{"id":1460,"date":"2015-06-16T15:39:24","date_gmt":"2015-06-16T18:39:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/jornalismo\/?p=1460"},"modified":"2015-06-16T15:39:24","modified_gmt":"2015-06-16T18:39:24","slug":"site-de-jornalismo-independente-sera-lancado-no-recife","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/jornalismo\/site-de-jornalismo-independente-sera-lancado-no-recife\/","title":{"rendered":"Site de jornalismo independente \u00e9 lan\u00e7ado no Recife"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>Marco Zero Conte\u00fado, que entra no ar nesta ter\u00e7a-feira, aposta em reportagens aprofundadas e de interesse p\u00fablico. Projeto conta com professores de Jornalismo da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Vem do Recife o mais novo projeto de jornalismo independente e sem fins lucrativos. A partir desta ter\u00e7a-feira, dia 16, entra no ar o site da Marco Zero Conte\u00fado (marcozero.org) \u2013 um coletivo de profissionais de comunica\u00e7\u00e3o que aposta em reportagens aprofundadas e de interesse p\u00fablico. Produzidas e editadas por um grupo de jornalistas que procuram ver o mundo com um olhar diferenciado, as mat\u00e9rias publicadas no site poder\u00e3o ser livremente reproduzidas por qualquer ve\u00edculo, blog ou pessoa em suas redes sociais sob a licen\u00e7a <em>creative commons<\/em>. Dois professores de Jornalismo da Unicap fazem parte do Marco Zero Conte\u00fado: Luiz Carlos Pinto e Carolina Monteiro. Samarone Lima, tamb\u00e9m integrante do projeto, \u00e9 ex-professor da Cat\u00f3lica.<\/p>\n<div id=\"attachment_1465\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/migracao2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10885481_1615541265370984_1954792833184634472_n2.jpg?ssl=1\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1465\" class=\"size-medium wp-image-1465 \" title=\"10885481_1615541265370984_1954792833184634472_n\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/migracao2\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10885481_1615541265370984_1954792833184634472_n2-300x219.jpg?resize=300%2C219&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"219\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10885481_1615541265370984_1954792833184634472_n2.jpg?resize=300%2C219&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10885481_1615541265370984_1954792833184634472_n2.jpg?resize=480%2C351&amp;ssl=1 480w, https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/jornalismo\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/10885481_1615541265370984_1954792833184634472_n2.jpg?w=763&amp;ssl=1 763w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-1465\" class=\"wp-caption-text\">Equipe Marco Zero: Lula Pinto, La\u00e9rcio Portela, Carolina Monteiro, Samarone Lima, In\u00eas Campelo, S\u00e9rgio Miguel e In\u00e1cio Fran\u00e7a.<\/p><\/div>\n<p>Para manter a independ\u00eancia, a Marco Zero optou por n\u00e3o receber patroc\u00ednios de governos, empresas p\u00fablicas ou privadas. \u201cNossa sobreviv\u00eancia depende da colabora\u00e7\u00e3o e doa\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias dos leitores. Mas tamb\u00e9m iremos buscar parcerias com algumas funda\u00e7\u00f5es e organismos internacionais que estejam de acordo com os princ\u00edpios de nossa pol\u00edtica editorial, al\u00e9m de realizar cursos, semin\u00e1rios e prestar consultorias. Tamb\u00e9m iremos manter em nosso site uma loja virtual onde venderemos produtos com nossa marca\u201d, explica S\u00e9rgio Miguel Buarque, um dos fundadores da ag\u00eancia, ressaltando a import\u00e2ncia de diversificar as fontes de recursos. O corpo editorial da Marco Zero tamb\u00e9m oferecer\u00e1 cursos, capacita\u00e7\u00f5es e consultorias em diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da Marco Zero come\u00e7a publicamente nesta ter\u00e7a, com a entrada do site no ar. Mas o projeto vem sendo trabalhado h\u00e1 mais de um ano, quando um grupo de jornalistas, todos