{"id":79027,"date":"2018-05-18T19:40:09","date_gmt":"2018-05-18T22:40:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=79027"},"modified":"2018-05-21T10:22:41","modified_gmt":"2018-05-21T13:22:41","slug":"humanitas-promove-roda-de-dialogo-sobre-os-130-anos-da-abolicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/humanitas-promove-roda-de-dialogo-sobre-os-130-anos-da-abolicao\/","title":{"rendered":"Humanitas promove roda de di\u00e1logo sobre os 130 anos da aboli\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Instituto Humanitas Unicap convidou o coordenador do N\u00facleo de Estudos Afro-brasileiros e Ind\u00edgenas (Neabi), Pe. Cl\u00f3vis Cabral, para uma roda de di\u00e1logo sobre os 130 anos da aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/p>\n<p>A Assecom esteve presente e registrou os melhores momentos dessa conversa.<\/p>\n<p><img data-attachment-id=\"79028\" data-permalink=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/humanitas-promove-roda-de-dialogo-sobre-os-130-anos-da-abolicao\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?fit=960%2C878&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"960,878\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?fit=300%2C274&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?fit=640%2C585&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-79028\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?resize=640%2C585&#038;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?resize=300%2C274&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/32737299_1585869781522074_4366479931702509568_n.jpg?resize=768%2C702&amp;ssl=1 768w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p><strong>Aboli\u00e7\u00e3o ou a \u201cbuli\u00e7\u00e3o\u201d?<\/strong><br \/>\n\u201cA nossa perspectiva \u00e9 que buliram, mas n\u00e3o aboliram a escravid\u00e3o. Evidente que, do ponto de vista formal, legal, sim, a aboli\u00e7\u00e3o foi h\u00e1 130 anos. Do ponto de vista da vida real, evidente que n\u00e3o; a aboli\u00e7\u00e3o \u00e9 uma obra inconclusa, uma obra em aberto. Porque, por exemplo, nos, talvez, dois anos em que o movimento abolicionista ficou forte, em todo o Brasil se tinha associa\u00e7\u00f5es abolicionistas. Ferviam grupos, pessoas. Mesmo gente da aristocracia, das classes m\u00e9dias, aderiram, e o grande debate que se travou no parlamento \u00e9 uma lei que foi escrita no Senado e sancionada pela regente, a princesa Isabel. Lac\u00f4nica, diz: \u2018est\u00e1 abolida a escravid\u00e3o no Brasil. Revogam-se as posi\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias\u2019. E isso foi feito sem qualquer provis\u00e3o ou previs\u00e3o do que fazer com os africanos que foram escravizados e sa\u00edam do regime de escravid\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Prioridades&#8230;<\/strong><br \/>\n\u201cO debate foi o contr\u00e1rio: se debatia a indeniza\u00e7\u00e3o para o senhor de escravo, n\u00e3o para o escravo. Quer dizer, o Estado e os setores que organizavam o Estado \u2013 as lideran\u00e7as que eram donas do poder na \u00e9poca \u2013 estavam preocupados com o preju\u00edzo que os senhores de escravos poderiam ter com a liberta\u00e7\u00e3o dos escravizados. O grande debate foi esse e nada foi feito. Ent\u00e3o, os escravizados sa\u00edram sem terra, sem trabalho e sem educa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>Pouca coisa mudou<\/strong><br \/>\n\u201c130 anos depois, os afrodescendentes, as popula\u00e7\u00f5es que se autodeclaram negras no Brasil somam maioria. Entre 54 e 57% da popula\u00e7\u00e3o se autodeclara negra. Mas s\u00e3o os mais pobres dentre os pobres. O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses mais desiguais do mundo e a desigualdade econ\u00f4mica \u00e9 tamb\u00e9m uma desigualdade \u00e9tnico-racial, \u00e9 tamb\u00e9m uma desigualdade de g\u00eanero (as mulheres negras s\u00e3o as mais pobres), \u00e9 tamb\u00e9m uma desigualdade geracional (os jovens negros s\u00e3o os mais pobres, as crian\u00e7as negras s\u00e3o as v\u00edtimas preferenciais da pobreza&#8230;).\u201d<\/p>\n<p><strong>O desejo<\/strong><br \/>\n\u201cO que n\u00f3s queremos \u00e9 fazer com que as pessoas que comp\u00f5em a comunidade universit\u00e1ria da Unicap sejam profundamente solid\u00e1rias \u00e0 causa, se sensibilizem e se coloquem solidariamente ao lado das maiorias negras empobrecidas do pa\u00eds. Tanto do ponto de vista da solidariedade comungando com a causa da luta do movimento negro organizado, como tamb\u00e9m solidarizados no sentido de que essa luta por uma aboli\u00e7\u00e3o efetiva n\u00e3o \u00e9 somente dos negros, das negras, mas tem a ver com o pa\u00eds. Definitivamente, abolir a escravid\u00e3o, n\u00e3o somente na sua forma contempor\u00e2nea, que a legisla\u00e7\u00e3o chama de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o, mas, para reverter essa heran\u00e7a maldita da escravid\u00e3o, que colocou milh\u00f5es de homens e mulheres negros e negras nas mesmas condi\u00e7\u00f5es que a 130 anos atr\u00e1s, \u00e9 necess\u00e1rio que toda sociedade brasileira assuma essa luta, essa causa.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Humanitas Unicap convidou o coordenador do N\u00facleo de Estudos Afro-brasileiros e Ind\u00edgenas (Neabi), Pe. 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