{"id":2838,"date":"2021-06-16T15:48:20","date_gmt":"2021-06-16T18:48:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=2838"},"modified":"2021-06-16T15:48:24","modified_gmt":"2021-06-16T18:48:24","slug":"paulo-freire-no-curso-de-jornalismo-da-unicap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/paulo-freire-no-curso-de-jornalismo-da-unicap\/","title":{"rendered":"PAULO FREIRE NO CURSO DE JORNALISMO DA UNICAP"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><ul class=\"blocks-gallery-grid\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"940\" height=\"788\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210616-WA0005.jpg?resize=940%2C788&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-id=\"2839\" data-full-url=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210616-WA0005.jpg\" data-link=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?attachment_id=2839\" class=\"wp-image-2839\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210616-WA0005.jpg 940w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210616-WA0005-480x402.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) 940px, 100vw\" \/><\/figure><\/li><\/ul><figcaption class=\"blocks-gallery-caption\">Design: Amanda Remigio<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Por Maria Clara Monteiro <\/p>\n\n\n\n<p>O Intercom, Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, homenageia o educador pernambucano Paulo Freire, com o tema \u201cComunica\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia: pr\u00e1ticas de liberdade para a cidadania\u201d. Conhecido pelo jeito humanizado e acolhedor de educar, Freire transforma a maneira com que as pessoas enxergam a sala de aula. Com isso, v\u00e1rios professores se tornaram adeptos ao m\u00e9todo freiriano.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre estes, a professora da Unicap, jornalista, pedagoga e mestre em Estudos Avan\u00e7ados em Educa\u00e7\u00e3o, Aline Grego. O seu primeiro contato com Paulo Freire foi na gradua\u00e7\u00e3o de Jornalismo, mas foi no curso de Pedagogia que ela teve a viv\u00eancia da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica proposta pelo educador. \u201c\u00c9 uma educa\u00e7\u00e3o zelosa em que voc\u00ea apenas n\u00e3o repassa o conte\u00fado, voc\u00ea procura, a partir dos temas que s\u00e3o abordados em sala de aula, discutir o contexto deste tema: porque \u00e9 que as coisas acontecem, as poss\u00edveis raz\u00f5es para que isso ocorra, e tamb\u00e9m tentar, dentro dessa conversa, buscar poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es alternativas, de forma clara e evidente\u201d, explica Aline.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muitos anos dentro do universo escolar, Aline relata que possui in\u00fameras mem\u00f3rias em rela\u00e7\u00e3o ao seu trabalho como educadora. Uma, em destaque, aconteceu na escola municipal da Comunidade do Coque, no Recife. Atualmente, a escola n\u00e3o existe mais, por\u00e9m foi palco de in\u00fameras atividades educomunicativas. Os alunos, impressionados com filmes e programas japoneses, refletiam sobre os poss\u00edveis her\u00f3is das tramas. Em uma das conversas, o assunto se tornou o dia a dia dos pais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma das alunas parou e disse assim: \u2018ora, os her\u00f3is mesmo s\u00e3o os nossos pais, n\u00e3o s\u00e3o desses filmes que a gente assiste\u2019. Ela lembrou que o pai dela acordava 4:30 da manh\u00e3 para trabalhar, pegava o \u00f4nibus cheio e era dif\u00edcil pra ele. Ent\u00e3o, eu fiquei muito feliz, porque ela foi capaz de ter essa dimens\u00e3o, de compreender que existiam pessoas, talvez mais her\u00f3is perto dela, do que aqueles que eles entendiam, na fic\u00e7\u00e3o, como sendo os verdadeiros her\u00f3is\u201d, contou a pedagoga.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Andrea Trigueiro, jornalista, professora do curso de Jornalismo da Unicap, doutora em comunica\u00e7\u00e3o e educomunicadora, tamb\u00e9m conheceu Freire na Universidade, e, a partir da\u00ed, n\u00e3o o largou mais. \u201cNo curso de Jornalismo, logo no in\u00edcio, ao estudar teorias da comunica\u00e7\u00e3o, eu me deparei com o pensamento de Paulo Freire. Eu identifiquei que as minhas preocupa\u00e7\u00f5es, as problem\u00e1ticas que me chamavam a aten\u00e7\u00e3o, j\u00e1 eram respondidas e j\u00e1 tinham sido entendidas por Freire, de uma forma muito amorosa. Ent\u00e3o, eu fui ver o quanto ele entendia e defendia o di\u00e1logo amoroso entre as pessoas e a educa\u00e7\u00e3o\u201d, relatou Andrea.