{"id":28440,"date":"2012-03-08T23:48:21","date_gmt":"2012-03-08T23:48:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=28440"},"modified":"2012-03-08T23:48:21","modified_gmt":"2012-03-08T23:48:21","slug":"10%c2%aa-semana-da-mulher-da-catolica-apresenta-painel-sobre-a-saude-mental-da-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/10%c2%aa-semana-da-mulher-da-catolica-apresenta-painel-sobre-a-saude-mental-da-mulher\/","title":{"rendered":"10\u00aa Semana da Mulher da Cat\u00f3lica apresenta painel sobre a Sa\u00fade Mental da Mulher"},"content":{"rendered":"<p>A 10\u00aa Semana da Mulher na Cat\u00f3lica promoveu na manh\u00e3 desta quarta-feira (7), v\u00e9spera do Dia Internacional da Mulher, o painel &#8220;A Sa\u00fade Mental da Mulher: Alcoolismo , Depress\u00e3o e Viol\u00eancia, repercuss\u00f5es na vida familiar&#8221;. Coordenado pela professora Irin\u00e9a Catarino, do\u00a0curso de Psicologia,\u00a0o painel aconteceu no audit\u00f3rio G1, 1\u00ba andar do bloco G, das 9h \u00e0s 11h, e teve como palestrantes o psic\u00f3logo Gilberto L\u00facio da Silva e a m\u00e9dica psiquiatra Jandira Barros Saraiva. A mesa foi composta ainda pela coordenadora do painel, professora Irin\u00e9a Catarino, e pelo Pr\u00f3-reitor Comunit\u00e1rio, Padre L\u00facio Fl\u00e1vio Cirne.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a abertura dos trabalhos pela professora Irin\u00e9a Catarino,\u00a0Jandira de Barros Saraiva, que \u00e9 m\u00e9dica psiquiatra, especialista em Depend\u00eancia Qu\u00edmica, terapeuta comunit\u00e1ria e diretora t\u00e9cnica da Assessoria e Assist\u00eancia Terap\u00eautica em Sa\u00fade, iniciou sua apresenta\u00e7\u00e3o sobre depress\u00e3o, baseada no texto do Prof. Dr. Jos\u00e9 Alberto Del Porto (\u00a0Unifesp\/2009).<\/p>\n<p>Inicialmente, a psiquiatra abordou a defini\u00e7\u00e3o de depress\u00e3o. \u201c\u00c9 uma doen\u00e7a sist\u00eamica, cr\u00f4nica, que afeta o organismo como um todo, manifestando-se atrav\u00e9s de sintomas f\u00edsicos e ps\u00edquicos, das rela\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo com o ambiente em que se insere, em sua capacidade de trabalho e nos v\u00ednculos pessoais.\u201d<\/p>\n<p>Em seguida, a palestrante elencou alguns dados sobre a doen\u00e7a, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, OMS.<\/p>\n<ul>\n<li>\u00c9 uma das principais causas de incapacidade social;<\/li>\n<li>\u00c9 um problema de Sa\u00fade Publica, com preval\u00eancia de 17% para popula\u00e7\u00e3o em geral, 21% para mulheres, 12% homens, na raz\u00e3o de 2 a 3 mulheres para 1 homem;<\/li>\n<li>50% a 80% dos pacientes que recebem tratamento para um epis\u00f3dio depressivo ir\u00e3o apresentar outros epis\u00f3dios ao longo da vida com dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 20 semanas;<\/li>\n<li>Custo s\u00f3cio\/econ\u00f4mico \u00e9 alto. \u00c9 a terceira causa mais importante de incapacita\u00e7\u00e3o social, com preju\u00edzo da qualidade de vida;<\/li>\n<li>Paciente internado por doen\u00e7as cl\u00ednicas apresentam preval\u00eancia entre 22% a 35% de quadros depressivos. Assim, a depress\u00e3o \u00e9 importante para os m\u00e9dicos generalistas, psiquiatras, psic\u00f3logos e todos os profissionais da \u00e1rea de sa\u00fade;<\/li>\n<li>Multifatorial-biol\u00f3gico, sociocultural e ambiental. Existente ao longo dos s\u00e9culos, com maior preval\u00eancia nos dois \u00faltimos s\u00e9culos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Na sequ\u00eancia, a\u00a0psiquiatra falou\u00a0sobre como diagnosticar um epis\u00f3dio depressivo, segundo crit\u00e9rios do Manual de Diagn\u00f3stico e Estat\u00edstica das Perturba\u00e7\u00f5es Mentais, DSM IV, ou o C\u00f3digo Internacional de Doen\u00e7as, CID X, considerando a inclus\u00e3o de cinco ou mais sintomas, em um tempo m\u00ednimo de duas semanas.<\/p>\n<ol>\n<li>Humor depressivo na maior parte do dia. Em crian\u00e7as e\u00a0 adolescentes, o humor pode ser irrit\u00e1vel.