{"id":9178,"date":"2010-09-15T14:45:00","date_gmt":"2010-09-15T17:45:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=9178"},"modified":"2010-09-15T14:45:00","modified_gmt":"2010-09-15T17:45:00","slug":"pro-reitora-academica-participa-do-forum-ipeasocicom-na-fundaj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/pro-reitora-academica-participa-do-forum-ipeasocicom-na-fundaj\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3-reitora Acad\u00eamica participa do F\u00f3rum Ipea\/Socicom na Fundaj"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-9180\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9180\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-9180\" title=\"DSC09378\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09378-e1284558432755-300x245.jpg?resize=300%2C245&#038;ssl=1\" alt=\"Fotos: Ascom Fundaj\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>A Pr\u00f3-reitora Acad\u00eamica da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, Aline Grego, participou sexta-feira (10), na Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco, do F\u00f3rum Panorama Brasileiro das Ind\u00fastrias Criativas da Era Anal\u00f3gica\u00a0\u00e0 Idade Digital, uma promo\u00e7\u00e3o conjunta do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea); Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Associa\u00e7\u00f5es de Comunica\u00e7\u00e3o (Socicom) e Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9183\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9183\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-9183\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9183\"><\/a><a rel=\"attachment wp-att-9183\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9183\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-9183\" title=\"DSC09300\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09300.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>A mesa da sess\u00e3o de abertura foi composta pelo assessor-chefe de Comunica\u00e7\u00e3o do Ipea, Daniel Castro; pelo presidente da (Socicom), Jos\u00e9 Marques de Melo; e pelo chefe da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco, Marcelo M\u00e1rio Mello, na ocasi\u00e3o representando o presidente da Fundaj, Fernando Lyra.<\/p>\n<p>Marcelo Mello deu as boas-vindas aos presentes, em nome do presidente da Fundaj, ausente por motivo de sa\u00fade. Ele louvou a possibilidade desse evento na medida em que a Funda\u00e7\u00e3o Joaquim Nabuco j\u00e1 tem uma hist\u00f3ria de colocar como objeto dos seus semin\u00e1rios, dos seus trabalhos a quest\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o. A exemplo do semin\u00e1rio sobre a imprensa brasileira que vai gerar um livro, inclusive.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>J\u00e1 \u00e9 a segunda oportunidade de trabalho junto com o Ipea, que realizou aqui o curso de economia para jornalistas e tamb\u00e9m a oportunidade de trabalhar, de nos aproximarmos da Intercom &#8211; Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunica\u00e7\u00e3o, que realizar\u00e1 seu encontro anual aqui na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, em 2011. A Funda\u00e7\u00e3o vai se integrar no Intercom.<\/p>\n<p>\u201cAs necessidades comunicativas da popula\u00e7\u00e3o, do ponto de vista da cidadania e da democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o, mesmo antes do desenvolvimento das novas t\u00e9cnicas das ind\u00fastrias criativas, j\u00e1 colocam um desafio. Um desafio pedag\u00f3gico tamb\u00e9m, tem o desafio profissional. Ent\u00e3o, s\u00e3o v\u00e1rios desafios que s\u00e3o colocados pelo desenvolvimento das comunica\u00e7\u00f5es. A gente colabora em todos os sentidos, na dimens\u00e3o pedag\u00f3gica, da cidadania e a dimens\u00e3o t\u00e9cnica profissional. O cruzamento desses conhecimentos todos, sem d\u00favida, vai colaborar para o aprimoramento dessa \u00e1rea importante na vida social.\u201d Com essas palavras Marcelo Mello deu as boas-vindas aos participantes do F\u00f3rum.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9188\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9188\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9188\" title=\"DSC09302\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09302.jpg?resize=150%2C150&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>O assessor-chefe de Comunica\u00e7\u00e3o do Ipea, Daniel Castro, representando o presidente do Ipea pontuou o fato hist\u00f3rico que o Ipea est\u00e1 completando 46 anos e nunca fez nada de f\u00f4lego na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o. O Ipea tem estudos de ponta na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o essa parceria com o Socicom, por meio do professor Jos\u00e9 Marques de Melo e de todas as pessoas envolvidas, que n\u00e3o s\u00e3o poucas. O Ipea acabou de fazer uma chamada p\u00fablica para tornar poss\u00edvel a publica\u00e7\u00e3o do Panorama Brasileiro da Comunica\u00e7\u00e3o, que deve ser lan\u00e7ado nacionalmente em novembro e internacionalmente dia 1\u00ba de dezembro. \u00c9 a primeira vez que o Ipea faz algo neste sentido, com o valor financeiro relevante, com envolvimento tamb\u00e9m relevante e com participa\u00e7\u00e3o de gente importante da \u00e1rea econ\u00f4mica do Ipea\u00a0e da Socicom.