{"id":1722,"date":"2016-03-29T11:20:59","date_gmt":"2016-03-29T14:20:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/jornalismo\/?p=1722"},"modified":"2016-03-29T11:20:59","modified_gmt":"2016-03-29T14:20:59","slug":"imprensa-e-estado-democratico-de-direito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/imprensa-e-estado-democratico-de-direito\/","title":{"rendered":"Imprensa e Estado Democr\u00e1tico de Direito"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Daniel Fran\u00e7a<\/strong><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/IMG_1042-1024x765.jpg?resize=614%2C459\" alt=\"IMG_1042\" width=\"614\" height=\"459\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fotos: Daniel Fran\u00e7a<\/p>\n<p>O curso de Jornalismo da Cat\u00f3lica promoveu, na noite desta segunda-feira (28), um debate sobre a Imprensa no Estado Democr\u00e1tico de Direito. O evento aconteceu no audit\u00f3rio G1 e teve como debatedores o cientista pol\u00edtico e professor do curso de Direito da Cat\u00f3lica, Jos\u00e9 M\u00e1rio Wanderley; e os jornalistas La\u00e9rcio Portela, editor da\u00a0<a href=\"http:\/\/marcozero.org\/guia-pratico-do-odio-como-o-pseudojornalismo-da-grande-midia-nos-trouxe-ate-aqui\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marco Zero Conte\u00fado<\/a>; e M\u00e1rcio Didier, que assina o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.folhape.com.br\/blogdafolha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog da Folha<\/a>, veiculado\u00a0no portal do jornal Folha de Pernambuco. A media\u00e7\u00e3o foi da professora de Jornalismo da Unicap e presidente da Comiss\u00e3o de \u00c9tica do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco Andr\u00e9a Trigueiro.<\/p>\n<p>O primeiro a falar foi o professor Jos\u00e9 M\u00e1rio. Ele explicou como funciona o Estado Democr\u00e1tico de Direito. \u201c\u00c9 o arcabou\u00e7o, o desenho institucional das regras do jogo. Ele serve para colocarmos limites para a nossa autoprote\u00e7\u00e3o. S\u00e3o as garantias de que as maiorias futuras n\u00e3o desfa\u00e7am as garantias constru\u00eddas pelas maiorias atuais\u201d.<img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/IMG_1034-300x224.jpg?resize=300%2C224\" alt=\"IMG_1034\" width=\"300\" height=\"224\" \/>O doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica pela Universidade Federal de Pernambuco defendeu um maior aprofundamento da discuss\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre m\u00eddia e as institui\u00e7\u00f5es. \u201cO papel de algumas institui\u00e7\u00f5es est\u00e1 em xeque porque elas est\u00e3o cada vez mais midi\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>Quem tamb\u00e9m demonstrou posicionamento cr\u00edtico quanto \u00e0 postura da m\u00eddia diante da atual conjuntura do Brasil foi M\u00e1rcio Didier. Com mais de 20 anos de experi\u00eancia em jornalismo pol\u00edtico, ele destacou a responsabilidade do profissional que lida com este tipo de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO jornalista est\u00e1 trabalhando com pessoas, vidas e tem que ter responsabilidade. Eu acredito que as institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o funcionando, mas h\u00e1 uma n\u00edtida diferencia\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o na cobertura dos atos pr\u00f3 e contra o impeachment. Voc\u00ea n\u00e3o consegue captar o povo falando\u201d.<br \/>\nO tom cr\u00edtico\u00a0em torno de como a m\u00eddia vem lidando com o momento pol\u00edtico do Pa\u00eds tamb\u00e9m norteou a explana\u00e7\u00e3o de La\u00e9rcio Portela. \u201cFora das universidades, o jornalismo n\u00e3o \u00e9 discutido. Jornalista discute economia, pol\u00edtica, qualquer outro assunto menos jornalismo\u201d.