{"id":786,"date":"2010-04-05T18:35:23","date_gmt":"2010-04-05T21:35:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=786"},"modified":"2010-04-05T18:35:23","modified_gmt":"2010-04-05T21:35:23","slug":"curso-de-fotografia-recebe-a-visita-de-reporter-fotografico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/curso-de-fotografia-recebe-a-visita-de-reporter-fotografico\/","title":{"rendered":"Curso de Fotografia recebe a visita de rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a rel=\"attachment wp-att-787\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=787\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-787\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/04\/imagem_pedroluiz.jpg?resize=300%2C211&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um fot\u00f3grafo com muita experi\u00eancia a compartilhar. Essa frase pode traduzir de maneira breve como foi o encontro de Pedro Luiz com alunos da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, em sua maioria, estudantes de Fotografia e Publicidade. Com mais de 50 anos de carreira como rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico, Pedro relembrou a trajet\u00f3ria de sua vida e contou hist\u00f3rias que divertiram os que estavam presentes. A palestra aconteceu\u00a0 no Laborat\u00f3rio de Fotografia, t\u00e9rreo do bloco G.<\/p>\n<p>Pedro Luiz nasceu em Jo\u00e3o Pessoa, numa fam\u00edlia pobre de cortadores de cana. A situa\u00e7\u00e3o era t\u00e3o dif\u00edcil que, aos 10 anos, chegou a pedir esmolas nas ruas. Depois de ficar \u00f3rf\u00e3o de pai, a m\u00e3e de Pedro criou o Abrigo Jesus de Nazar\u00e9 para menores de 18 anos. Foi nesse lugar que o fot\u00f3grafo come\u00e7ou a estudar.<\/p>\n<p>Trabalhou como cobrador de \u00f4nibus e foi nessa fase que adquiriu sua primeira c\u00e2mera fotogr\u00e1fica. Pouco tempo depois, trocou-a por uma mais atualizada: uma Rolleiflex. \u201cEu tinha um vizinho que era agiota. Estava querendo comprar uma c\u00e2mera mais moderna. Ent\u00e3o troquei uma espingarda velha por ela. Apesar de n\u00e3o ser a melhor que tinha no mercado, essa c\u00e2mera me ajudou bastante.\u201d<\/p>\n<p>Foi com a Rolleiflex em m\u00e3os que Pedro Luiz come\u00e7ou a exercer a profiss\u00e3o de fot\u00f3grafo. Em 1967 foi trabalhar na revista ilustrada \u201cO Cruzeiro\u201d, onde tirava fotos para mat\u00e9rias pagas. A revista fez parte dos Di\u00e1rios Associados de Assis Chateaubriand e foi considerada a\u00a0principal do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p>Pouco tempo depois, Pedro teve vontade de trabalhar em jornal impresso. Apesar de n\u00e3o haver nenhuma sele\u00e7\u00e3o para fot\u00f3grafos, ele &#8211; ousado como sempre &#8211; foi at\u00e9 o vespertino Di\u00e1rio da Noite e disse que gostaria de trabalhar l\u00e1. \u201cO chefe percebeu minha disposi\u00e7\u00e3o em fotografar. Depois de fazer um teste improvisado, ele acabou me contratando.\u201d<\/p>\n<p>Foi no Di\u00e1rio da Noite que Pedro relembrou uma das hist\u00f3rias mais engra\u00e7adas da palestra. Ele confessou que andava se sentindo um pouco ofuscado, sem fotos muito interessantes para publicar. \u201cUm dia cheguei em casa e percebi que tirar fotos no eixo \u00f3ptico de uma boca de fog\u00e3o acesa daria \u00f3timas imagens. Quando cheguei no trabalho, disse a meu chefe o seguinte: \u201cParece que essas fotos s\u00e3o de um disco voador\u201d.<\/p>\n<p>O chefe acreditou na hist\u00f3ria de Pedro e as fotos acabaram sendo publicadas na manchete do dia seguinte. Ele foi o primeiro a registrar fotos de um \u201cdisco voador\u201d. \u201cFiquei famoso com isso e mantive a hist\u00f3ria por muito tempo. Ningu\u00e9m descobria. Cerca de seis a sete meses depois, um grande amigo meu, me falou para eu nunca mais fotografar bocas de fog\u00e3o como se fossem discos voadores.\u201d<\/p>\n<p>Apesar desse caso arriscado do disco voador, Pedro Luiz impulsionou a carreira como rep\u00f3rter-fotogr\u00e1fico registrando fatos importantes e reais da sociedade. Entre eles, cenas do per\u00edodo da Ditadura Militar de 69, do desespero da popula\u00e7\u00e3o com a especula\u00e7\u00e3o de que a represa de Tapacur\u00e1 estouraria e da viol\u00eancia urbana &#8211; que lhe renderam muitas homenagens e pr\u00eamios. O Cristina Tavares foi um deles. Ele recebeu esse pr\u00eamio\u00a0gra\u00e7as a uma sequ\u00eancia de fotos: \u201cViol\u00eancia toma as ruas do Recife.\u201d<\/p>\n<p>Outra hist\u00f3ria que marcou a carreira de Pedro foi o registro de um assassinato em frente ao quartel. \u201cA princ\u00edpio a gente achava que os carros estavam parando por causa de blitz. Mas homens armados come\u00e7aram a sair de um carro e executaram um homem a tiros\u201d, contou. As fotos do crime foram tiradas de dentro do ve\u00edculo no qual o fot\u00f3grafo se encontrava e foram publicadas sem cr\u00e9dito, para seguran\u00e7a de Pedro.<\/p>\n<p>Ainda assim, capatazes procuraram o fot\u00f3grafo no jornal por causa dessas fotos. Depois disso, Pedro Luiz optou por passar um tempo fora do Estado, viajando. Al\u00e9m de ter contado a hist\u00f3ria que estava por tr\u00e1s de cada registro, Pedro Luiz tamb\u00e9m deu dicas aos interessados pela fotografia. \u201cSe voc\u00ea for um bom fot\u00f3grafo e tiver bom relacionamento com os colegas, n\u00e3o ficar\u00e1 desempregado. Fot\u00f3grafo tem que ser din\u00e2mico e se arriscar para se dar bem.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fot\u00f3grafo com muita experi\u00eancia a compartilhar. Essa frase pode traduzir de maneira breve como foi o encontro de Pedro Luiz com alunos da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, em sua maioria, estudantes de Fotografia e Publicidade. 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