<\/p>\n<p>\u201cEnt\u00e3o \u00e9 desse aspecto que a gente abre o primeiro F\u00f3rum, ser\u00e3o quatro, e eles seguir\u00e3o as quatro \u00e1reas dessa publica\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o todos voc\u00eas que est\u00e3o aqui far\u00e3o parte dessa publica\u00e7\u00e3o, porque a gente vai registrar esse debate tamb\u00e9m nela e a participa\u00e7\u00e3o de voc\u00eas \u00e9 fundamental. Teremos um bom debate pela frente. O pr\u00f3ximo vai ser em S\u00e3o Paulo, depois Rio de Janeiro e tamb\u00e9m Bras\u00edlia. Por fim, quero registrar que o estado de Pernambuco tem uma primazia na \u00e1rea intelectual jornal\u00edstica e tem uma grande contribui\u00e7\u00e3o neste pa\u00eds, por meio de grandes jornalistas que aqui nasceram e por aqui passaram. Ent\u00e3o estamos no lugar ideal e com as pessoas certas para fazer esse debate\u201d, explicou Daniel Castro.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9189\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9189\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9189\" title=\"DSC09314\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09314.jpg?resize=150%2C150&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>O presidente da Socicom, Jos\u00e9 Marques de Melo, come\u00e7ou explicando o que significa a sigla da entidade. \u00c9 a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Associa\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas e Sociedades Acad\u00eamicas de Comunica\u00e7\u00e3o. Uma tentativa de organizar a \u00e1rea acad\u00eamica de comunica\u00e7\u00e3o no Brasil. Ainda segundo o professor Jos\u00e9 Marques de Melo, a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 um campo novo do sistema natural de ci\u00eancia e tecnologia, apesar de ser um dos campos mais antigos da pesquisa em ci\u00eancias humanas. A pesquisa sobre jornalismo no Brasil existe\u00a0 h\u00e1 uns 150 anos. Pernambuco tem um papel fundamental no desenvolvimento da pesquisa brasileira sobre imprensa e jornalismo e depois sobre comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA Socicom abriga hoje cerca de 15 sociedades cient\u00edficas brasileiras. N\u00f3s temos duas entidades principais que s\u00e3o a Intercom, que \u00e9 a principal entidade nacional, cujos congressos, hoje, mobilizam cerca de cinco mil pessoas e que o pr\u00f3ximo (em setembro de 2011) ser\u00e1 aqui\u00a0no Recife, comemorativo de outro evento, que\u00a0s\u00e3o os 50 anos de funda\u00e7\u00e3o do curso de Jornalismo da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco. A outra entidade maior, mas n\u00e3o t\u00e3o grande quanto a Intercom \u00e9 a Comp\u00f3s, que re\u00fane os programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o\u201d, informa Marques de Melo.<\/p>\n<p>Continuando, o presidente da Socicom disse que a \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o foi se desenvolvendo com muita intensidade e criando associa\u00e7\u00f5es de pesquisadores em cinema, jornalismo, propaganda, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, audiovisual etc. S\u00f3 que do ponto de vista de participa\u00e7\u00e3o do bolo or\u00e7ament\u00e1rio nacional, a \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o ainda vive de migalhas. \u201cO sistema cient\u00edfico brasileiro, em particular, \u00e9 marcado por algumas tradi\u00e7\u00f5es: manda quem pode, obedece quem tem ju\u00edzo. Uma m\u00e1xima nordestina que vigora tamb\u00e9m no mundo acad\u00eamico. Quem j\u00e1 est\u00e1 estabelecido, como as ci\u00eancias tradicionais que repartem o bolo or\u00e7ament\u00e1rio com muita intensidade\u201d, enfatiza Marques de Melo.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o s\u00f3 foi admitida recentemente no Sistema Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia, porque durante muitos anos ela foi um ap\u00eandice da sociologia. N\u00f3s conseguimos finalmente entrar no Sistema Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia depois de muita guerra e batalha e eu estive um pouco presente neste panorama. Para conseguir que a \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o social fosse reconhecida, eu tive que entrar no conselho deliberativo do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico), que \u00e9 quem toma essas decis\u00f5es. Foi exatamente nessa inst\u00e2ncia mais graduada que eu consegui convencer os m\u00e9dicos, engenheiros, soci\u00f3logos e historiadores que comunica\u00e7\u00e3o era uma grande \u00e1rea do conhecimento e, nesse momento, sa\u00edmos da rubrica da sociologia e entramos ent\u00e3o como comunica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que n\u00f3s somos ainda uma \u00e1rea marginal, sa\u00edmos das ci\u00eancias humanas para as ci\u00eancias sociais aplicadas. Somos uma \u00e1rea extremamente complexa, porque comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ci\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 t\u00e9cnica, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 arte. \u00c9 uma \u00e1rea do conhecimento que envolve arte, t\u00e9cnica e ci\u00eancia. A\u00a0ci\u00eancia talvez seja o fil\u00e3o menor. Como \u00e9 uma \u00e1rea completa, ela precisa ter um tratamento diferenciado. O volume de pesquisa que a gente realiza neste pa\u00eds nos d\u00e1 direito de pleitear isto. Foi com esse objetivo que n\u00f3s fundamos a Socicom\u201d, explicou o presidente da entidade.