{"id":89137,"date":"2019-07-17T17:24:25","date_gmt":"2019-07-17T20:24:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=89137"},"modified":"2020-06-04T02:25:47","modified_gmt":"2020-06-04T05:25:47","slug":"instituto-humanitas-unicap-faz-acao-solidaria-junto-ao-povo-pankararu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/instituto-humanitas-unicap-faz-acao-solidaria-junto-ao-povo-pankararu\/","title":{"rendered":"Instituto Humanitas Unicap faz a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria junto ao povo Pankararu"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Com informa\u00e7\u00f5es de Artur Peregrino &#8211; Instituto Humanitas Unicap<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Logo ap\u00f3s\u00a0 a divulga\u00e7\u00e3o do resultado das elei\u00e7\u00f5es de 2018, a comunidade Pankaruru teve a escola, o posto de sa\u00fade e a igreja de uma aldeia incendiados. O ato criminoso motivou professores, alunos e funcion\u00e1rios ligados ao Instituto Humanitas Unicap &#8211; Grupo Amigos no Caminho \u2013 e \u00e0 disciplina Humanidade e Transcend\u00eancia do curso de Letras, a fazerem uma a\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria nos dias 15 e 16 de junho de 2019.<img data-attachment-id=\"89138\" data-permalink=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/instituto-humanitas-unicap-faz-acao-solidaria-junto-ao-povo-pankararu\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?fit=1280%2C960&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"1280,960\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?fit=300%2C225&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?fit=640%2C480&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-89138 alignleft\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/34ff95d6-0bf8-4933-85a3-b6fd63970e23.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O povo Pankararu vive entre as serras e brejos no sert\u00e3o pernambucano, pr\u00f3ximo \u00e0s margens do Rio S\u00e3o Francisco. O territ\u00f3rio Pankararu \u00e9 estimado em 15.926 hectares e ocupa \u00e1reas dos munic\u00edpios de Tacaratu, Jatob\u00e1 e Petrol\u00e2ndia. &#8220;Existem cerca de 8.000 Pankararus vivendo nesse territ\u00f3rio, mas h\u00e1 uma di\u00e1spora. Muitos est\u00e3o deixando esses territ\u00f3rios&#8221;, conta o professor Artur Peregrino.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">&#8220;Apesar de demarcada a terra, muitos posseiros se recusam a receber a indeniza\u00e7\u00e3o e sair da \u00e1rea ind\u00edgena, sem contar que essa rela\u00e7\u00e3o entre \u00edndios e n\u00e3o \u00edndios \u00e9 conflituosa desde o in\u00edcio, uma vez que os posseiros ocupam as melhores, se n\u00e3o as \u00fanicas, \u00e1reas dispon\u00edveis para a agricultura&#8221;, relata Artur.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Se antes se vivia quase exclusivamente do trabalho na ro\u00e7a, da coleta e da ca\u00e7a no mato, hoje os Pankararus est\u00e3o buscando novas oportunidades de gera\u00e7\u00e3o de renda para a comunidade, a exemplo de projetos de produ\u00e7\u00e3o de mudas de reflorestamento. A participa\u00e7\u00e3o no Projeto Gest\u00e3o Ambiental que tem desenvolvido experi\u00eancias agroecol\u00f3gicas tem sido uma experi\u00eancia de muito sucesso. Muitos ind\u00edgenas Pankararu resolveram estudar, inclusive concluindo cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o como mestrado e doutorado. Na aldeia Riacho dos Padres, o ind\u00edgena Jo\u00e3o Pankarau \u00e9 pai de duas ex alunas da Unicap j\u00e1 graduadas: \u201cTenho duas filhas que fizeram universidade no Recife. J\u00e1 terminaram. Estudaram na Universidade Cat\u00f3lica. Uma terminou Administra\u00e7\u00e3o e outra Fisioterapia. \u00c9 uma ben\u00e7\u00e3o para o povo Pankararu\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Contam os mais velhos que muito antes do reconhecimento pelo Estado brasileiro, a terra ind\u00edgena Pankararu j\u00e1 tinha