<\/li>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o acentuada de interesse ou prazer em todas, ou quase todas, as atividades, na maior parte do tempo.<\/li>\n<li>Perda ou ganho de peso.<\/li>\n<li>Ins\u00f4nia ou hipersonia quase diariamente.<\/li>\n<li>Agita\u00e7\u00e3o ou retardo psicomotor (observ\u00e1vel).<\/li>\n<li>Fadiga ou perda de energia, quase todos os dias.<\/li>\n<li>Sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva e inapropriada.<\/li>\n<li>Diminui\u00e7\u00e3o da capacidade de pensar, de se concentrar ou tomar decis\u00f5es.<\/li>\n<li>Ideias de autoelimina\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Doutora Jandira alertou para o fato de que os sintomas n\u00e3o devem decorrer do uso de drogas ou medicamentos, ou doen\u00e7as cl\u00ednicas (depress\u00e3o secund\u00e1ria). Outro ponto abordado foram os fatores de risco para o suic\u00eddio e a preven\u00e7\u00e3o das ocorr\u00eancias.<\/p>\n<ul>\n<li>Idade e G\u00eanero: taxas mais elevada entre idosos; picos na adolesc\u00eancia; homens t\u00eam maior preval\u00eancia (abuso de \u00e1lcool e outras drogas, maior impulsividade comportamental, maior acesso a m\u00e9todos mais letais, menor suporte social, menor aceita\u00e7\u00e3o de cuidados m\u00e9dicos e psicol\u00f3gicos, etc.);<\/li>\n<li>Antecedentes de tentativas de suic\u00eddio;<\/li>\n<li>Diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico pr\u00e9vio;<\/li>\n<li>Doen\u00e7as f\u00edsicas concomitantes e que causem incapacita\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Hist\u00f3ria familiar de suic\u00eddio;<\/li>\n<li>Falta de suporte social e familiar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Seguindo, a psiquiatra mostrou os fatores de prote\u00e7\u00e3o contra o risco de suic\u00eddio.<\/p>\n<ul>\n<li>Aus\u00eancia de transtorno mental;<\/li>\n<li>Estar empregado;<\/li>\n<li>Presen\u00e7a de crian\u00e7as em casa;<\/li>\n<li>Ser respons\u00e1vel pela fam\u00edlia;<\/li>\n<li>Gravidez;<\/li>\n<li>Fortes Cren\u00e7as Religiosas;<\/li>\n<li>Suporte social e familiar;<\/li>\n<li>Habilidades para lidar com problemas;<\/li>\n<li>N\u00edvel de satisfa\u00e7\u00e3o com a vida (sentir-se realizado, feliz, ter esperan\u00e7as, etc.).<\/li>\n<\/ul>\n<p>A palestrante explicou o que se entende por melancolia, como depress\u00e3o maior, e distimia. \u201cPelo DSM IV, o termo designa aquelas formas de depress\u00e3o<strong> <\/strong>caracterizadas por perda de interesse e prazer por todas ou quase todas as atividades, falta de resposta a est\u00edmulos agrad\u00e1veis; altera\u00e7\u00e3o circadiana do humor; de forma pior pela manh\u00e3; despertar precoce; altera\u00e7\u00f5es psicomotoras acentuadas; anorexia; sentimentos inapropriados de culpa, geralmente com caracter\u00edsticas psic\u00f3ticas, del\u00edrios de ru\u00edna e culpa e alucina\u00e7\u00f5es. Associam-se a fatores gen\u00e9ticos, altera\u00e7\u00f5es polissonogr\u00e1ficas, resultados positivos de supress\u00e3o do cortisol pela dexametasona. A distimia corresponde aos estados depressivos menos acentuados, por\u00e9m duradouros, com m\u00ednimo de 2 anos, que fazem com que a pessoa esteja deprimida na maior parte dos dias, sem intervalos livres maiores que dois meses. Pode ter in\u00edcio precoce, antes dos 21 anos. Muitos desses estados sobrep\u00f5em-se ao que se chamava em outras classifica\u00e7\u00f5es, de \u201cdepress\u00f5es neur\u00f3ticas\u201d ou \u201cpersonalidade depressiva\u201d, com alus\u00f5es \u00e0 etiologia, nem sempre justificadas. Acarreta preju\u00edzos sociais e profissionais, em fun\u00e7\u00e3o da cronicidade.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 para o tratamento da depress\u00e3o, Dra. Jandira apresentou o planejamento segundo as fases do modelo de Kupfer.<\/p>\n<ol>\n<li>Fase Aguda: inclui os 2 ou 3 primeiros meses. Objetiva a remiss\u00e3o dos sintomas, ou redu\u00e7\u00e3o acentuada deles. Quando n\u00e3o ocorre, novas estrat\u00e9gias devem ser adotadas (troca ou combina\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00f5es, medidas psicossociais de apoio incluindo familiares, m\u00e9todos de estimula\u00e7\u00e3o cerebral, etc).