{"id":90810,"date":"2019-10-21T14:10:02","date_gmt":"2019-10-21T17:10:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=90810"},"modified":"2019-10-21T14:10:02","modified_gmt":"2019-10-21T17:10:02","slug":"o-filme-fukushima-5-dias-decisivos-foi-exibido-na-unicap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/o-filme-fukushima-5-dias-decisivos-foi-exibido-na-unicap\/","title":{"rendered":"O filme FUKUSHIMA 5 dias Decisivos foi exibido na Unicap"},"content":{"rendered":"<p>O filme Fukushima 5 Dias Decisivos, que retrata o desastre ambiental causado pela explos\u00e3o de reatores de uma usina nuclear em Fukushima, no Jap\u00e3o, estreou no Brasil com exibi\u00e7\u00e3o na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, no Audit\u00f3rio Dom Helder Camara, no dia 30 de setembro.<\/p>\n<p><img data-attachment-id=\"90815\" data-permalink=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/o-filme-fukushima-5-dias-decisivos-foi-exibido-na-unicap\/20190930_183953\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?fit=4128%2C3096&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"4128,3096\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;1.9&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;SM-G570M&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1569868793&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.6&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;200&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.041666666666667&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"20190930_183953\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?fit=640%2C480&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-90815\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/20190930_183953.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/>O longa-metragem, lan\u00e7ado em 2016 e exibido em cerca de 60 locais no Jap\u00e3o e em outros pa\u00edses, traz cenas baseadas em fatos reais de uma cat\u00e1strofe, e denuncia o perigo amea\u00e7ador da radia\u00e7\u00e3o letal que se expande rapidamente, vitimando pessoas, contaminado a natureza, causando doen\u00e7as graves<\/p>\n<p>Em Pernambuco, diversas organiza\u00e7\u00f5es representativas da sociedade v\u00eam se mobilizando contra a poss\u00edvel instala\u00e7\u00e3o de um centro nuclear, com seis usinas, em Itacuruba, no Sert\u00e3o do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>A articula\u00e7\u00e3o Sert\u00e3o Anti-Nuclear \u00e9 formada pelo Conselho Indigenista Mission\u00e1rio (CIMI), Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, (CPT), Conselho Pastoral dos Pescadores, (CPP), Confer\u00eancia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Grupo de Estudos e Pesquisa Transdisciplinares (GEPT) do Campus UPE de Floresta, Cartografia Social, LEPEC UFPE, Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais (FETEP), Associa\u00e7\u00e3o Provida e Arquidiocese de Floresta.<\/p>\n<p>De acordo com a professora do curso de Direito da Universidade de Pernambuco, Clarissa Marques, integrante da articula\u00e7\u00e3o, os povos ind\u00edgenas de Itacuruba e os quilombolas do munic\u00edpio de Mirandiba, al\u00e9m de pescadores e agricultores, tamb\u00e9m fazem parte do grupo. \u201cNo in\u00edcio de 2019, os \u00edndios Pankararu realizaram um evento para discutir o assunto, com a participa\u00e7\u00e3o de outros povos ind\u00edgenas, como por exemplo os Xucuru de Pesqueira\u201d.<\/p>\n<p>Ainda segundo a professora, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) protocolou recentemente um projeto de emenda, propondo mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o, que \u00e9 desfavor\u00e1vel \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o de usinas nucleares no estado. Clarissa disse terem sido enviados informes convidando os deputados estaduais para assistirem ao filme. \u201c O que n\u00f3s desejamos \u00e9 que a sociedade civil seja informada. Ent\u00e3o, a exibi\u00e7\u00e3o desse filme e esse debate s\u00e3o formas de levar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 sociedade\u201d.