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 para se ter uma ideia, no CNPq, n\u00f3s (\u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o) s\u00f3 temos 100 bolsas de pesquisa. O que \u00e9 um absurdo para uma \u00e1rea que tem mais de mil cursos no pa\u00eds, uma popula\u00e7\u00e3o de mais de 25 mil estudantes, por ano, e quase cinco mil professores. Por esse motivo, fizemos uma proposta de parceria entre o Socicom e o Ipea de produzirmos aqui no Brasil algo t\u00edpico de outros pa\u00edses, chamados desenvolvidos, um mapeamento da \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o do Brasil, que \u00e9 o Panorama Brasileiro de Comunica\u00e7\u00e3o\u201d, finalizou o professor Jos\u00e9 Marques de Melo.<\/p>\n<p><strong>Ind\u00fastrias Criativas: pol\u00edtica, cultura e economia<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a abertura do F\u00f3rum, foi realizada a mesa Ind\u00fastrias Criativas: pol\u00edtica, cultura e economia, coordenada pelo chefe da Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Fundaj, Marcelo Mello, e teve como expositores o presidente da Socicom, professor Jos\u00e9 Marques de Melo, e a pesquisadora da Universidade Estadual Paulista &#8211; Unesp, professora Anita Simis. O coordenador dos trabalhos passou a palavra para o pesquisador Marques de Melo desenvolver o tema \u201cInd\u00fastrias criativas: o dilema brasileiro para a integra\u00e7\u00e3o massiva popular&#8221;.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9190\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9190\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9190\" title=\"DSC09315\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09315.jpg?resize=150%2C150&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>A apresenta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou com uma conceitua\u00e7\u00e3o da sociedade midi\u00e1tica e, em seguida, uma an\u00e1lise dela no contexto brasileiro. Para Jos\u00e9 Marques de Melo, a sociedade midi\u00e1tica caracteriza-se pela preval\u00eancia das ind\u00fastrias criativas no conjunto das atividades de produ\u00e7\u00e3o dos bens simb\u00f3licos e se configuram dando sentido a sua identidade cultural. Ainda segundo Melo, o principal indicador do desenvolvimento da ind\u00fastria midi\u00e1tica \u00e9, sem d\u00favida, o fluxo dos investimentos em publicidade. Quanto maior for a capacidade dos anunciantes para comprarem espa\u00e7o nos jornais, no r\u00e1dio, na televis\u00e3o ou na internet, mais recursos ter\u00e3o os empres\u00e1rios do ramo para manter seus ve\u00edculos, gerar empregos para os jornalistas e outros profissionais e para melhorar os produtos que difundem.<\/p>\n<p>\u201cNeste \u00e2mbito, a Am\u00e9rica Latina demonstra tend\u00eancia regressiva, lamentavelmente. Apesar das recentes aplica\u00e7\u00f5es feitas no setor, o continente \u00e9 o que menos investe em publicidade neste in\u00edcio do s\u00e9culo XXI. A lideran\u00e7a \u00e9 da Am\u00e9rica do Norte, que investe 44,2% do bolo publicit\u00e1rio mundial, seguido da Europa com 27,4%, da \u00c1sia com 20,6%. Na retaguarda, encontram-se a \u00c1frica e o Oriente M\u00e9dio com 4% e a Am\u00e9rica Latina com 3,8%. A lanterninha dos investimentos publicit\u00e1rios. No panorama latino-americano, apenas o Brasil e o M\u00e9xico demonstram sinais de vitalidade. S\u00e3o os \u00fanicos pa\u00edses dessa regi\u00e3o sociocultural inclu\u00eddos no <em>Advertising<\/em> Expenditure <em>Forecasts<\/em> (previs\u00f5es de despesas publicit\u00e1rias) realizada por uma entidade alem\u00e3. A situa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 conjunturalmente confort\u00e1vel, aplicando 9,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, o Brasil figura em oitavo lugar no volume de investimentos publicit\u00e1rios, depois da China, da It\u00e1lia, da Fran\u00e7a, da Alemanha, da Inglaterra, do Jap\u00e3o e dos Estados Unidos. Mas, quando \u00e9 feita a co-rela\u00e7\u00e3o entre a verba publicit\u00e1ria e o produto nacional bruto, o Brasil pula para a segunda posi\u00e7\u00e3o, precedido t\u00e3o somente pelos Estados Unidos\u201d, esclarece Marques de Melo.<\/p>\n<p>Analisando a sociedade midi\u00e1tica no contexto brasileiro, o pesquisador disse que a distribui\u00e7\u00e3o do bolo publicit\u00e1rio \u00e9 feita de modo paradoxal, segundo diferentes meios existentes no territ\u00f3rio nacional. Enquanto a ind\u00fastria audiovisual, televis\u00e3o e r\u00e1dio, concentra 2\/3 dos recursos; a m\u00eddia impressa, jornais e revistas, absorvem 1\/5, restando uma quantia inexpressiva para os ve\u00edculos emergentes como a internet e migalhas para os bols\u00f5es marginais, chamados de \u201c<em>folkmedia<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Dando continuidade, professor Melo apresentou algumas quest\u00f5es do ponto de vista hist\u00f3rico. A polariza\u00e7\u00e3o no Brasil se deu por dois sistemas, o massivo e o popular. O desafio da intera\u00e7\u00e3o entre os dois sistemas confere singularidade \u00e0 geografia comunicacional brasileira, por causa da natureza continental e a topografia acidentada do espa\u00e7o brasileiro inibiu durante v\u00e1rios s\u00e9culos a interioriza\u00e7\u00e3o dos fluxos comunicacionais. Dessa forma, foi inevit\u00e1vel a constitui\u00e7\u00e3o de culturas regionais unificadas pelo c\u00f3digo em vista da l\u00edngua portuguesa, mas diferenciadas pelos usos de costumes locais.