<\/li>\n<li>Fase de Continua\u00e7\u00e3o: Per\u00edodo que vai do terceiro at\u00e9 sexto ou nono m\u00eas. Objetiva manter a melhora conseguida. Em caso de novo epis\u00f3dio nesse per\u00edodo, fala-se em \u201creca\u00edda\u201d.<\/li>\n<li>Fase de Manuten\u00e7\u00e3o: visa a evitar recorr\u00eancias (novos epis\u00f3dios depressivos). Instituir um tratamento de manuten\u00e7\u00e3o sempre que o paciente apresentar tend\u00eancia a recorr\u00eancias.<\/li>\n<li>Estima-se que o tratamento de continua\u00e7\u00e3o por, no m\u00ednimo 6 meses reduz o risco de reca\u00eddas em 50%.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Para a psiquiatra, os estudos controlados mostram que a Psicoterapia Cognitiva e Cognitivo-comportamental; Psicoterapia Interpessoal e a Psicoterapia como foco na resolu\u00e7\u00e3o de problemas e treinamentos de habilidades sociais s\u00e3o eficazes para o tratamento de pacientes deprimidos, em particular nos com depress\u00e3o leve e moderadas. Depress\u00f5es mais graves, sobretudo com caracter\u00edsticas melanc\u00f3licas, o uso de antidepressivos \u00e9 amplamente apoiado.<\/p>\n<p>Finalizando sua participa\u00e7\u00e3o, a Dra. Jandira falou sobre se o uso de antidepressivos pode aumentar o risco de suic\u00eddio em adolescentes. \u201cComo grupo os <em>inibidores seletivos da recapta\u00e7\u00e3o da serotonina,<\/em> ISRS, s\u00e3o mais eficazes que o placebo, no tratamento dos adolescentes. O que apresentou maior efic\u00e1cia foi \u00e0 fluoxetina. O uso de ISRS <em>n\u00e3o aumenta<\/em> as taxas de suic\u00eddio entre adolescentes, o uso adequado previne\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>O\u00a0tema seguinte \u201cViol\u00eancias e uso, abuso e depend\u00eancia de drogas em mulheres\u201d foi apresentado pelo psic\u00f3logo Gilberto L\u00facio da Silva, do Tribunal de Justi\u00e7a de Pernambuco e do Centro de Apoio Operacional das promotorias de justi\u00e7a da inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia e 2\u00ba vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Estudo do \u00c1lcool e Outras Drogas.<\/p>\n<p>Ele come\u00e7ou falando que a viol\u00eancia n\u00e3o \u00e9 causada pela droga. Ele mostrou uma rela\u00e7\u00e3o entre as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias: exposi\u00e7\u00e3o ao uso como fator propiciador, versos as condi\u00e7\u00f5es suficientes: aumento da possibilidade em presen\u00e7a do uso. Como exemplo, o palestrante falou que os acidentes n\u00e3o s\u00e3o causados pelo celular. Suas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias s\u00e3o: exposi\u00e7\u00e3o ao uso, igual ao n\u00famero de vezes, tempo da liga\u00e7\u00e3o, etc. e as condi\u00e7\u00f5es suficientes s\u00e3o: o aumento da possibilidade, igual a intera\u00e7\u00e3o entre uso do celular e a frequ\u00eancia de acidentes e sua gravidade.<\/p>\n<p>Continuando, o psic\u00f3logo elencou as tend\u00eancias na sociedade brasileira sobre a viol\u00eancia.<\/p>\n<p>a)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Crescimento da <strong>delinqu\u00eancia urbana<\/strong>, em especial dos crimes contra o patrim\u00f4nio (roubo, extors\u00e3o e sequestro), e de homic\u00eddios dolosos (volunt\u00e1rios).<\/p>\n<p>b)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Emerg\u00eancia da <strong>criminalidade organizada<\/strong>, em particular em torno do tr\u00e1fico internacional de drogas, que modifica os modelos e perfis convencionais da delinqu\u00eancia urbana e prop\u00f5e problemas novos para o direito penal e para o funcionamento da justi\u00e7a criminal.<\/p>\n<p>c)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Graves <strong>viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos <\/strong>que comprometem a consolida\u00e7\u00e3o da ordem pol\u00edtica democr\u00e1tica. Exemplo = situa\u00e7\u00e3o das unidades de cumprimento de medida socioeducativa (viol\u00eancia institucional).