{"id":64540,"date":"2016-11-18T16:28:57","date_gmt":"2016-11-18T19:28:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=64540"},"modified":"2016-11-18T16:28:57","modified_gmt":"2016-11-18T19:28:57","slug":"grupo-de-pesquisa-em-ciencias-da-religiao-promove-ii-coloquio-de-religiao-identidade-e-dialogo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/grupo-de-pesquisa-em-ciencias-da-religiao-promove-ii-coloquio-de-religiao-identidade-e-dialogo\/","title":{"rendered":"Grupo de Pesquisa em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o promove II Col\u00f3quio de Religi\u00e3o, Identidade e Di\u00e1logo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O Grupo de Pesquisa em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco promoveu nesta quinta-feira (17) o II Col\u00f3quio de Religi\u00e3o, Identidade e Di\u00e1logo. Os debates tiveram como objetivo\u00a0discutir os significativos deslocamentos religiosos na atualidade, dando \u00eanfase \u00e0s v\u00e1rias tentativas de configura\u00e7\u00e3o do crente religioso. A primeira mesa teve como tema &#8220;Panorama das religi\u00f5es: rumo ao di\u00e1logo?&#8221; e foi composta pelos profesores\u00a0Veronique Donard (Unicap), Ana Lisboa (UFPE) e L\u00e9o Falc\u00e3o (Unicap).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img data-attachment-id=\"64550\" data-permalink=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/grupo-de-pesquisa-em-ciencias-da-religiao-promove-ii-coloquio-de-religiao-identidade-e-dialogo\/img_20161117_100246394\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?fit=4160%2C2340&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"4160,2340\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;2&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;MotoG3&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1479376968&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;3.64&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;800&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.06668&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"img_20161117_100246394\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?fit=300%2C169&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?fit=640%2C360&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-64550 size-full\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?resize=640%2C360&#038;ssl=1\" alt=\"img_20161117_100246394\" srcset=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?w=4160&amp;ssl=1 4160w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?resize=50%2C28&amp;ssl=1 50w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/IMG_20161117_100246394.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora Veronique Donard deu in\u00edcio ao debate falando a respeito do tema &#8220;Do abismo \u00e0 obra&#8221;, analisando\u00a0a rela\u00e7\u00e3o da arte com poss\u00edveis agonias ps\u00edquicas e o surto do artista Antonin Artaud. &#8220;Para falar do v\u00ednculo entre transtorno mental e cria\u00e7\u00e3o, usarei o menos poss\u00edvel o termo &#8216;loucura&#8217;. Antonin escreveu em 1925 &#8216;sou um completo abismo&#8217;. Talvez esse seja o maior medo de um artista; cair num abismo e n\u00e3o conseguir retornar. Podemos nos questionar se Artaud teria tido surtos psic\u00f3ticos se, al\u00e9m de seu consumo de drogas e do fato de ser exilado, ele n\u00e3o tivesse sofrido tratamento de eletrochoques. Em uma cronologia de fotografias de Antonin Artaud, \u00e9 poss\u00edvel ver explicitamente a destrui\u00e7\u00e3o que certos tratamentos provocam. N\u00e3o digo que hoje em dia eles sejam corretamente usados, n\u00e3o quero tocar nesse ponto. Mas na \u00e9poca, era como o filme <em>O Estranho no Ninho<\/em>. Pouco antes de sua morte, Artaud disse &#8216;ningu\u00e9m jamais\u00a0escreveu\u00a0ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou sen\u00e3o para sair do inferno'&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, a professora Ana Lisboa\u00a0mostrou v\u00eddeos do trabalho que ela realizou no Hospital Psiqui\u00e1trico Ulysses Pernambucano. Com o tema &#8220;O imgin\u00e1rio religioso nos trabalhos de pessoas em transtornos ps\u00edquicos&#8221;, os pacientes recebiam papel, tinta e l\u00e1pis para se expressarem atrav\u00e9s de seus desenhos, observar as formas de comunica\u00e7\u00e3o apesar de transtornos ps\u00edquicos e analisar formas de di\u00e1logo. &#8220;O nosso objetivo era discutir sobre a arte como dispositivo de express\u00e3o de pessoas com transtorno mental&#8221;, explicou. Nos trabalhos dos pacientes era poss\u00edvel observar a forte presen\u00e7a das cren\u00e7as religiosas apresentada atrav\u00e9s de desenhos de cruzes, de Jesus e os trechos da B\u00edblia escritos nas folhas. &#8220;Arte possibilita expressar-se&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor Leo Falc\u00e3o abordou o tema &#8220;Cinema e espiritualidade: quest\u00f5es contemplativas e expressivas&#8221;. &#8220;Quando eu me interesso por algo, eu lan\u00e7o o meu olhar; vou criar significados a partir disso, vou acrescentar a minha vis\u00e3o daquilo; eu vou ter minhas pr\u00f3prias interpreta\u00e7\u00f5es de coisas figuradas. O olhar \u00e9 um instrumento de percep\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o. O humano pensa por fragmentos; como o ser humano aprendeu a voar? Ele percebeu que quando ele tentava imitar a asa dos p\u00e1ssaros, ele caia. Foi necess\u00e1rio ter no\u00e7\u00e3o de voo, no\u00e7\u00e3o de propuls\u00e3o; quando ele consegue reconfigurar isso em um outro dispositivo, ele consegue construir um dispositivo de voo. Isso tamb\u00e9m \u00e9 o cinema; a gente forma sentidos para as sequ\u00eancias do filme. A gente enxerga e entende os planos, mas a sequ\u00eancia forma um sentido e o significado vem a partir da forma como a gente v\u00ea aquilo ali. Quando penso na quest\u00e3o de espiritualidade, parto para uma experi\u00eancia pessoal; certas coisas conseguimos interpretar e entender a partir do que acreditamos, por\u00e9m a catarse tamb\u00e9m influencia. A catarse transcende a cren\u00e7a. A forma como uma cena, uma fala ou um personagem s\u00e3o apresentados tamb\u00e9m afeta nossa percep\u00e7\u00e3o daquilo. Uma vez eu fui ao cinema e, quando o filme acabou, eu me levantei e me curvei para a tela. Acredito que isso vai muito al\u00e9m de uma cren\u00e7a, a sala de cinema \u00e9 como um templo pra mim&#8221;, contou o professor Leo Falc\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Grupo de Pesquisa em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco promoveu nesta quinta-feira (17) o II Col\u00f3quio de Religi\u00e3o, Identidade e Di\u00e1logo. Os debates tiveram como objetivo\u00a0discutir os significativos deslocamentos religiosos na atualidade, dando \u00eanfase \u00e0s v\u00e1rias tentativas de configura\u00e7\u00e3o do crente religioso. 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