<\/p>\n<p>Para neutralizar os ru\u00eddos causados pelos confrontos lingu\u00edsticos entre os nativos aculturados e os portugueses, a coroa lusitana determinava, tardiamente, a obrigatoriedade da l\u00edngua portuguesa nas rela\u00e7\u00f5es sociais. Marqu\u00eas de Pombal imp\u00f5e a l\u00edngua portuguesa em territ\u00f3rio nacional. Esse processo desencadeia tens\u00f5es acarretando a produ\u00e7\u00e3o de idiomas do imp\u00e9rio que incorpora palavras ou express\u00f5es da l\u00edngua americana. O resultado \u00e9 a constitui\u00e7\u00e3o de um c\u00f3digo de comunica\u00e7\u00e3o oral empregado pelos contingentes subalternos que se distancia do c\u00f3digo utilizado pelas elites.<\/p>\n<p>\u201cO diagn\u00f3stico incide mais complexidade quando constatamos que este espa\u00e7o brasileiro, com sua natureza continental e sua geografia acidentada, inibia durante v\u00e1rios s\u00e9culos a interioriza\u00e7\u00e3o dos fluxos comunicacionais. Estes privilegiavam a via mar\u00edtima, principalmente em dire\u00e7\u00e3o da corte portuguesa. Se comunicava mais com Lisboa, Recife-Lisboa, Santos-Lisboa, Salvador-Lisboa, do que Santos com Recife, Recife com Salvador e Salvador com as outras \u00e1reas do litoral. Foi inevit\u00e1vel, portanto, a germina\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es culturais diferenciados, de regi\u00e3o para regi\u00e3o, amalgamados t\u00e3o somente pelo c\u00f3digo lingu\u00edstico imposto pelo colonizador, mas diferenciados pelos usos e costumes locais. Esse arquip\u00e9lago cultural permaneceu praticamente imut\u00e1vel at\u00e9 o s\u00e9culo XX, quando foram utilizadas as comunica\u00e7\u00f5es por via fluvial, ou constru\u00eddas as rodovias, ferrovias e desenvolvidas as aerovias. Que removeram as barreiras que obstaculizavam a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias ou de bens simb\u00f3licos\u201d, destacou Jos\u00e9 Marques.<\/p>\n<p>Ainda em sua explana\u00e7\u00e3o, o pesquisador abordou as quest\u00f5es das pol\u00edticas p\u00fablicas. Durante dois s\u00e9culos, o comportamento do estado brasileiro manteve-se opaco em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas de comunica\u00e7\u00e3o. Em termos constitucionais, a \u00fanica pol\u00edtica transparente durante o imp\u00e9rio \u00e0 rep\u00fablica foi o controle da informa\u00e7\u00e3o. A tend\u00eancia dominante pautou-se muito mais pelo esp\u00edrito depressivo do que pelo incentivo \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica. Com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, os legisladores brasileiros enfrentaram com determina\u00e7\u00e3o o desafio da sociedade midi\u00e1tica, dedicando um cap\u00edtulo exclusivo da carta magna. Sob o t\u00edtulo gen\u00e9rico da comunica\u00e7\u00e3o social, nos artigos 220 e 224 assimilam, em grande parte, as aspira\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas da sociedade civil. \u201cMas passados 20 anos ou mais, somos obrigados a constatar que poucos avan\u00e7os foram contabilizados. Se\u00a0obtivemos \u00a0garantias constitucionais para comunicar democraticamente, faltam-nos ainda instrumentos legais. Temos evidentemente uma grande conquista que merece reconhecimento. Nunca vivemos em toda nossa trajet\u00f3ria republicana conjuntura mais rica em termos de liberdade de imprensa\u201d, explica o pesquisador.<\/p>\n<p>Finalizando, professor Marques de Melo exp\u00f5e que neste momento em que o pa\u00eds demonstra pujan\u00e7a democr\u00e1tica e altivez cultural torna-se inevit\u00e1vel e inadi\u00e1vel a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas de comunica\u00e7\u00e3o contemplando as demandas do s\u00e9culo XXI.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9191\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9191\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9191\" title=\"DSC09352\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09352.jpg?resize=150%2C150&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Em seguida, o coordenador da mesa, Marcelo Mello, concedeu a palavra para a pesquisadora da Universidade Estadual Paulista &#8211; Unesp, professora Anita Simis. Ela come\u00e7ou a explana\u00e7\u00e3o dizendo que estava grata por trabalhar no projeto do Panorama Brasileiro da Comunica\u00e7\u00e3o, perspectivas do S\u00e9culo XXI. A tem\u00e1tica que a pesquisadora atua \u00e9 cinema, a parte da pol\u00edtica cinematogr\u00e1fica, abordando como o estado conectado pensa a pol\u00edtica cultural. Professora Anita falou do desmanche dessa \u00e1rea realizado pelo governo do presidente Collor.<\/p>\n<p>\u201cDesmanche esse, que significou dissolu\u00e7\u00e3o de diversos \u00f3rg\u00e3os como o Minist\u00e9rio da Cultura, que significava absurdamente apenas 10% do or\u00e7amento da Uni\u00e3o; a Funda\u00e7\u00e3o do Cinema Brasileiro que, al\u00e9m de realizar os festivais e conceder pr\u00eamios, desenvolvia pesquisa, a conserva\u00e7\u00e3o dos filmes e a forma\u00e7\u00e3o profissional; o Concine que era um \u00f3rg\u00e3o que regulamentava a atividade de cinema, desde 1936, inclusive um \u00f3rg\u00e3o que eu tive a oportunidade de fazer uma pesquisa mais aprofundada, e a Embrafilme, ag\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de filmes criada na \u00e9poca do regime militar\u201d, explicou Anita Simis.