{"id":2830,"date":"2021-06-09T22:58:18","date_gmt":"2021-06-10T01:58:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/?p=2830"},"modified":"2021-06-10T12:37:17","modified_gmt":"2021-06-10T15:37:17","slug":"entrevista-com-o-professor-felipe-falcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/entrevista-com-o-professor-felipe-falcao\/","title":{"rendered":"Entrevista com o professor Filipe Falc\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210609-WA0042.jpg?resize=1024%2C1024&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2831\" srcset=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210609-WA0042-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210609-WA0042-980x980.jpg 980w, https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/IMG-20210609-WA0042-480x480.jpg 480w\" sizes=\"auto, (min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><figcaption>Design: Ana Julia Duarte<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A Estrada Amarela: novo livro de  do professor Filipe Falc\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O sert\u00e3o pernambucano como cen\u00e1rio de um conto de terror. <\/p>\n\n\n\n<p>Por: Let\u00edcia Sarinho<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Filipe Falc\u00e3o lan\u00e7ou na \u00faltima quinta-feira (03) seu primeiro livro de contos, intitulado \u201c<strong>A Estrada Amarela\u201d<\/strong>, pela editora Estronho. Localizada no sert\u00e3o pernambucano, a estrada \u00e9 definida como solit\u00e1ria, perdida entre tantas rotas, quase abandonada e esquecida. Apaixonado pelo g\u00eanero terror e por literatura fant\u00e1stica, o Jornalista, doutor em comunica\u00e7\u00e3o e professor universit\u00e1rio \u00e9 um dos mais atuantes  pesquisadores de cinema de terror no Brasil, j\u00e1 tendo lan\u00e7ados livros acad\u00eamicos como <strong>Fronteiras do medo: quando Hollywood refilma o horror japon\u00eas <\/strong>(2015) e <strong>A acelera\u00e7\u00e3o  do medo: o fluxo narrativo dos remakes de filmes de horror do s\u00e9culo XXI<\/strong> (2018). Agora, ele embarcou na aventura de escrever o seu primeiro conto, trazendo o sert\u00e3o como palco de aventuras misteriosas.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de<strong> A Estrada Amarela<\/strong> ocorreu durante o per\u00edodo de quarentena, momento no qual Filipe buscou ref\u00fagio no que mais gosta: literatura fant\u00e1stica e cinema de terror. Quanto a escolha do cen\u00e1rio, o Jornalista relata ter um carinho muito especial pelo sert\u00e3o, o que fez com que a defini\u00e7\u00e3o acontecesse de forma natural.  \u201cUma regi\u00e3o castigada pela seca, \u00e9 verdade, mas  dona de um visual \u00fanico. Lembrei das estradas do sert\u00e3o pelas quais eu pr\u00f3prio j\u00e1 transitei como pontes para  hist\u00f3rias aguardando personagens\u201d, destaca Filipe. <\/p>\n\n\n\n<p> Nesta entrevista, Filipe Falc\u00e3o aborda as quest\u00f5es que envolvem seu novo livro&nbsp; e os contos de terror, como tamb\u00e9m pontua sua experi\u00eancia acad\u00eamica e com o audiovisual. Confira:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1. Como foi a experi\u00eancia de se aventurar na produ\u00e7\u00e3o de um livro conto? Voc\u00ea sentiu alguma diferen\u00e7a na produ\u00e7\u00e3o, em compara\u00e7\u00e3o com seus projetos de livros acad\u00eamicos?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Muito positiva. Esse \u00e9 o meu quarto livro, mas \u00e9 o primeiro de contos. \u00c9 sempre uma experi\u00eancia muito \u00fanica escrever livro, eu acho que o processo criativo \u00e9 muito \u00fanico, independente de ser livro acad\u00eamico, romance, novela, poesia. Sempre \u00e9 muito especial e bate uma adrenalina gostosa, uma sensa\u00e7\u00e3o de ansiedade, mas no bom sentido, pois voc\u00ea est\u00e1 criando algo. Claro que o livro acad\u00eamico \u00e9 bastante diferente de um livro de contos e vice-versa, mas o que eu senti n\u00e3o foi muito bem uma diferen\u00e7a, s\u00e3o formatos diferentes, mas eu acho que o envolvimento acaba sendo parecido, sejam contos ou livros acad\u00eamicos ou cap\u00edtulos para livros. Eu tento  escrever de uma maneira que seja agrad\u00e1vel de ser lida e que tenha uma funcionalidade dentro daquilo que se prop\u00f5e.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Por que a escolha de atuar como pesquisador de cinema de terror? O que te encanta no terror? