{"id":37039,"date":"2013-03-09T23:04:20","date_gmt":"2013-03-09T23:04:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=37039"},"modified":"2013-03-11T23:53:27","modified_gmt":"2013-03-11T23:53:27","slug":"ultimo-dia-da-11o-semana-da-mulher-debate-sobre-negras-e-indigenas-no-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/ultimo-dia-da-11o-semana-da-mulher-debate-sobre-negras-e-indigenas-no-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"\u00daltimo dia da 11\u00aa Semana da Mulher debate sobre &#8220;Negras e ind\u00edgenas no mercado de trabalho&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Na sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o \u00faltimo dia da 11\u00aa Semana da Mulher na Unicap come\u00e7ou com debate sobre &#8220;Mulheres negras e ind\u00edgenas no mercado de trabalho&#8221;. O evento, que contou com a presen\u00e7a do Pr\u00f3-reitor Comunit\u00e1rio, Padre L\u00facio Fl\u00e1vio Cirne, aconteceu na sala 102 do bloco G e de uma maneira diferente, em forma de uma roda de di\u00e1logo. A Prof\u00aaDr\u00aa Valdenice Jos\u00e9 Raimundo explicou o por que de fazer diferente naquele dia: &#8220;Eu preferi que fosse feito uma roda de di\u00e1logo para que fic\u00e1ssemos (palestrantes) mais pr\u00f3ximas daqueles que vieram prestigiar esta homenagem, e ser\u00e1 um meio mais f\u00e1cil de disseminar os conhecimentos uns com os outros&#8221;.<\/p>\n<p>Para discutir mais e abordar melhor o tema, foram convidadas a Prof\u00aa.Dr\u00aa Milena Prado, economista e t\u00e9cnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos); Girlana Diniz, assistente social do Observat\u00f3rio Negro; Ivanira Truk\u00e1, articuladora educacional das Escolas Ind\u00edgenas; e a Prof\u00aa Dr\u00aa Valdenice Jos\u00e9 Raimundo, doutora em Servi\u00e7o Social pela UFPE e coordenadora do Projeto Vidas Inteligentes sem Drogas e \u00c1lcool.<\/p>\n<p>A primeira a conversar sobre a inser\u00e7\u00e3o das mulheres negras e ind\u00edgenas no mercado de trabalho foi a Prof.Dra Valdenice, que parabenizou a Universidade pela iniciativa de criar uma semana em homenagem \u00e0 mulher. &#8220;Estou muito feliz de trabalhar aqui, principalmente pelo fato de a Universidade ofertar essa oportunidade de se debater sobre todos estes assuntos relevantes para sociedade e para as mulheres&#8221;. Logo em seguida, a assistente social Girlana Diniz mostrou sua vis\u00e3o e relembrou o dia em que se formou na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco: &#8220;Quando uma mulher negra se forma, \u00e9 uma felicidade imensa, n\u00e3o s\u00f3 para si ou para sua fam\u00edlia, mas para toda a sociedade negra. \u00c9 mais um obst\u00e1culo vencido, mais um paradigma quebrado&#8221;. Ap\u00f3s sua declara\u00e7\u00e3o, ela relatou outro feito pessoal, comentando que: &#8220;Se &#8216;reconhecer&#8217; como negra \u00e9 um parto, segundo um ditado popular, pois traz \u00e0 tona tudo de doloroso que a pessoa j\u00e1 vivenciou, os preconceitos sofridos, por\u00e9m \u00e9 uma liberta\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>Depois, veio a apresenta\u00e7\u00e3o da economista Milena Prado, que apresentou dados coletados pelas conselheiras do Conselho Municipal da Mulher do Recife. Entre os dados apresentados estavam o n\u00famero de analfabetos negros (as), expectativa de vida e servi\u00e7os dom\u00e9sticos que possuem ocupa\u00e7\u00e3o de negras. Ela pontuou tamb\u00e9m a falta de representatividade dos negros (as) nas pesquisas que coletam informa\u00e7\u00f5es e n\u00fameros populacionais, com\u00a0 exce\u00e7\u00e3o do Censo do IBGE, que entrevista todos, sem nenhuma distin\u00e7\u00e3o. Um total de 46 mil mulheres integraram-se ao mercado de trabalho do Recife, sendo 42 mil negras (os), representando 21,4% nos \u00faltimos onze anos, e a ocupa\u00e7\u00e3o feminina cresceu 24,5% entre 2000-2011, fazendo seu contingente atingir 58 mil, e dessas 58 mil, 47 mil eram negras, ressaltou Milena Prado. Por\u00e9m, mesmo tendo todos esses bons resultados em torno da mulher negra, elas continuam tendo uma taxa de desemprego maior que os homens brancos e os pr\u00f3prios negros.<\/p>\n<p>Para abrilhantar a exposi\u00e7\u00e3o, Ivanira Truk\u00e1, articuladora educacional das Escolas Ind\u00edgenas, aben\u00e7oou todos os presentes na sala com uma ora\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. Ivanira deu o seu depoimento num contexto mais hist\u00f3rico, relembrando toda submiss\u00e3o que era e ainda \u00e9 imposta em algumas aldeias, falou da vontade das ind\u00edgenas em terem autonomia, e o sonho de fazerem sua vida fora das tribos. Ao final do seu bate-papo informal, foram lembradas as denominadas &#8220;Guerreiras Ind\u00edgenas&#8221;, que s\u00e3o mulheres que lutavam e lutam por uma liberdade de estere\u00f3tipo, que at\u00e9 hoje perdura, ficar nas tribos cuidando dos maridos e dos filhos (as), e fazendo servi\u00e7os dom\u00e9sticos. Durante toda a roda de di\u00e1logos, algumas pessoas puderam tirar suas d\u00favidas e fazer questionamentos acerca das mulheres negras e ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&#8220;Somos diferentes, existe a loira, negra, ruiva, ind\u00edgena a gueixa, cada uma com sua peculiaridade e beleza, ent\u00e3o temos que nos aceitarmos, antes da sociedade, antes de qualquer um, temos que fazer isso primeiro&#8221;.<br \/>\n&#8211; Prof.Dra.Valdenice Jos\u00e9 Raimundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, o \u00faltimo dia da 11\u00aa Semana da Mulher na Unicap come\u00e7ou com debate sobre &#8220;Mulheres negras e ind\u00edgenas no mercado de trabalho&#8221;. 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