{"id":94675,"date":"2020-08-03T17:54:08","date_gmt":"2020-08-03T20:54:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=94675"},"modified":"2020-08-03T17:54:08","modified_gmt":"2020-08-03T20:54:08","slug":"professor-do-curso-de-historia-publica-artigo-em-livro-sobre-brasil-do-seculo-xix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/professor-do-curso-de-historia-publica-artigo-em-livro-sobre-brasil-do-seculo-xix\/","title":{"rendered":"Professor do curso de Hist\u00f3ria publica artigo em livro sobre Brasil do s\u00e9culo XIX"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Por Ana Lu\u00edza Duarte de Macedo &#8211; estagi\u00e1ria de Jornalismo\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O professor do curso de Hist\u00f3ria, Paulo Cadena, assina artigo publicado no livro Pol\u00edtica e Sociedade no Brasil Oitocentista. A obra re\u00fane textos de pesquisadores de universidades de todo o pa\u00eds.\u00a0A obra traz um debate sobre quest\u00f5es relacionadas \u00e0s interfaces entre o poder, culturas pol\u00edticas e sociedade, a partir de perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas que focalizam as rupturas, as perman\u00eancias, as simultaneidades, os antagonismos e as ambival\u00eancias historicamente tecidas nas m\u00faltiplas formas de rela\u00e7\u00f5es sociais entre as elites, as camadas populares no Brasil durante o s\u00e9culo XIX, nas mais diversas dimens\u00f5es de envolvimentos do poder e seus reflexos na sociedade e a economia.<\/p>\n<p>A proposta tem por objetivo analisar a maneira pela qual ocorre a inser\u00e7\u00e3o da esfera micro na dimens\u00e3o macro, as atualiza\u00e7\u00f5es e ressignifica\u00e7\u00f5es do local e do regional diante das injun\u00e7\u00f5es produzidas pela din\u00e2mica do global, como tamb\u00e9m apreender os processos e as tramas que singularizam as hist\u00f3rias do local e regional, e o espa\u00e7o de negocia\u00e7\u00e3o estabelecido pelos seus atores sociais institu\u00eddos nacionalmente.<\/p>\n<p>\u201cCada cap\u00edtulo \u00e9 redigido por um professor de estado diferente. Quem se aproxima mais, na quest\u00e3o do espa\u00e7o, somos Suzana Cavani, Manoel Nunes e eu. Mesmo assim, cada um de uma universidade diferente. Temos pessoas de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Piau\u00ed, Cear\u00e1, Para\u00edba. Esse \u00e9 o maior diferencial do nosso livro: abarca as mais diversas prov\u00edncias dispersas no Brasil dos Oitocentos,\u201d pontua o professor.<\/p>\n<p>Intitulado\u00a0<strong><em>Dois \u201cvelhos companheiros\u201d das Cortes de Lisboa: os pedidos de favor do padre Jos\u00e9 Martiniano de Alencar a Pedro de Ara\u00fajo Lima (Marqu\u00eas de Olinda)<\/em><\/strong><em>,<\/em> o artigo se debru\u00e7a na an\u00e1lise de uma carta que o professor encontrou no Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro (IHGB), no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um documento in\u00e9dito, onde o padre Jos\u00e9 de Alencar, pai do romancista Jos\u00e9 de Alencar, pede um favor ao Marqu\u00eas de Olinda. Como a carta n\u00e3o poderia mais ser vista, pelo estado em que est\u00e1, desgastada pelo tempo, encontrei a oportunidade de public\u00e1-la, na \u00edntegra, dentro de um estudo maior sobre as rela\u00e7\u00f5es do Marqu\u00eas de Olinda, que era pernambucano, com a pol\u00edtica. Como a minha pesquisa, na Unicap, envolve a pol\u00edtica e o tr\u00e1fico de escravizados para o Brasil, a publica\u00e7\u00e3o \u00e9 parte dos resultados que devem ser obtidos\u201d, explica o professor a\u00a0partir das cartas trocadas entre esses pol\u00edticos e invent\u00e1rios <em>post-mortem<\/em>, acondicionados no Instituto Arqueol\u00f3gico, Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Pernambucano (IAHGP).<\/p>\n<p>Hoje, trabalham com o professor quatro alunos do Programa Institcional de Bolsas de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (Pibic). \u201c Os alunos garimpam nomes em listas de d\u00edvidas que aparecem nos invent\u00e1rios. Muitas das vezes, conseguimos encontrar cartas trocadas entre esses sujeitos que trabalham em perspectiva atl\u00e2ntica\u201d, completa Paulo Cadena.<\/p>\n<p>O historiador ainda ressalta que sua &#8220;maior inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 o professor Marcus Joaquim Maciel de Carvalho, um dos maiores pesquisadores da escravid\u00e3o, na atualidade. Foi meu orientador de mestrado e doutorado. Um investigador com uma sensibilidade incr\u00edvel para perceber os rastros deixados nos documentos. Ele \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o para muitos dos jovens estudantes que temos em forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Hist\u00f3ria. Al\u00e9m de grande historiador, \u00e9 excelente escritor.\u201d<\/p>\n<p>O pesquisador Paulo Cadena tem outras publica\u00e7\u00f5es como o livro <em><strong>Ou h\u00e1 de ser Cavalcanti, ou h\u00e1 de ser Cavalgado &#8211; trajet\u00f3rias pol\u00edticas dos Cavalcanti de Albuquerque. Pernambuco, 1801 &#8211; 1844<\/strong><\/em>. Depois, sa\u00edram outros artigos, sendo um deles publicado junto com Marcus Carvalho intitulado <em><strong>A pol\u00edtica como &#8216;arte de matar a vergonha&#8217;: o desembarque de Sirinha\u00e9m em 1855 e os \u00faltimos anos do tr\u00e1fico para o Brasil<\/strong><\/em>&#8220;, lan\u00e7ado em 2019.<\/p>\n<p>O livro <em><strong>Pol\u00edtica e Sociedade no Brasil Oitocentista<\/strong><\/em> pode ser encontrado com os autores. a obra ser\u00e1 lan\u00e7ada em formato digital em breve.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Lu\u00edza Duarte de Macedo &#8211; estagi\u00e1ria de Jornalismo\u00a0 O professor do curso de Hist\u00f3ria, Paulo Cadena, assina artigo publicado no livro Pol\u00edtica e Sociedade no Brasil Oitocentista. 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