{"id":6168,"date":"2010-07-06T17:15:41","date_gmt":"2010-07-06T20:15:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=6168"},"modified":"2010-07-06T17:15:41","modified_gmt":"2010-07-06T20:15:41","slug":"catolica-celebra-missa-em-memoria-da-professora-amparo-caridade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/catolica-celebra-missa-em-memoria-da-professora-amparo-caridade\/","title":{"rendered":"Cat\u00f3lica celebra missa em mem\u00f3ria da professora Amparo Caridade"},"content":{"rendered":"<div>A Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco celebrou nesta segunda-feira (05) missa de s\u00e9timo dia em mem\u00f3ria da professora Amparo Caridade. Ela faleceu no \u00faltimo dia 30 de junho, aos 68 anos, em decorr\u00eancia de complica\u00e7\u00f5es causadas por um c\u00e2ncer no p\u00e2ncreas. A missa foi presidida pelo Reitor da Unicap, Padre Pedro Rubens.<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Durante a homilia, Padre Pedro lembrou que caridade e amparo s\u00e3o sinais da presen\u00e7a de Deus. &#8220;O que \u00e9 a miseric\u00f3rdia de Deus sen\u00e3o a sua extrema caridade pelos mais pobres\u00a0e miser\u00e1veis? O que \u00e9 a piedade sen\u00e3o o amparo que todos buscam em\u00a0Deus(&#8230;)?&#8221;, explicou o celebrante.<\/div>\n<div>Em outro trecho, ele lembra que a professora Amparo se entregou confiante \u00e0 vida al\u00e9m da morte, experimentando uma cura interior, mais profunda que qualquer cura f\u00edsica.<\/div>\n<div>Veja na \u00edntegra o texto da Homilia:<\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div>Amparo Caridade:<br \/>\nTestamento de amor para quem quer mais da vida<br \/>\nNossa colega de trabalho, amiga e familiar encontrou o \u201camparo\u201d no amor<br \/>\nde Deus que \u00e9 pura \u201ccaridade\u201d. Amparo Caridade entrou na vida amparada<br \/>\nno amor de seus pais; saiu dessa vida, amparada pelo amor de familiares e<br \/>\namigos, colhendo o que plantou, multiplicando ainda mais a d\u00e1diva do seu<br \/>\npr\u00f3prio viver. Deixou o testamento de uma hist\u00f3ria de paix\u00e3o por tudo o que<br \/>\nfazia e carinho pelos que amava. Gostava muito de escrever e o fazia com<br \/>\nalma, inclusive para n\u00e3o perder a intensidade do vivido ou por n\u00e3o conter a<br \/>\nfor\u00e7a de seus sentimentos. Nem mesmo diante da morte anunciada, deixou-<br \/>\nse abater por esses grandes desejos e paix\u00f5es. Assim, espreitou a morte,<br \/>\nvencendo-a, antes de ela ser consumada, pelo desejo maior de vida: \u201cquero<br \/>\nmuito mais\u201d, repetiu em seu testamento intitulado \u201cViver\u201d, de 20 de junho, 12<br \/>\ndias depois do internamento. Esse desejo de viver atravessou a doen\u00e7a, o<br \/>\ntempo, cada um de n\u00f3s e ganhou asas, primeiro na po\u00e9tica de suas palavras,<br \/>\ndepois na imensid\u00e3o do amor infinito de Deus.