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, o cinema brasileiro de 1908 a 1913 teve uma produ\u00e7\u00e3o de 963 filmes. Neste momento, o Brasil foi um pa\u00eds produtor, entre outros. Ap\u00f3s a 1\u00aa Guerra Mundial houve a hegemonia do cinema norte-americano no mundo. Atualmente, o pa\u00eds voltou a produzir cinema, muito, por conta da persist\u00eancia dos cineastas.<\/p>\n<p>\u201cEste projeto (Panorama Brasileiro da Comunica\u00e7\u00e3o, perspectivas do S\u00e9culo XXI) \u00e9 muito importante porque n\u00f3s precisamos ter pol\u00edticas para a quest\u00e3o do audiovisual. Como no caso de um dos subprojetos, o Ind\u00fastria Criativa que traz a quest\u00e3o da converg\u00eancia da inform\u00e1tica, telecomunica\u00e7\u00f5es e entre linguagens de \u00e1udio, visual e da escrita\u201d, finalizou a professora Simis.<\/p>\n<p><strong>Panorama das Ind\u00fastrias Pioneiras: da imprensa \u00e0 radiodifus\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9192\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9192\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-9192\" title=\"DSC09373\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09373.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>A terceira mesa do F\u00f3rum Ipea\/Socicom foi coordenada pelo representante do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco, jornalista Osnaldo Morais, e teve como palestrantes a presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisadores de Hist\u00f3ria da Comunica\u00e7\u00e3o, Marialva Barbosa, e a Pr\u00f3-reitora Acad\u00eamica da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, Aline Grego.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9195\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9195\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9195\" title=\"DSC09367\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09367.jpg?resize=150%2C150&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Marialva Barbosa come\u00e7ou falando que o lugar do espa\u00e7o social e das barreiras de uma dada geografia da comunica\u00e7\u00e3o, abordada pelo professor Jos\u00e9 Marques de Melo em sua participa\u00e7\u00e3o, existe in\u00fameros \u201cpr\u00e9-conceitos\u201d hist\u00f3ricos e uma vis\u00e3o \u201cengessada\u201d dos processos comunicacionais e que s\u00e3o reproduzidos nas falas das pessoas. \u201cSe a gente considerar que tudo que do passado chega at\u00e9 o presente, apenas aquilo que \u00e9 localizado no passado. Causa tamb\u00e9m um pouco ou muito estranhamento, a forma como a gente considera, e a gente, eu estou dizendo, n\u00f3s mesmos enquanto pesquisadores, a hist\u00f3ria do nosso lugar de fala, das nossas pr\u00e1ticas comunicacionais\u2019, explica a professora Marialva.<\/p>\n<p>\u201cNoventa por cento dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o, hoje, n\u00e3o t\u00eam mais disciplina de hist\u00f3ria dos meios\u201d, explica a pesquisadora. H\u00e1 um desprezo enorme pelo lugar da hist\u00f3ria. Eu costumo dizer, e n\u00e3o \u00e9 brincadeira, talvez seja exatamente pela enorme dimens\u00e3o comunicacional da hist\u00f3ria, ou seja, a hist\u00f3ria \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o os restos do passado que chegam at\u00e9 o presente, que s\u00e3o objetos do estudo da comunica\u00e7\u00e3o e do historiador. Portanto, s\u00e3o atos comunicacionais de homens que viveram nesses tempos, que a gente pode chamar de tempos idos, que s\u00e3o objetos dos estudos do historiador. Portanto, o historiador estuda processos comunicacionais\u201d, defini a pesquisadora.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s (comunicadores), ao contr\u00e1rio, ao inv\u00e9s de visualizarmos essa perspectiva, retiramos o olhar hist\u00f3rico do nosso campo de conhecimento. A meu ju\u00edzo n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer diagn\u00f3stico, panorama de nada, se a gente n\u00e3o tem a perspectiva da especificidade da nossa pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o, de uma especificidade que se constr\u00f3i na longu\u00edssima dura\u00e7\u00e3o\u201d, contrap\u00f5e Marialva.<\/p>\n<p>Sobre o panorama das ind\u00fastrias pioneiras, a palestrante chamou a aten\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o do pioneirismo. \u00c9 preciso demarcar o ponto zero da hist\u00f3ria, um ponto emblem\u00e1tico, que se sobressaia aos demais, para se contar uma hist\u00f3ria. Quando se fala das ind\u00fastrias pioneiras, dos meios impressos, se fala de um mundo da oralidade, que se est\u00e1 imerso e que muitos t\u00eam vergonha e pr\u00e9-conceito por admitir que todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o do Brasil foram constru\u00eddos neste lugar da oralidade.