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Eu sempre gostei muito de cinema de terror, desde crian\u00e7a sou um apaixonado por cinema de terror. J\u00e1 tinha esse interesse quando terminei a gradua\u00e7\u00e3o, em seguir fazendo pesquisa e aprofundando no estudo. Claro que, na ocasi\u00e3o, eu tamb\u00e9m  gostava de ser um jornalista de ve\u00edculo de estar na rua, na labuta do dia-a-dia, mas eu sentia falta de estudar e de pesquisar. E a\u00ed, quando eu resolvi fazer uma especializa\u00e7\u00e3o em jornalismo cultural, antes mesmo do mestrado e do doutorado, eu resolvi escolher algo voltado ao cinema de terror, porque \u00e9 uma \u00e1rea que eu sempre gostei, tanto que nunca pensei em pesquisar outra coisa, porque para fazer pesquisa, tem que gostar e conhecer muito bem sobre o assunto escolhido. Ent\u00e3o,  eu sempre vi pesquisa como uma coisa que deve ser prazerosa e para mim \u00e9 muito prazeroso estudar sobre o cinema de terror. Por isso, se tornou um caminho muito natural. O que me encanta no terror, eu acho que \u00e9 a narrativa. N\u00f3s consumimos terror desde sempre, s\u00f3 que com outros nomes, por exemplo, hist\u00f3rias que se escuta quando crian\u00e7a, folclore, at\u00e9 os contos religiosos lidam muito com essa coisa do terror.  <\/p>\n\n\n\n<p>Eu acho muito muito criativo acompanhar hist\u00f3rias de terror e permitir que elas n\u00e3o apenas assustem, porque o bom filme de terror ou o bom livro de terror, vai al\u00e9m disso, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o susto pelo susto. Vai ter cr\u00edticas, vai ter in\u00fameras camadas de leitura que podem permitir at\u00e9 interpreta\u00e7\u00f5es culturais, sociais, econ\u00f4micas, pol\u00edticas. Ent\u00e3o, acho que o que me encanta realmente \u00e9 isso, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um susto, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o medo, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o grotesco, mas \u00e9 todo o contexto que est\u00e1 envolvido na obra.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Como \u00e9 o cen\u00e1rio do campo acad\u00eamico nesta \u00e1rea? Existem muitos pesquisadores?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Olha, o cen\u00e1rio do campo acad\u00eamico \u00e9 bastante interessante e promissor, \u00e9, inclusive, um campo que est\u00e1 crescendo. Acho muito interessante porque existem pesquisadores do g\u00eanero de terror em diversas partes do Brasil e do mundo, na verdade, mas em termos de Brasil, h\u00e1 pesquisadores de nomes importantes aqui em Pernambuco, em S\u00e3o Paulo, no Sul, em Minas Gerais, em diversos estados. \u00c9 muito curioso ir para congressos de comunica\u00e7\u00e3o, como SOCINE, INTERCOM, e encontrar uma mesa voltada para o terror. N\u00f3s estamos, inclusive, lan\u00e7ando agora uma revista acad\u00eamica voltada para o terror, que \u00e9 um desejo bastante antigo dos realizadores. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Em rela\u00e7\u00e3o ao PIBIC, voc\u00ea orienta alunos interessados no tema do cinema de terror?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os meus orientadores pesquisam comigo sobre a dire\u00e7\u00e3o de fotografia no cinema pernambucano, ilumina\u00e7\u00e3o e enquadramento, como a mise-en-sc\u00e8ne \u00e9 trabalhada\u2026 mas, n\u00e3o trabalho com cinema de terror no PIBIC, apesar de j\u00e1 ter recebido convites de alunos. Quem sabe em breve?<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. No que tange \u00e0s produ\u00e7\u00f5es audiovisuais, voc\u00ea como profissional sentiu algum impacto devido \u00e0 pandemia? <\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Olha, as produ\u00e7\u00f5es audiovisuais, dentro do que se espera da pandemia, est\u00e3o passando por um processo de adapta\u00e7\u00e3o. Existem alguns filmes que surgiram durante esse processo, o meu livro surgiu durante esse processo, eu escrevi durante a pandemia, quase como uma terapia, e a\u00ed voc\u00ea come\u00e7a a identificar narrativas, filmes como <strong><em>Host<\/em><\/strong> que foi todo gravado dentro do que seria um ambiente de uma sala de aula virtual, como um Google Meet. Acho que acaba sendo muito mais importante do que adaptar o formato, mas perceber o tipo de constru\u00e7\u00e3o de medo que come\u00e7a a ser trabalhado. Estamos tendo uma experi\u00eancia que dialoga, acima de tudo, com medo; \u00e9 o medo do v\u00edrus, o medo da perda, o medo do medo do cont\u00e1gio. S\u00e3o medos que o cinema de terror j\u00e1 trabalha desde que ele existe, ent\u00e3o acho essa tem\u00e1tica vai ser ainda mais intensificada, j\u00e1 est\u00e1 sendo mais intensificada e talvez at\u00e9 trabalhar com alguns filmes que lidem com um terror mais voltado para uma quest\u00e3o dram\u00e1tica dentro dessa nossa realidade, o que est\u00e1 bastante pr\u00f3ximo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Estrada Amarela: novo livro de do professor Filipe Falc\u00e3o O sert\u00e3o pernambucano como cen\u00e1rio de um conto de terror. Por: Let\u00edcia Sarinho O professor Filipe Falc\u00e3o lan\u00e7ou na \u00faltima quinta-feira (03) seu primeiro livro de contos, intitulado \u201cA Estrada Amarela\u201d, pela editora Estronho. 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