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Portela, esse clima de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 resultado de um processo que vem sendo constru\u00eddo h\u00e1 muito tempo. \u201cO n\u00edvel de radicaliza\u00e7\u00e3o foi plantado, moldado e organizado nas reda\u00e7\u00f5es de r\u00e1dios, TV\u00b4s e jornais ao longo dos \u00faltimos dez, quinze anos. A m\u00eddia \u00e9 part\u00edcipe desse processo\u201d.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o jornalista, em alguns ve\u00edculos h\u00e1 uma predomin\u00e2ncia\u00a0da\u00a0opini\u00e3o sobre a informa\u00e7\u00e3o. \u201cH\u00e1 um pensamento \u00fanico na m\u00eddia. N\u00e3o h\u00e1 pluralidade. Com dois pesos e duas medidas vai parecer que somente uns s\u00e3o bandidos e outros n\u00e3o\u201d, disse ele ao se referir aos posicionamentos editoriais pr\u00f3-impeachment. \u201cOs princ\u00edpios jornal\u00edsticos s\u00e3o rasgados diariamente, mas somente agora est\u00e1 saltando os olhos\u201d, complementou.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/IMG_1037-300x224.jpg?resize=300%2C224\" alt=\"IMG_1037\" width=\"300\" height=\"224\" \/>Portela tamb\u00e9m criticou a forma como a m\u00eddia vem apurando os fatos. \u201cOs ve\u00edculos est\u00e3o limitados a reproduzir o que est\u00e1 nos autos. Mas isso \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a. O jornalismo tem que ir al\u00e9m, tem que apurar, investigar fatos que n\u00e3o est\u00e3o nos processos. Isso tamb\u00e9m \u00e9 papel nosso. Ultimamente, s\u00f3 h\u00e1 a cobertura de senten\u00e7as. N\u00e3o cobrimos o Judici\u00e1rio, como ele funciona, que ordenamento ele d\u00e1 ao dinheiro p\u00fablico.\u201d La\u00e9rcio atuou na\u00a0comunica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Presid\u00eancia da Rep\u00fablica na Era Lula. Tamb\u00e9m trabalhou nas campanhas eleitorais de Dilma Rousseff em 2010 e 2014.<br \/>\nEm um outro momento do debate, M\u00e1rcio Didier falou sobre a dificuldade da sociedade em debater as quest\u00f5es pol\u00edticas de forma equilibrada. Ele contou que foi duramente criticado durante o programa\u00a0<em>Folha Pol\u00edtica<\/em>, veiculado na R\u00e1dio Folha de Pernambuco e do qual ele participa como entrevistador.<\/p>\n<p>\u201cCerta vez eu disse que bater panela para a Presidenta era besteira porque pra debater \u00e9 preciso ouvir at\u00e9 para poder argumentar. Foi uma enxurrada de cr\u00edticas, muitos ouvintes me acusaram de ser \u2018petralha\u2019, o que n\u00e3o \u00e9 verdade. Depois de tantos anos de jornalismo pol\u00edtico, voc\u00ea se desprende\u00a0de qualquer poss\u00edvel paix\u00e3o partid\u00e1ria\u201d.<\/p>\n<p><strong><br \/>\nIcinform \u2013\u00a0<\/strong>O evento de ontem \u00e0 noite (28) faz parte de um ciclo de debates sobre M\u00eddia e Democracia promovido pelo Instituto de Estudos de Converg\u00eancia Midi\u00e1tica e da Informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/migracao2\/?p=1712\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Icinform<\/a>). Outros dois\u00a0ser\u00e3o realizados nos pr\u00f3ximos dias 25 de abril e 30 de maio. \u201cCom este ciclo, n\u00f3s pretendemos ter um espa\u00e7o para a diversidade e pluralidade de pontos de vista para facilitar o debate e compreens\u00e3o. \u00c9 preciso discutir o papel da m\u00eddia nos desdobramentos dos fatos pol\u00edticos\u201d, disse o coordenador do curso de Jornalismo e cientista pol\u00edtico, Prof. Dr. Juliano Domingues, ao apresentar o evento.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Daniel Fran\u00e7a &nbsp; Fotos: Daniel Fran\u00e7a O curso de Jornalismo da Cat\u00f3lica promoveu, na noite desta segunda-feira (28), um debate sobre a Imprensa no Estado Democr\u00e1tico de Direito. 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