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 falar dos sistemas de comunica\u00e7\u00e3o num longo processo em que estas trocas se constitu\u00edam por ouvir dizer, por correr l\u00e9guas como se dizia no Brasil de 1808 e que voc\u00ea tinha um complexo sistema de comunica\u00e7\u00e3o instalado quando aqui se instalou, primeiramente, a Gazeta do Rio de Janeiro e, logo, nos anos que se seguiram a explos\u00e3o da imprensa, j\u00e1 h\u00e1 imprensa no estado de Pernambuco. Em que voc\u00ea tem trocas complexas entre esses atores que circulam na sociedade e que constitui n\u00e3o um sistema primitivo de comunica\u00e7\u00e3o, mas um sistema altamente sofisticado de comunica\u00e7\u00e3o j\u00e1 nesses primeiros tempos. A instaura\u00e7\u00e3o da palavra impressa n\u00e3o significa a morte dos outros modos de comunica\u00e7\u00e3o\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Para concluir, Marialva Barbosa falou que ao contr\u00e1rio do que muitos pensam sobre escravos analfabetos por meio de uma pesquisa que ela gosta muito e acabou de mandar para o CNPq, sobre os escravos letrados do s\u00e9culo XIV. A pesquisa mostra que muitas das afirma\u00e7\u00f5es da hist\u00f3ria s\u00e3o quest\u00f5es de preconceito. N\u00e3o reconhecer os escravos como sujeitos da sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria. \u201cEles eram analfabetos, continuavam analfabetos, mas eram leitores de segunda natureza, leitores de terceira natureza, leitores de quarta natureza e dominavam os c\u00f3digos letrados. Eu vou apresentar uma poesia de Gungo Moquiche, escravo brasileiro do s\u00e9culo XIV, que escreveu Minerva Navio Negreiro\u201d, finaliza.<\/p>\n<p><strong>Minerva Navio Negreiro<\/strong><\/p>\n<p><em>Agora sinh\u00f4 baranco<\/em><em><br \/>\nQ\u2019outro galo j\u00e1 canto,<\/em><em><br \/>\nSumc\u00ea passa p\u2019ra trazi<br \/>\n-Eu p\u2019ra flente vou !<\/em><\/p>\n<p><em>Pois, sumc\u00e9 lisencioso<br \/>\nDo serebi\u00e7o do \u00a0ti\u00e7\u00e3o,<br \/>\nAcha bom, acha gossitoso<\/em><em><br \/>\nAmburi a cravid\u00e3o ?! &#8230;<\/em><\/p>\n<p><em>Pringaceza redemt\u00f4ra<br \/>\nTem que d\u00e1 seu rhug\u00e1,<br \/>\nA `\u00a0 princesa dictad\u00f4ra<\/em><em><br \/>\nM\u00e3i Maria do tund\u00e1 <\/em><\/p>\n<p><em>Pai Manu\u00e9 \u2013 imperand\u00f4<br \/>\nM\u00e3i Maria Peratrizi,<br \/>\nO Du\u00e3o ser\u00e1 dout\u00f4<br \/>\nE mana Eva baxatrizi.<\/em><\/p>\n<p><em>Victo, que \u00e9 fahapo<br \/>\nPode s\u00ea inbaixand\u00f4:<br \/>\nPedro tem consurhado<br \/>\nE \u00e9 Jorge senhand\u00f4 !<\/em><\/p>\n<p><em>Pois, sumc\u00ea licencioso<br \/>\nDa famia do ti\u00e7\u00e3o &#8230;<br \/>\nDirheitinho, abre z\u00f3io<br \/>\nP\u2019ra n\u00e3o leva bofet\u00e3o ?! <\/em><\/p>\n<p><em>Dando cumplimento di \u00f3ridi de maior\u00e1 , mand\u00f4 primi berrhi\u00e7o que sit\u00e1 crito ni quaqu\u00ea com bl\u00e9ma di nabio qui\u00a0 nosso transipot\u00f4 para t\u00e8ra di baranco, onde nosso ficou si cravo at\u00e9 13 di Maio\u00a0 do 1888. Acaay-acay amollorum. Chuta di Zambezy, 3 di Marhi\u00e7o do anno di centenaio di Bassitia di 1889 \u2013 Libredade \u2013 <\/em><\/p>\n<p>Gungo Moquiche, zi crivinhand\u00f4.<\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-9196\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=9196\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-9196\" title=\"DSC09366\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/09\/DSC09366.jpg?resize=150%2C150&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Dando continuidade\u00a0\u00e0 terceira mesa do F\u00f3rum Ipea\/Socicom, a pesquisadora e Pr\u00f3-reitora Acad\u00eamica da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, Aline Grego, apresentou o tema Hist\u00f3ria da Televis\u00e3o em Pernambuco. Antes de introduzir o tema, a professora Aline Grego comentou que ficava muito a vontade com as coloca\u00e7\u00f5es da professora Marialva Barbosa e, antes do professor Jos\u00e9 Marques, do pr\u00f3prio Marcelo e Anita, porque n\u00f3s estamos num estado onde a produ\u00e7\u00e3o, o pioneirismo, a imprensa, a produ\u00e7\u00e3o audiovisual, sempre teve espa\u00e7o. E mesmo estando em \u201carquip\u00e9lagos culturais\u201d, termo utilizado por Jos\u00e9 Marques, o estado de Pernambuco, de alguma forma, tentou resistir e produzir cultura, seja impressa, oralmente e virtualmente.<\/p>\n<p>\u201cQuando Anita fala de cinema, a gente tem o Ciclo do Recife, importante no in\u00edcio do s\u00e9culo XX; temos outro momento importante da cinematografia que \u00e9 o Super 8 e temos agora uma participa\u00e7\u00e3o bastante significativa da retomada do cinema brasileiro. Ent\u00e3o, esse \u00e9 um estado que respira, digamos assim, a produ\u00e7\u00e3o audiovisual. Apesar de termos entrado tardiamente na televis\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p>Aline Grego comentou sobre a fala da Marialva, quando disse que \u201cNoventa por cento dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o em comunica\u00e7\u00e3o, hoje, n\u00e3o t\u00eam mais disciplina de hist\u00f3ria dos meios\u201d. E disse que fica muito orgulhosa porque o curso da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco h\u00e1 os estudos de hist\u00f3ria, por meio da disciplina Hist\u00f3ria da Comunica\u00e7\u00e3o, e dentro das disciplinas de R\u00e1dio e TV, a hist\u00f3ria do R\u00e1dio e da TV. \u201cBem, aquela mania que pernambucano tem de que tudo \u00e9 mais, que o Rio Capibaribe e o Rio Beberibe se juntam para formar o Oceano Atl\u00e2ntico. Ent\u00e3o a gente tem a primeira r\u00e1dio e a mais antiga em funcionamento do Pa\u00eds (R\u00e1dio Clube de Pernambuco), Luiz Mariano n\u00e3o est\u00e1 aqui hoje para defender veementemente essa verdade, mas \u00e9 uma verdade. E temos tamb\u00e9m o jornal mais antigo em circula\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina e o mais antigo em circula\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa (Diario de Pernambuco), segundo Luis Humberto Marcos, diretor do Museu Nacional da Imprensa, do Porto, em Portugal\u201d, comenta.