<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como Paulo Freire enxerga todos os saberes e destaca as suas respectivas import\u00e2ncias fortalece a hierarquia horizontalizada. Para Andrea, dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel entender que todos os sujeitos aprendem e ensinam em harmonia. \u201cEle coloca essa horizontalidade em todas as suas rela\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas. Ent\u00e3o, a partir dessa premissa, todos t\u00eam direito a voz, a se expressar. O professor n\u00e3o \u00e9 detentor dos saberes, n\u00e3o \u00e9 aquele sujeito que sabe tudo, em di\u00e1logo com alunos que n\u00e3o sabem nada. Ele olha pras pessoas de uma forma integral, pensando na comunica\u00e7\u00e3o e na educa\u00e7\u00e3o de forma libertadora, para que cada um tenha autonomia de escolhas, de pensamentos e de express\u00e3o no mundo\u201d, exp\u00f4s a educadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Aline, Andrea tamb\u00e9m vivenciou experi\u00eancias na sala de aula com o m\u00e9todo \u201ceducomunicativo\u201d. Ela destacou o \u201cR\u00e1dio na Real\u201d, um projeto de programa de r\u00e1dio desenvolvido na disciplina de Radiojornalismo e que foi al\u00e9m da Universidade. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu e os alunos decidimos que \u00edamos pegar esses nossos aprendizados e ir\u00edamos aplic\u00e1-los. Essa sala de aula escolheu aplicar junto com crian\u00e7as do ensino fundamental das escolas p\u00fablicas do Recife. Ent\u00e3o, fizemos uma parceria com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio e os alunos planejaram oficinas e executamos juntos. Eles constru\u00edram, junto com essas crian\u00e7as de nove a doze anos, t\u00e9cnicas de r\u00e1dio, com pr\u00e1ticas educomunicativas, de forma din\u00e2mica, l\u00fadica, participativa, dial\u00f3gica\u201d, revela a jornalista. <\/p>\n\n\n\n<p>Com todo o suporte necess\u00e1rio, as crian\u00e7as desenvolveram programas com tem\u00e1ticas ligadas aos direitos humanos, como bullying, intoler\u00e2ncia religiosa e feminic\u00eddio. \u201cAprenderam a fazer mat\u00e9rias, texto, gravar e entrevistar gente. Essa experi\u00eancia foi maravilhosa. Esse programa foi veiculado pela R\u00e1dio Frei Caneca. Venceu editais e virou artigo, tamb\u00e9m ganhou uma Expocom Nacional. N\u00f3s tivemos experi\u00eancias incr\u00edveis dos meus alunos fixarem o aprendizado, a partir do momento em que eles estavam ensinando, porque quando a gente ensina, a gente tamb\u00e9m aprende muito\u201d, aponta Andrea.<\/p>\n\n\n\n<p>O aluno do 4\u00ba per\u00edodo do curso de Jornalismo, Micael Morais tamb\u00e9m ingressou em um projeto com pr\u00e1ticas educomunicativas. A EducomDH &#8211; Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Direitos Humanos, uma iniciativa da professora Andrea Trigueiro. \u201cA Educomunica\u00e7\u00e3o em si tem isso de aprendermos com o que temos, com o que sabemos. \u00c9 um projeto constru\u00eddo por alunos e tem sido uma experi\u00eancia maravilhosa. Tenho aprendido bastante, e estou tendo a oportunidade de colocar em pr\u00e1tica minhas habilidades. A Educomunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo super positivo na minha forma\u00e7\u00e3o, porque est\u00e1 me dando a oportunidade de desenvolver habilidades que eu sempre fui muito t\u00edmido em fazer, como, por exemplo, mat\u00e9rias em audiovisual. Sempre foi um sonho, mas eu tinha muita vergonha de fazer, e com a pr\u00e1tica, estou conseguindo me desenvolver mais\u201d, narra Micael.<\/p>\n\n\n\n<p> Para a professora Aline, Paulo Freire via no comunicador uma responsabilidade de cidadania e pedag\u00f3gica. \u201cEle entendia que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo comunicativo. O grande legado \u00e9 ver a liberdade, o pensamento livre e cr\u00edtico, capaz de empoderar as pessoas, de fazer com que a cidadania seja n\u00e3o uma palavra vazia. \u00c9 uma pedagogia preocupada, sobretudo, com os menos privilegiados, com os que tenham mais dificuldades, n\u00e3o porque n\u00e3o foram capazes de aprender; mas porque havia sido negada a possibilidade de desenvolverem seus conhecimentos\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO legado de Paulo Freire qualifica o Jornalismo na medida em que prop\u00f5e uma educa\u00e7\u00e3o libertadora. E quando a gente consegue aplicar Paulo Freire na sala de aula, educativamente, para a constru\u00e7\u00e3o do profissional de Jornalismo, a gente est\u00e1 trazendo aspectos humanistas. A constru\u00e7\u00e3o dos saberes, um ambiente com confian\u00e7a, onde o erro n\u00e3o \u00e9 punido, mas faz parte do processo de aprendizagem, onde n\u00e3o tem pergunta boba, nem pergunta proibida, onde todos podem refletir sobre si, sobre o mundo, entender o seu papel, a sua contribui\u00e7\u00e3o e lutar pelo mundo melhor, onde haja justi\u00e7a\u201d, atesta Andrea.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maria Clara Monteiro O Intercom, Congresso Brasileiro de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o, homenageia o educador pernambucano Paulo Freire, com o tema \u201cComunica\u00e7\u00e3o e resist\u00eancia: pr\u00e1ticas de liberdade para a cidadania\u201d. Conhecido pelo jeito humanizado e acolhedor de educar, Freire transforma a maneira com que as pessoas enxergam a sala de aula. 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