<br \/>\nRepetimos no salmo: \u201cMiseric\u00f3rdia e piedade \u00e9 o Senhor\u201d. Mas o que \u00e9<br \/>\na miseric\u00f3rdia de Deus sen\u00e3o a sua extrema caridade pelos mais pobres<br \/>\ne miser\u00e1veis? O que \u00e9 a piedade sen\u00e3o o amparo que todos buscam em<br \/>\nDeus, para al\u00e9m de suas pr\u00f3prias for\u00e7as? Assim, poder\u00edamos ter rezado,<br \/>\nsimplesmente: \u201cCaridade e amparo s\u00e3o sinais da presen\u00e7a de Deus\u201d.<br \/>\nNo evangelho de hoje, que n\u00e3o foi escolhido especialmente para essa ocasi\u00e3o,<br \/>\nmas \u00e9 proposto pela Igreja Cat\u00f3lica para as comunidades crist\u00e3s do mundo<br \/>\ninteiro, vem ao nosso encontro com dois epis\u00f3dios entrecruzados, ambos<br \/>\nligados a pessoas que buscaram a Jesus em momentos de afli\u00e7\u00e3o e f\u00e9: o<br \/>\nprimeiro para fazer reviver sua filha rec\u00e9m-falecida; a segunda, para curar sua<br \/>\ndoen\u00e7a. Dois testemunhos de f\u00e9 na vida para al\u00e9m de qualquer evid\u00eancia.<br \/>\nO primeiro testemunho de f\u00e9 na vida foi de um chefe que veio ao encontro<br \/>\nde Jesus e disse: \u201cMinha filha acaba de morrer. Mas, vem, imp\u00f5e tua m\u00e3o<br \/>\nsobre ela e ela viver\u00e1\u201d. O segundo testemunho foi a de uma mulher que sofria<br \/>\nde hemorragia h\u00e1 doze anos que veio e apenas tocou na barra do manto<br \/>\nde Jesus, dizendo: \u201cSe eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei<br \/>\ncurada\u201d. E as duas pessoas foram atendidas: uma foi curada e a filha do outro<br \/>\nMas o que isso toca a nossa vida ou a situa\u00e7\u00e3o de Amparo: ela n\u00e3o foi curada,<br \/>\nO testamento de Amparo Caridade responde a essas quest\u00f5es, de outra forma.<br \/>\nPrimeiro, ela atesta que foi \u201ccurada\u201d de v\u00e1rias formas e at\u00e9 mesmo,<br \/>\naben\u00e7oando a doen\u00e7a que a transformou: \u201cBendita doen\u00e7a que me possibilitou<br \/>\nessa revolu\u00e7\u00e3o\u201d. Amparo expressa, com v\u00e1rias palavras, com diversas<br \/>\nmet\u00e1foras, uma experi\u00eancia nova que deu um olhar totalmente novo diante<br \/>\nda pr\u00f3pria vida e de todas as coisas, desde a cidade at\u00e9 a pr\u00f3pria doen\u00e7a: \u201cA<br \/>\nluz tomou conta e se apossou da treva, passou da treva para a luz. At\u00e9 ali<br \/>\ndesconhecia aquela for\u00e7a de beleza encantadoramente nova Devia ser um<br \/>\n\u00eaxtase\u201d. Essa cura interior, essa forma de \u00eaxtase, \u00e9 mais intensa e profunda<br \/>\ndo que qualquer curativo f\u00edsico: \u201cLonge de qualquer conceito, ou pensamento.<br \/>\nEra simplesmente Amparo. Atravessado por algo intenso, desconhecido.<br \/>\nFalando de \u201ceternidade\u201d, Amparo responde \u00e0 nossa segunda pergunta:<br \/>\nPor que ela n\u00e3o voltou \u00e0 vida, do jeito da menina curada por Jesus?<br \/>\nSimplesmente, porque foi diferente, como ela pr\u00f3pria fez a experi\u00eancia e a<br \/>\nmanifestou: \u201cN\u00e3o quero mais ser a mesma; n\u00e3o posso mais ser a mesma\u201d.<br \/>\nEla n\u00e3o quer e nem pode voltar mais \u00e0 vida de antes porque se tornou outra,<br \/>\nsem deixar de ser mais plenamente ela mesma: \u201cOutra Amparo busca agora<br \/>\ndimens\u00f5es ainda n\u00e3o sentidas&#8230; n\u00e3o percebidas\u201d. \u201cOutra Amparo se aninha<br \/>\nnum viver cuja busca de dimens\u00f5es ainda n\u00e3o foram sentidas\u201d; \u201coutra Amparo<br \/>\nse aninha no meu existir.