<\/p>\n<p>\u201cBom, na televis\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o fomos pioneiros, muito pelo contr\u00e1rio, n\u00f3s come\u00e7amos com bastante atraso. Come\u00e7amos 10 anos depois da implanta\u00e7\u00e3o da TV no Brasil, na d\u00e9cada de 60, mais especificamente em 1960. N\u00f3s vamos ter simultaneamente a instala\u00e7\u00e3o de duas emissoras, a TV R\u00e1dio Clube, que era a TV Tupi, e vamos ter a instala\u00e7\u00e3o da TV Jornal do Commercio, que era do Grupo F. Pessoa de Queiroz. O Grupo F. Pessoa de Queiroz j\u00e1 detinha um sistema de comunica\u00e7\u00e3o, possuia cinco r\u00e1dios, tanto no Recife como no interior do estado, e possuia dois jornais, o Jornal do Commercio e o Di\u00e1rio da Noite, que era um jornal vespertino. Ele tinha uma estrutura de comunica\u00e7\u00e3o e preparou uma televis\u00e3o para ser de fato uma emissora de televis\u00e3o. O pr\u00e9dio, a gente pode fazer uma aproxima\u00e7\u00e3o bastante audaciosa, mas era um Projac (Projeto Jacarepagu\u00e1 &#8211; Central Globo de Produ\u00e7\u00e3o) nos anos 60. Ele foi pensado para de fato funcionar como uma emissora, n\u00e3o s\u00f3 para exibir e retransmitir, mas sobretudo para produzir o material. Do ponto de vista produtivo, foi a TV Jornal do Commercio que deu o pontap\u00e9 inicial em Pernambuco\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cEm 1968 n\u00f3s vamos ter outra experi\u00eancia pioneira. A instala\u00e7\u00e3o da primeira TV Universit\u00e1ria do Brasil. Ela funciona at\u00e9 hoje. Ela pertence \u00e0 Universidade Federal de Pernambuco e ela passa a funcionar em novembro de 1968. Havia uma inten\u00e7\u00e3o, obviamente por tr\u00e1s, do Governo Militar que era a do direcionamento da produ\u00e7\u00e3o audiovisual brasileira, desse novo ve\u00edculo emergente que era a televis\u00e3o de ser utilizado como processo e ferramenta educativa. E a\u00ed a gente vai ter essa situa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o final dos anos 60 e come\u00e7amos o que eu chamo de alfabetiza\u00e7\u00e3o do nosso olhar eletr\u00f4nico, que a gente come\u00e7a a usar comparativo, visualmente falando. Ent\u00e3o, esses seriam os primeiros passos nossos na linguagem televisiva. Quando chega a d\u00e9cada de 70, vai ter um dado bastante diferencial aqui, que \u00e9 a instala\u00e7\u00e3o da Rede Globo Nordeste, exatamente a \u00faltima quinta emissora da Rede Globo. Voc\u00ea sabe que cada rede no Brasil s\u00f3 \u00e9 permitido ter at\u00e9 cinco emissoras e a do Recife \u00e9 uma das que integra a Rede Globo, ou seja, n\u00f3s n\u00e3o somos afiliadas\u201d, complementa.<\/p>\n<p>\u201cO R\u00e1dio, ele tem uma influ\u00eancia significativa na TV em Pernambuco, como quase em toda televis\u00e3o do Brasil. Ao contr\u00e1rio, por exemplo, dos Estados Unidos onde a influ\u00eancia foi do Cinema para a TV. N\u00f3s sa\u00edmos da oralidade para a oralidade com a imagem. A R\u00e1dio Clube que \u00e9\u00a0a primeira r\u00e1dio comercial em funcionamento e a R\u00e1dio Jornal \u00a0j\u00e1 possu\u00edam, na verdade, um elenco e um pessoal t\u00e9cnico e art\u00edstico que dava conta de assumir esse novo desafio que era o desafio da televis\u00e3o. Ent\u00e3o, muitos desses profissionais migram para suas emissoras. Tinha um dado curioso que a dist\u00e2ncia do eixo Rio e S\u00e3o Paulo acabou nos desafiando a essa produ\u00e7\u00e3o local tamb\u00e9m. Nesse sentido, a gente vai ter ent\u00e3o, primeiro o <em>staff<\/em> do artista, <em>staff<\/em> da t\u00e9cnica e, sobretudo, <em>staff <\/em>para novas ideias. Ent\u00e3o, a criatividade \u00e9 poss\u00edvel de ser semeada porque as pessoas estavam aprendendo e descobrindo este novo ve\u00edculo, contudo, \u00e9 uma aprendizagem que repetia alguns modelos que j\u00e1 existiam no que era exibido nas emissoras do Rio e S\u00e3o Paulo. Ent\u00e3o, a gente percebe que ao longo dessa estrutura da televis\u00e3o pernambucana muitos dos programas apesar de serem exibidos aqui, eles, mais ou menos, repetiam j\u00e1 uma estrutura existente no Rio e S\u00e3o Paulo. Um ou outro elemento que destoava e que tinha uma produ\u00e7\u00e3o local, a exemplo do humor e at\u00e9 da novela\u201d, apresenta.<\/p>\n<p>\u201cA gente vai ter a constru\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio. E nesta constru\u00e7\u00e3o a gente vai ter alguns g\u00eaneros que v\u00e3o marcar profundamente a televis\u00e3o em Pernambuco, sobretudo, na primeira d\u00e9cada. O humor, o teleteatro, os programas de audit\u00f3rio, o notici\u00e1rio e as novelas. As novelas e o jornalismo em particular, eles foram determinantes no que eu chamo a cartilha do audiovisual. Quer dizer, a popula\u00e7\u00e3o aprender a ver a imagem, a trabalhar e a entender essa imagem. E a\u00ed como a gente j\u00e1 era conhecido como celeiro art\u00edstico tanto do ponto de vista popular, quanto do ponto de vista intelectual, passamos tamb\u00e9m a ter alguns talentos sendo revelados para a televis\u00e3o. Pernambuco chegou a produzir novela \u2018A mo\u00e7a do sobrado grande\u2019 que n\u00e3o foi exibida s\u00f3 aqui, ela foi tamb\u00e9m exibida na TV Bandeirantes\u201d, destaca.