1-480x221.jpeg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Semana de Integra\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco. Foto: acervo pessoal<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"472\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image2-1-1.jpeg?resize=640%2C472&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3072\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image2-1-1.jpeg 640w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image2-1-1-480x354.jpeg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 640px, 100vw\" \/><figcaption>Visita \u00e0 TV Globo com a professora Aline Grego, ainda no primeiro per\u00edodo do curso. Foto: acervo pessoal<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image1-1-1.jpeg?resize=1024%2C768&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-3073\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image1-1-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image1-1-1-980x735.jpeg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/image1-1-1-480x360.jpeg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption>Mayara foi volunt\u00e1ria na C\u00e1tedra Unesco Unicap de Direitos Humanos Dom Helder Camara, junto com a professora Andrea Trigueiro. Foto: acervo pessoa<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe algo pelo qual eu queira me aprofundar exclusivamente, meu objetivo \u00e9 contribuir de um modo geral com os movimentos sociais. Quero me fortalecer em pautas que n\u00e3o s\u00e3o valorizadas, n\u00e3o s\u00e3o contadas. No come\u00e7o da gradua\u00e7\u00e3o, estudar sobre a interseccionalidade foi um caminho que fez muito sentido pra mim. Essa intersec\u00e7\u00e3o indissoci\u00e1vel de classe, g\u00eanero e ra\u00e7a precisa ser levada em considera\u00e7\u00e3o nas produ\u00e7\u00f5es jornal\u00edsticas e na sociedade de forma geral \u201d, explica Mayara. Ela ainda conta que ter feito o Programa Institucional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Unicap (PIBIC) sobre o mapeamento da viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, com a professora Andrea Trigueiro, foi uma experi\u00eancia \u00edmpar e ampliou seu campo de vis\u00e3o e entendimento de mundo. Mayara brinca que Andrea se tornou uma esp\u00e9cie de madrinha dentro do curso. \u201cLa\u00e7os assim s\u00e3o realmente especiais\u201d, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as diversas experi\u00eancias acad\u00eamicas nas disciplinas, Mayara tamb\u00e9m teve a oportunidade de ser volunt\u00e1ria na C\u00e1tedra Unesco Unicap de Direitos Humanos Dom Helder Camara, j\u00e1 no primeiro per\u00edodo. L\u00e1, Mayara atuava com produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados para as redes sociais principalmente. Dessa iniciativa nasceu o projeto de Extens\u00e3o Escola de Educomunica\u00e7\u00e3o e Direitos Humanos &#8211; EDUCOMDH, coordenado pela professora Andrea Trigueiro. Ap\u00f3s sair da C\u00e1tedra, a estudante entrou no PIBIC, entre agosto de 2020 e agosto de 2021. Atualmente Mayara estagia na assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judici\u00e1rio Federal em Pernambuco, SINTRAJUF &#8211; PE.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mayara aconselha aos estudantes de comunica\u00e7\u00e3o se jogarem nas oportunidades. Ela recorda que foi sorteada para o curso de extens\u00e3o \u201cJornalismo e Periferias\u201d, e por meio dele p\u00f4de conhecer a professora Carol Monteiro, outros jornalistas brasileiros e, ainda, a Abraji &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Jornalismo Investigativo. Seu sonho \u00e9 poder trabalhar em espa\u00e7os independentes onde as informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o sofram tanto com a influ\u00eancia de interesses econ\u00f4micos. \u201c\u00c9 estar aberto para as oportunidades que a universidade traz e se sentir confort\u00e1vel para conversar com os professores, que s\u00e3o jornalistas incr\u00edveis. Voc\u00ea sente humanidade neles. \u00c9 sempre bom tamb\u00e9m salvar refer\u00eancias que fazem parte da sua identidade, pois um dia elas podem se transformar, quem sabe, numa inova\u00e7\u00e3o\u201d, aposta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Myllene Pedroso O caminho que Mayara Moreira, 20, percorreu para chegar ao Jornalismo come\u00e7ou de um sonho em ser escritora e a vontade de fazer da comunica\u00e7\u00e3o uma ferramenta mais acess\u00edvel \u00e0s comunidades a fim de engajar as pessoas socialmente. 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