sofrido grande redu\u00e7\u00e3o de sua \u00e1rea original. Nesse processo, foram muitas as atrocidades, muitas perdas. A l\u00edngua materna foi uma delas e as palavras que restam n\u00e3o formam um vocabul\u00e1rio suficiente. Mas a resist\u00eancia do povo Pankararu fez com que conseguisse reconquistar a terra. No dizer da lideran\u00e7a Vasco Sarap\u00f3 \u201co sangue e o sonho de nossos antepassados permanecem em n\u00f3s. Apesar dos galhos terem sido cortados, seus frutos roubados e at\u00e9 seu tronco queimado, as ra\u00edzes est\u00e3o vivas e ningu\u00e9m pode arranc\u00e1-las\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O povo Pankararu tem suas festas e rituais. A Festa do Imbu, tamb\u00e9m chamada de corrida do Imbu, \u00e9 um dos eventos mais importantes desta tradi\u00e7\u00e3o. Ela acontece uma vez por ano seguindo o ciclo da safra do imbu, fruto de especial significado para a alimenta\u00e7\u00e3o e mitologia Pankararu. Cada povo ind\u00edgena tem suas lutas, festas e rituais.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A cada ano, as comunidades do Rio Grande do Sul celebram o anivers\u00e1rio do mart\u00edrio do \u00edndio Sep\u00e9 Tiaraju. Sempre acontecem Romarias da Terra no extremo sul do Rio Grande em mem\u00f3ria dos m\u00e1rtires. A alma do povo ga\u00facho vibra quando lembra as comunidades ind\u00edgenas guaranis dos Sete Povos das Miss\u00f5es, particularmente o grande chefe Sep\u00e9, que o povo carinhosamente invoca como S\u00e3o Sep\u00e9 Tiaraju. H\u00e1 s\u00e9culos, o povo o considera S\u00e3o Sep\u00e9. S\u00f3 agora, com o Papa Francisco, o Vaticano acolheu o pedido para reconhec\u00ea-lo como santo cat\u00f3lico. Como a palavra cat\u00f3lica significa universal S\u00e3o Sep\u00e9 tem uma amplitude pr\u00f3pria do Esp\u00edrito Divino que se manifesta presente nas culturas. \u00a0<img data-attachment-id=\"89140\" data-permalink=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/instituto-humanitas-unicap-faz-acao-solidaria-junto-ao-povo-pankararu\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?fit=872%2C1160&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"872,1160\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?fit=226%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?fit=640%2C851&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-89140 alignright\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?resize=183%2C243&#038;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?resize=226%2C300&amp;ssl=1 226w, https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?resize=768%2C1022&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?resize=770%2C1024&amp;ssl=1 770w, https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/0222371e-8674-46ac-bcc5-fe740a317151.jpg?w=872&amp;ssl=1 872w\" sizes=\"(max-width: 183px) 100vw, 183px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">&#8220;O Povo Pankararu nos d\u00e1 um grande testemunho. Depois de tantos s\u00e9culos de resist\u00eancia a tantas viol\u00eancias e persegui\u00e7\u00f5es, a fidelidade dos povos ind\u00edgenas \u00e0 unidade da comunidade, \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de suas culturas de origem e a profunda comunh\u00e3o com a m\u00e3e Terra e a natureza se tornam para os crist\u00e3os um verdadeiro testemunho. Que o aprendizado vivido junto aos ind\u00edgenas nos tornem mais humanos e buscadores de uma espiritualidade cada vez mais inclusiva&#8221;, completa Artur.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/credit-n.ru\/zaymyi-next.html\">http:\/\/credit-n.ru\/zaymyi-next.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com informa\u00e7\u00f5es de Artur Peregrino &#8211; Instituto Humanitas Unicap Logo ap\u00f3s\u00a0 a divulga\u00e7\u00e3o do resultado das elei\u00e7\u00f5es de 2018, a comunidade Pankaruru teve a escola, o posto de sa\u00fade e a igreja de uma aldeia incendiados. 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