<\/p>\n<p>\u201cA gente vai ter dois pontos muitos importantes da nossa televis\u00e3o. Um jornalismo, que inicialmente o telejornalismo engatinhava que era o daqui o Jornal Pirelli, que era na Tupi, e o Rep\u00f3rter Esso que era na TV Jornal, que obviamente tudo isso tem a ver com publicidade. E vamos ter, a partir de 1972, o que a gente come\u00e7a a identificar como os problemas regionais. \u00c9 quando se passa a ter as transmiss\u00f5es ao vivo, as produ\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais realizadas localmente, bastavam se fazer Rio e S\u00e3o Paulo e exibir para o resto do pa\u00eds. Mas o problema n\u00e3o era s\u00f3 produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 porque a publicidade tamb\u00e9m foi para o eixo Rio e S\u00e3o Paulo apenas. Ent\u00e3o as emissoras locais come\u00e7am a enfrentar uma s\u00e9rie de dificuldades e passam a ter dificuldades, inclusive, para se manter. E a\u00ed quais s\u00e3o as consequ\u00eancias b\u00e1sicas dessa mudan\u00e7a, que tecnologicamente era muito bom, o sat\u00e9lite ao vivo nos traz grandes elementos, mas em contrapartida se a gente for pensar do ponto de vista regional, isso n\u00e3o \u00e9 caso s\u00f3 de Pernambuco e menos ainda s\u00f3 do Nordeste, h\u00e1 um retrocesso na produ\u00e7\u00e3o audiovisual que estava sendo realizada. A gente ent\u00e3o tem uma nova ruptura. A gente passa, n\u00e3o s\u00f3, da tela grande para a tela pequena. A segunda ruptura que a gente chama de as imagens estranhas \u00e0 nossa narrativa e ao nosso cotidiano. Ent\u00e3o a gente come\u00e7a a ver um Brasil que a gente n\u00e3o via. A gente come\u00e7a a ver um Brasil da Zona Sul Carioca ou o Brasil da Avenida Paulista de S\u00e3o Paulo e os temas locais come\u00e7am a perder destaque\u201d enfatiza.<\/p>\n<p>\u201cUma outra preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio. A gente come\u00e7a a ter um exerc\u00edcio de sedu\u00e7\u00e3o mais forte da televis\u00e3o dos anos 90, in\u00edcio dos anos 2000, mas com um diferencial, as emissoras voltam a produzir, em termos de Pernambuco, tamb\u00e9m localmente, inclusive teledramaturgia. Tanto a TV Jornal quanto a TV Globo local passam a desenvolver esse material. Hoje a situa\u00e7\u00e3o aqui \u00e9, mais ou menos, a seguinte: n\u00f3s temos nove emissoras na Regi\u00e3o Metropolitana do Recife, t\u00ednhamos 11, duas foram extintas a Tupi em 80 e Manchete em 99, e no interior do estado n\u00f3s temos sete, sendo tr\u00eas em Caruaru, duas em Fernando de Noronha, Vit\u00f3ria de Santo Ant\u00e3o e a de Petrolina. Eu n\u00e3o destaquei as repetidoras, estou destacando as que de fato tem condi\u00e7\u00f5es de fazer produ\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Bom, o S\u00e9rgio Matos, um colega nosso querido, pesquisador e historiador da Bahia, ele gosta de trabalhar o desenvolvimento da televis\u00e3o no Brasil no que ele chama de seis fases. E a\u00ed eu tentei, digamos assim, puxar as emissoras pernambucanas nas fases identificadas pelo S\u00e9rgio. A primeira fase, ele chama de elitista, que \u00e9 de 1950 a 64 e a\u00ed voc\u00eas v\u00e3o ver que a TV Jornal e a TV Tupi, elas surgem ainda nessa fase. Porque que ela \u00e9 chamada de elitista? Porque nem todo mundo tinha condi\u00e7\u00f5es de ter um aparelho de televis\u00e3o. Para se ter uma ideia quando o Brasil come\u00e7ou a ter transmiss\u00f5es televisivas, apenas 200 aparelhos de TV existiam. Para se ter uma no\u00e7\u00e3o de como tudo muda tecnologicamente, no dia em que a TV Digital no Brasil foi ao ar j\u00e1 existiam 650 mil aparelhos adquiridos. A fase populista, quando a programa\u00e7\u00e3o televisa tenta atender mas essa popula\u00e7\u00e3o da classe C e B, de 64 a 75, e a\u00ed a gente vai ter aqui o surgimento da TV Universit\u00e1ria e a Rede Globo. Depois vem a fase do desenvolvimento tecnol\u00f3gico, de 75 a 85, e n\u00f3s vamos ter a inser\u00e7\u00e3o da Rede manchete e da TV Tropical, que \u00e9 uma TV do estado, que depois passa a se chamar TV Pernambuco, e da TV Golfinho, em Fernando de Noronha. Vem a fase transi\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o internacional, de 85 a 90, nesse per\u00edodo nenhuma emissora \u00e9 instalada em Pernambuco. A fase da globaliza\u00e7\u00e3o, de 1990 a 2000, e a de converg\u00eancia e qualidade digital, de 2000 a 2007, vai coincidir na verdade com uma forte internaliza\u00e7\u00e3o da Televis\u00e3o em nosso estado. O dado mais interessante, a maioria retransmite a programa\u00e7\u00e3o Globo, SBT, Record e Bandeirantes, mas todas elas, todas que est\u00e3o elencadas, elas t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de viabilizar a produ\u00e7\u00e3o local e muitas o fazem\u201d, finaliza a Pr\u00f3-reitora da Universidade cat\u00f3lica de Pernambuco, Aline Grego.<\/p>\n<p>O f\u00f3rum ainda apresentou o Panorama das Ind\u00fastrias Ascendentes: do audiovisual \u00e0 cibercultura com coordena\u00e7\u00e3o da pesquisadora da Folkcom e da Socicom, Bet\u00e2nia Maciel, e exposi\u00e7\u00e3o dos professores da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Vizeu e Marcelo Sabatini. Em seguida, o bolsista do Ipea\/Socicom Alexandre Kieling apresentou seus coment\u00e1rios. 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