<\/p>\n<p>O japon\u00eas Tamiyoshi Tachibana, produtor executivo do filme, veio acompanhado da tradutora Helena Myuki Makiyama. Para Tamiyoshi, estar no Brasil \u00e9 uma grande alegria. Ele disse que o ponto principal de seu filme \u00e9 despertar a consci\u00eancia nas pessoas do perigo que \u00e9 uma usina nuclear.<\/p>\n<p>O produtor disse j\u00e1 saber da exist\u00eancia das usinas de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro e, ao tomar conhecimento da possibilidade de se construir uma usina aqui em Pernambuco, se disse totalmente contra. \u00a0No Jap\u00e3o, segundo ele, mais de 100 filmes foram produzidos ap\u00f3s o acidente de Fukushima, e o seu \u00e9 o \u00fanico que retrata a rela\u00e7\u00e3o do governo japon\u00eas com o a companhia el\u00e9trica nos momentos do acidente radioativo.<\/p>\n<p>Tachibana explicou que um dos grandes objetivos da sua produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica \u00e9, al\u00e9m de retratar o que aconteceu, tamb\u00e9m demostrar as in\u00fameras desvantagens das usinas nucleares. \u201cA usina nuclear n\u00e3o somente \u00e9 perigosa, mas \u00e9 extremamente cara. Nos Estados Unidos, eles j\u00e1 est\u00e3o come\u00e7ando a diminuir a quantidade de usinas nucleares\u201d. Tachibana \u00e9 a favor da gera\u00e7\u00e3o de energia solar.<\/p>\n<p>Ainda segundo o produtor, a constru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares \u00e9 uma amea\u00e7a \u00e0 vida humana na Terra, \u201cNo dia do acidente em Fukushima, morreram duas pessoas, mas, ao longo do caminho at\u00e9 hoje, 1,6 mil pessoas foram a \u00f3bito\u201d. Duzentas e trinta crian\u00e7as tiveram c\u00e2ncer de tire\u00f3ide em decorr\u00eancia da explos\u00e3o nuclear, afirma. Para finalizar, perguntei se seria importante exibir o filme para os povos ind\u00edgenas de Itacuruba. Ele respondeu, &#8220;com certeza, por favor&#8221;.<\/p>\n<p>A sociedade ind\u00edgena esteve presente na roda de di\u00e1logo, e preocupada com os seus povos e com o Rio S\u00e3o Francisco, fez um apelo para exibir o filme na sua regi\u00e3o. Tamb\u00e9m estiveram presentes lideran\u00e7as de movimentos sociais e representantes de religi\u00f5es de matrizes africanas.<\/p>\n<p>De acordo com a advogada da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra, Gabriela Rodrigues, a ampla articula\u00e7\u00e3o para a exibi\u00e7\u00e3o do filme aqui no Brasil teve in\u00edcio em meados de 2009, quando a Comiss\u00e3o Pastoral da Terra e o Conselho Indigenista Mission\u00e1rio j\u00e1 acompanhavam a preocupa\u00e7\u00e3o das comunidades sertanejas de Itacuruba com a possibilidade da constru\u00e7\u00e3o de usinas nucleares na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com advogada, as articula\u00e7\u00f5es contra a constru\u00e7\u00e3o de usinas radioativas cresceram em Pernambuco em 2010, com a Caravana Anti-Nuclear. Logo ap\u00f3s o desastre de Fukushima, a discuss\u00e3o sobre a implanta\u00e7\u00e3o de usina nuclear no estado foi adormecida.<\/p>\n<p>Gabriela ainda ressaltou a vulnerabilidade dos povos ind\u00edgenas e quilombolas do Sert\u00e3o. \u201cNenhuma dessas comunidades tem o territ\u00f3rio titulado, embora, sejam comunidades que tenham esse pleito de titula\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio h\u00e1 muito tempo, inclusive, a gente acredita que existe uma rela\u00e7\u00e3o entre a n\u00e3o titula\u00e7\u00e3o e o projeto de constru\u00e7\u00e3o da usina no local\u201d.<\/p>\n<p>Para finalizar, Gabriela Rodrigues explicou que o Brasil, por ser a 6\u00aa maior reserva de ur\u00e2nio no mundo, \u00e9 alvo de interesses para explora\u00e7\u00e3o Ent\u00e3o, a gente v\u00ea o interesse do capital. \u00c9 um empreendimento lucrativo para quem constr\u00f3i, mas \u00e9 um empreendimento p\u00e9ssimo para quem sedia&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O filme Fukushima 5 Dias Decisivos, que retrata o desastre ambiental causado pela explos\u00e3o de reatores de uma usina nuclear em Fukushima, no Jap\u00e3o, estreou no Brasil com exibi\u00e7\u00e3o na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, no Audit\u00f3rio Dom Helder Camara, no dia 30 de setembro. 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