{"id":3185,"date":"2010-05-11T12:47:36","date_gmt":"2010-05-11T15:47:36","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=3185"},"modified":"2010-05-11T12:47:36","modified_gmt":"2010-05-11T15:47:36","slug":"i-forum-de-genero-discute-a-dimensao-de-genero-na-educacao-formal-e-informal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/i-forum-de-genero-discute-a-dimensao-de-genero-na-educacao-formal-e-informal\/","title":{"rendered":"I F\u00f3rum de G\u00eanero discute a dimens\u00e3o de G\u00eanero na Educa\u00e7\u00e3o Formal e Informal"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-3188\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=3188\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3188\" src=\"https:\/\/i2.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/SDC14885.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Em parceria com a Secretaria Especial da Mulher do Recife, a Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco realizou na \u00faltima sexta-feira (07) o I F\u00f3rum de G\u00eanero da cidade. O evento marcou o in\u00edcio de quatro grandes encontros que acontecer\u00e3o nos meses de maio, junho, setembro e novembro. O primeiro encontro teve como objetivo abordar a dimens\u00e3o de g\u00eanero no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o formal e informal.<\/p>\n<p>A fim de provocar uma reflex\u00e3o no p\u00fablico presente, antes da mesa inicial de debates, foi exibido o filme \u201cVida Maria\u201d, uma anima\u00e7\u00e3o de M\u00e1rcio Ramos. O curta-metragem mostra como as hist\u00f3rias de vida das mulheres se repetem, sem oportunidade para mudan\u00e7as, mulheres que continuam levando suas \u201cvidas marias\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>A sauda\u00e7\u00e3o inicial foi realizada pelo Pr\u00f3-Reitor Comunit\u00e1rio, Padre Miguel Martins; a coordenadora do\u00a0N\u00facleo de Estudos Especializados em G\u00eanero (Gendhe) da Unicap, Andr\u00e9a Almeida Campos; a Secret\u00e1ria Especial da Mulher, Rejane Pereira, e a coordenadora do F\u00f3rum Tem\u00e1tico da Mulher, Irani Brito. \u201cN\u00f3s mulheres n\u00e3o devemos nos intimidar. Somos protagonistas da nossa hist\u00f3ria e o poder de mudan\u00e7as tamb\u00e9m est\u00e1 em n\u00f3s\u201d, iniciou Andr\u00e9a.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a rel=\"attachment wp-att-3189\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=3189\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-3189\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/SDC14891.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>Posteriormente, a mesa de debate foi formada a fim de discutir como se d\u00e1 a discuss\u00e3o de g\u00eanero na educa\u00e7\u00e3o da sociedade. Participaram da discuss\u00e3o, a coordenadora da Articula\u00e7\u00e3o Negra de Pernambuco, Piedade Marques; a secret\u00e1ria Rejane Pereira; a pedagoga L\u00facia Bahia e a psic\u00f3loga Maria Tereza, ambas integrantes do Grupo de Trabalho e Orienta\u00e7\u00e3o Sexual (GTOS) da Prefeitura do Recife.<\/p>\n<p>De acordo com Piedade Marques, na maioria das vezes, a quest\u00e3o do g\u00eanero \u00e9 discutida apenas na educa\u00e7\u00e3o informal, e apenas quando o sujeito vive num meio que favore\u00e7a a discuss\u00e3o, como foi o caso dela mesma. \u201cAos 14 anos iniciei como ativista em favor da luta pelos direitos dos negros e das mulheres, antes mesmo de me descobrir como professora. Eu j\u00e1 estava dentro de um movimento e isso favoreceu o meu envolvimento com essas quest\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>A professora ainda apontou problemas na educa\u00e7\u00e3o formal dos alunos da rede de educa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o existe uma pr\u00e1tica dentro das escolas de incluir na grade curricular a discuss\u00e3o de g\u00eanero e ra\u00e7a que, no meu conceito, s\u00e3o fundamentais para se discutir quest\u00f5es como cidadania, \u00e9tica e respeito\u201d. Al\u00e9m disso, Piedade disse que os professores est\u00e3o incapacitados para orientar corretamente os alunos.