com passagens pela chamada grande imprensa, se juntou com a ideia de fazer \u201calgo diferente\u201d. Algo que resgatasse o prazer de escrever e que tamb\u00e9m ocupasse o espa\u00e7o deixado pela m\u00eddia tradicional, mergulhada em uma cr\u00f4nica crise financeira, cada vez mais dependente e comprometida com os interesses dos anunciantes p\u00fablicos e privados. \u201cN\u00f3s sent\u00edamos que alguma coisa precisava ser feita diferente do que era feito pela m\u00eddia tradicional. Mas o qu\u00ea? Debatemos muito, pesquisamos. E, nesse sentido, a P\u00fablica foi uma inspira\u00e7\u00e3o, um modelo e um ponto de partida\u201d, lembra S\u00e9rgio.<\/p>\n<p>Mas, apesar da influ\u00eancia de experi\u00eancias bem-sucedidas, a Marco Zero nasce com personalidade pr\u00f3pria. Para o jornalista Luiz Carlos Pinto, \u201ca Marco Zero \u00e9 produto do caldo que fermenta no Recife. Surgimos em um momento muito rico, onde est\u00e1 acontecendo uma empolgante luta entre modelos urban\u00edsticos distintos, que tem como epicentro o Cais Jos\u00e9 Estelita e o projeto \u201cNovo\u201d Recife.\u201d<br \/>\nJunto com o site, a Marco Zero j\u00e1 traz ao p\u00fablico quatro cursos para os meses de julho e agosto. Segundo a jornalista Carol Monteiro, \u201cal\u00e9m de ser uma fonte de recursos para ajudar a manter a ag\u00eancia, os cursos s\u00e3o uma forma de colaborar com a difus\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de jornalismo e tamb\u00e9m de aproximar mais pessoas do projeto\u201d.<\/p>\n<p><strong>Site<\/strong>: marcozero.org \/\/ <strong>Facebook<\/strong>: facebook.com\/mzconteudo \/\/<br \/>\n<strong>Twitter<\/strong>: @mzconteudo \/\/ <strong>Email<\/strong>: marcozero@marcozero.org<\/p>\n<p><em>Temos um v\u00eddeo de divulga\u00e7\u00e3o no ar, no endere\u00e7o<\/em>: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DJg_HTiZ_2g<\/p>\n<p>Para incorporar em sites, o embed \u00e9:<br \/>\n&lt;iframe width=&#8221;560&#8243; height=&#8221;315&#8243; src=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DJg_HTiZ_2g&#8221; frameborder=&#8221;0&#8243; allowfullscreen&gt;&lt;\/iframe&gt;<\/p>\n<p><strong>O contexto<\/strong><br \/>\nQuinhentos e setenta e cinco anos depois de Johannes Gutenberg inventar a prensa tipogr\u00e1fica e imprimir uma mudan\u00e7a radical na maneira como o mundo se comunicava, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos recentes colocaram em curso uma nova revolu\u00e7\u00e3o que est\u00e1 afetando a forma como as pessoas se relacionam, pensam, agem e, claro, consomem not\u00edcias.<\/p>\n<p>No olho desse furac\u00e3o de transforma\u00e7\u00f5es, a ind\u00fastria jornal\u00edstica, como foi desenvolvida nestes quase 600 anos, vem passando por uma grave crise. Os complexos problemas afetam profundamente o modelo de neg\u00f3cio, baseado na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, comercializa\u00e7\u00e3o de publicidade, venda de assinaturas e, principalmente, na distribui\u00e7\u00e3o do produto.<\/p>\n<p>O monop\u00f3lio da distribui\u00e7\u00e3o, que pertencia \u00e0 uma chamada ind\u00fastria jornal\u00edstica, mudou. A informa\u00e7\u00e3o agora pode ser produzida e distribu\u00edda pelas m\u00e3os de qualquer um. Com isso, a era industrial do jornalismo est\u00e1 terminando. Para alguns, at\u00e9 j\u00e1 acabou&#8230;<\/p>\n<p>Mas o jornalismo n\u00e3o!<\/p>\n<p>Acreditamos que \u00e9 poss\u00edvel (e necess\u00e1rio) criar novas formas de se fazer jornalismo \u2013 sustent\u00e1vel, independente e de qualidade \u2013 para que a imprensa retome sua fun\u00e7\u00e3o social de chamar a aten\u00e7\u00e3o para as injusti\u00e7as, cobrar dos pol\u00edticos e empresas as promessas e obriga\u00e7\u00f5es assumidas, expor a corrup\u00e7\u00e3o, informar cidad\u00e3os e consumidores, ajudar a organizar a opini\u00e3o p\u00fablica, elucidar temas complexos, esclarecer diverg\u00eancias e contar boas hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>S\u00f3 que esse jornalismo n\u00e3o est\u00e1 