\u201d A imagem do \u201cninho\u201d como casa e do \u201caninhar-se\u201d<br \/>\ncomo atitude reflete esse novo momento, novo \u201cnascimento\u201d e nos remete ao<br \/>\nmundo dos passarinhos e das aves de arriba\u00e7\u00e3o. Isso faz pensar: Amparo<br \/>\nprecisava dar voos mais altos; precisava voar, sem fronteiras, para al\u00e9m<br \/>\ndos limites, muito al\u00e9m de seu pr\u00f3prio corpo, do tempo vivido e dos espa\u00e7os<br \/>\nat\u00e9 ent\u00e3o ocupados. Amparo precisava de outras dimens\u00f5es da liberdade.<br \/>\nPor isso, ela n\u00e3o pode mais ser a mesma e, com raz\u00e3o e paix\u00e3o profetizou<br \/>\nseu desejo mais profundo: \u201cQuero muito mais\u201d. Mas, afinal, em que consiste<br \/>\nesse \u201cmuito mais\u201d da vida depois da morte? Ela mesma nos responde: \u201cQuero<br \/>\nmuito mais&#8230; Invadida, envolvida, tomada pela for\u00e7a da vida entreguei-me\u201d.<br \/>\nEntrega total, eis a forma como ela abra\u00e7ou a morte, apostando nesse desejo<br \/>\nde quem quer viver muito mais, isto \u00e9, viver para al\u00e9m da morte. Por\u00e9m, n\u00e3o<br \/>\nqueria nem podia mais ser a mesma. A \u201cvis\u00e3o\u201d ou experi\u00eancia que ela teve<br \/>\nda vida para al\u00e9m da morte fica como um belo testamento de f\u00e9, para al\u00e9m<br \/>\ndaquilo que os nossos olhos, saudosos e em l\u00e1grimas, podem enxergar.<br \/>\nOs olhos dela tamb\u00e9m precisaram mudar o foco: \u201cMeus olhos sentiam.<br \/>\nAcostumados ao ordin\u00e1rio, agora querem mais, querem intensidade, beleza<br \/>\nsem ponto final. Delas \u2013 beleza e intensidade \u2013 n\u00e3o quero mais me perder\u201d.<br \/>\nAssim entregou-se confiante, n\u00e3o \u00e0 morte, mas a vida para al\u00e9m da morte,<br \/>\nao viver que nos ultrapassa e nos arrebata. Por isso, ela bem poderia, diante<br \/>\nda cura interior que experimentou, escutar do pr\u00f3prio Jesus: \u201cCoragem,<br \/>\nfilha! A tua f\u00e9 na vida te salvou\u201d. N\u00f3s tamb\u00e9m podemos escutar de Jesus<br \/>\nalgo semelhante ao que ele disse \u00e0 multid\u00e3o alvoro\u00e7ada diante da morte<br \/>\ndaquela filha do chefe: \u201cA menina Amparo n\u00e3o morreu, mas est\u00e1 dormindo&#8230;\u201d<br \/>\nAmparo n\u00e3o morreu, est\u00e1 adormecida, mas acordar\u00e1 apenas diante daqueles<br \/>\nque t\u00eam a mesma f\u00e9 na vida que ela testemunhou. A menina Amparo n\u00e3o<br \/>\nmorreu, ressuscitou na capacidade de sonhar e de brincar com as palavras.<br \/>\nAmparo apenas dormiu para despertar em n\u00f3s sentimentos de amor \u00e0 vida<br \/>\natrav\u00e9s de sua poesia, de sua exist\u00eancia e, enfim, de seu desejo de querer<br \/>\nAmparo: rogai por n\u00f3s. Am\u00e9m!<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco celebrou nesta segunda-feira (05) missa de s\u00e9timo dia em mem\u00f3ria da professora Amparo Caridade. 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