<\/p>\n<p>A secret\u00e1ria Rejane relembrou que as matrizes africanas de educa\u00e7\u00e3o foram as primeiras a existir. \u201cAs negras foram as primeiras a educar seus filhos, partindo sempre da oralidade, da conversa. A cria\u00e7\u00e3o j\u00e1 favorecia\u00a0 a discuss\u00e3o sobre temas diversos\u201d, disse. Rejane tamb\u00e9m fez quest\u00e3o de ressaltar o quanto \u00e9 importante incluir o debate sobre sexualidade nas escolas, tema em torno do qual a pr\u00f3pria sociedade cria tabus e preconceito. \u201cN\u00f3s nascemos em um contexto de desigualdade e a escola \u00e9 o lugar que menos acolhe as diferen\u00e7as. Isso porque ela n\u00e3o est\u00e1 preparada para receber. Nem ela nem a sociedade de um modo geral\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Rejane defendeu que a discuss\u00e3o de g\u00eanero, ra\u00e7a e sexualidade ainda precisa ser aberta \u00e0 sociedade, t\u00e3o resistente a essas tem\u00e1ticas. \u00c9 o que a Prefeitura do Recife est\u00e1 tentando fazer. \u201cUma das conquistas mais importantes para n\u00f3s mulheres foi a cria\u00e7\u00e3o de uma secretaria espec\u00edfica na prefeitura para a mulher. A pol\u00edtica do governo vigente tem favorecido a discuss\u00e3o desses temas. Um dos nossos projetos \u00e9 de incluir esses assuntos na forma\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos, desde crian\u00e7as\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um dos projetos que j\u00e1 vem sendo realizado pelo Grupo de Trabalho e Orienta\u00e7\u00e3o Sexual (GTOS) da Prefeitura do Recife, que capacita os professores e a escola a discutirem a quest\u00e3o da sexualidade nas escolas. \u201cO intuito do GTOS \u00e9 de fortalecer a educa\u00e7\u00e3o formal, passando experi\u00eancias informais para a educa\u00e7\u00e3o formal. N\u00f3s orientamos os col\u00e9gios interessados por nosso servi\u00e7o em educar os alunos da maneira correta, de acordo com as realidades do alunos e as necessidades das escolas\u201d, afirmou Maria Tereza<\/p>\n<p>L\u00facia Bahia explicou que o trabalho desenvolvido no GTOS \u00e9 dif\u00edcil, visto que a organiza\u00e7\u00e3o s\u00f3 possui tr\u00eas pessoas no Grupo respons\u00e1veis em atender toda a rede de educa\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o Metropolitana do Recife. Mas, aos poucos, eles est\u00e3o conseguindo desenvolver o trabalho de orienta\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 percebemos uma mudan\u00e7a significativa nos jovens e professores das escolas trabalhadas com a consolida\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica no cotidiano escolar. Precisamos desmistificar os tabus da sociedade com rela\u00e7\u00e3o a tem\u00e1tica da sexualidade, que n\u00e3o se trata apenas de sexo, como muito confundem\u201d, afirmou L\u00facia.<\/p>\n<p>Depois da palestra, foi aberto um espa\u00e7o para debate, onde o p\u00fablico tirou d\u00favidas, compartilhou experi\u00eancias e demonstrou apoio \u00e0 discuss\u00e3o de g\u00eanero, ra\u00e7a e sexualidade. O I F\u00f3rum de G\u00eanero lotou o audit\u00f3rio do primeiro andar do bloco J da Unicap. As pr\u00f3ximas reuni\u00f5es acontecer\u00e3o nos meses de junho, setembro e novembro, sendo uma a cada m\u00eas, com as seguintes tem\u00e1ticas:<\/p>\n<p><strong>25\/06:<\/strong> Fortalecendo a Rede de Apoio ao Enfrentamento da Viol\u00eancia Contra a Mulher, no bloco G1<br \/>\n<strong>24\/09:<\/strong> Cidade Segura e o Plano Municipal de Pol\u00edtica para as Mulheres, no bloco G1<br \/>\n<strong>26\/11:<\/strong> O Desafio de Pensar Pol\u00edticas P\u00fablicas de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia Contra as Mulheres<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em parceria com a Secretaria Especial da Mulher do Recife, a Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco realizou na \u00faltima sexta-feira (07) o I F\u00f3rum de G\u00eanero da cidade. O evento marcou o in\u00edcio de quatro grandes encontros que acontecer\u00e3o nos meses de maio, junho, setembro e novembro. 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