mais nas reda\u00e7\u00f5es dos ve\u00edculos tradicionais. O caminho para jornalismo sustent\u00e1vel, independente e de qualidade passa por fora do que chamamos de grande imprensa. \u00c9 neste contexto que surge a Marco Zero Conte\u00fado, uma ag\u00eancia de jornalismo independente, que aposta em mat\u00e9rias aprofundadas e de interesse p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>No que a Marco Zero Conte\u00fado acredita<\/strong><br \/>\n(Bases para uma pol\u00edtica editorial cidad\u00e3)<\/p>\n<p><strong>No jornalismo<\/strong><br \/>\nPara a Marco Zero, o jornalismo deve chamar a aten\u00e7\u00e3o para as injusti\u00e7as, cobrar dos pol\u00edticos e empresas as promessas e obriga\u00e7\u00f5es assumidas, expor a corrup\u00e7\u00e3o, informar cidad\u00e3os e consumidores, ajudar a organizar a opini\u00e3o p\u00fablica, elucidar temas complexos e esclarecer diverg\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>No leitor<\/strong><br \/>\nO ponto central da pol\u00edtica editorial da Marco Zero Conte\u00fado s\u00e3o as pessoas. Todo jornalista, ao fazer uma reportagem para a ag\u00eancia, deve se perguntar em que e como o assunto em pauta interfere na vida da popula\u00e7\u00e3o. A Marco Zero faz um jornalismo para as pessoas, interagindo com elas o m\u00e1ximo poss\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Na \u00e9tica<\/strong><br \/>\nA Marco Zero Conte\u00fado norteia sua conduta pela \u00e9tica. Tratamos as fontes com respeito, agindo com honestidade e transpar\u00eancia na busca pelas informa\u00e7\u00f5es. A Marco Zero acredita que os fins n\u00e3o justificam os meios. Priorizamos a vida e a seguran\u00e7a das nossas fontes e personagens acima de qualquer coisa. Inclusive das reportagens.<\/p>\n<p><strong>Na qualidade<\/strong><br \/>\nUm bom texto \u00e9 quest\u00e3o fundamental para a Marco Zero Conte\u00fado. E um bom texto implica no uso correto do idioma, no estilo atraente, na apura\u00e7\u00e3o precisa das informa\u00e7\u00f5es e na verdade dos fatos narrados. Buscamos tamb\u00e9m a qualidade na apresenta\u00e7\u00e3o das reportagens.<\/p>\n<p><strong>Na cidadania<\/strong><br \/>\nPraticamos um jornalismo cidad\u00e3o, comprometido com a defesa dos interesses da popula\u00e7\u00e3o e na melhoria de vida das pessoas.<\/p>\n<p><strong>Nos Direitos Humanos<\/strong><br \/>\nNossa conduta e nossas reportagens respeitam e promovem os direitos humanos fundamentais, a igualdade de direitos entre todos, a dignidade e o valor das pessoas.<\/p>\n<p><strong>No coletivo<\/strong><br \/>\nPara a Marco Zero Conte\u00fado, o conhecimento \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o coletiva. O pensamento existe a partir de um contexto hist\u00f3rico e social. Nossas reportagens resultam, direta ou indiretamente, do esfor\u00e7o, das experi\u00eancias e da colabora\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias mentes. Por isso, nossa produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente para o uso de qualquer pessoa, institui\u00e7\u00e3o ou empresa.<\/p>\n<p><strong>Na coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA Marco Zero se compromete a compartilhar suas experi\u00eancias, aprendizados, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas com o objetivo de colaborar com o desenvolvimento do ecossistema da informa\u00e7\u00e3o. Da mesma forma, defende que o financiamento de reportagens independentes e de qualidade deve ser feito de forma coletiva, atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es dos leitores, sociedade civil organizada e organismos internacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: Marco Zero Conte\u00fado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marco Zero Conte\u00fado, que entra no ar nesta ter\u00e7a-feira, aposta em reportagens aprofundadas e de interesse p\u00fablico. Projeto conta com professores de Jornalismo da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco. 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