<\/p>\n<p>d)\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Explos\u00e3o de <strong>conflitos nas rela\u00e7\u00f5es intersubjetivas<\/strong>, mais propriamente conflitos de vizinhan\u00e7a (proximidade) que tendem a convergir para desfechos fatais.<\/p>\n<p>Exemplificando, Gilberto falou da conflu\u00eancia de viol\u00eancias, sobre o estupro coletivo, em Queimadas-PB, no dia 12 de fevereiro deste ano: \u201cDez pessoas, entre elas tr\u00eas adolescentes, foram indiciadas pelo estupro de cinco mulheres e pela morte de duas delas em uma festa de anivers\u00e1rio, em Queimadas (141 km de Jo\u00e3o Pessoa). A motiva\u00e7\u00e3o do crime era apenas a vontade de praticar sexo proibido. A recepcionista Michele Domingos da Silva, 29 anos, e a professora Isabela Fraz\u00e3o Monteiro, 27, foram mortas porque reconheceram os acusados durante o estupro.\u201d<\/p>\n<p>\u201cA Pol\u00edcia Civil viu contradi\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o aos bens que eles declararam possuir, os irm\u00e3os suspeitos de organizar a noite de terror possuem carros importados e um patrim\u00f4nio que n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o trabalho que eles realizam. Uma das linhas de investiga\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia \u00e9 a poss\u00edvel liga\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os com um dos maiores traficantes do pa\u00eds, o carioca Ant\u00f4nio Francisco Bonfim Lopes, o \u2018Nem da Rocinha\u2019, cuja fam\u00edlia tamb\u00e9m teria ra\u00edzes na regi\u00e3o de Queimadas e que por muitos anos comandou o tr\u00e1fico de drogas na favela. O narcotr\u00e1fico j\u00e1 est\u00e1 entre n\u00f3s\u201d, revela.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 a viol\u00eancia disfar\u00e7ada, como no caso do Big Brother Brasil, BBB. \u201cSer\u00e1 que eu fiz?\u201d \u201cMonique ficou embriagada durante uma festa. Debaixo de um edredom, Daniel agarrou a estudante. A pol\u00eamica come\u00e7ou depois que telespectadores disseram no Twitter que ela poderia ter sido v\u00edtima de estupro. \u2018Estupro de pessoa vulner\u00e1vel\u2019, previsto no Artigo 217, CPB. o crime n\u00e3o precisa necessariamente ser denunciado pela v\u00edtima. Basta o Minist\u00e9rio P\u00fablico entender que a v\u00edtima estava de fato alcoolizada, para entrar com a a\u00e7\u00e3o penal, independentemente da vontade dela\u201d, explica.<\/p>\n<p>Na quest\u00e3o da frequ\u00eancia de consumo de \u00e1lcool entre adolescentes, o palestrante falou que meninos e meninas consomem bebidas alco\u00f3licas com frequ\u00eancias semelhantes. Cerca de dois ter\u00e7os de adolescentes de ambos os sexos s\u00e3o abstinentes. Mas quase 35% dos adolescentes menores de idade consomem bebidas alco\u00f3licas ao menos uma vez ao ano.<\/p>\n<p>Foram apresentados dados importantes sobre a rela\u00e7\u00e3o consumo e depend\u00eancia, como 76,3 milh\u00f5es de pessoas apresentam algum problema devido ao uso do \u00e1lcool; 1,8 milh\u00e3o de mortes s\u00e3o causadas pelo \u00e1lcool; 11,2% dos usu\u00e1rios s\u00e3o dependentes do \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao consumo e viol\u00eancias, Gilberto disse: \u201cEmbora o consumo pesado de \u00e1lcool esteja concentrado em um pequeno grupo de bebedores, graus leves de h\u00e1bitos, abuso ou depend\u00eancia est\u00e3o largamente distribu\u00eddos na popula\u00e7\u00e3o e s\u00e3o respons\u00e1veis pela maioria dos problemas relacionados \u00e0 viol\u00eancia, com implica\u00e7\u00f5es significativas na sa\u00fade p\u00fablica.\u201d<\/p>\n<ul>\n<li>Homic\u00eddios ocorridos entre 1990 e 1995, na cidade de Curitiba = 53,6% das v\u00edtimas e 58,9% dos autores dos crimes estavam sob efeito de bebidas alco\u00f3licas no momento da ocorr\u00eancia criminal. Duarte e Carlini-Cotrim, 2000;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>4.8% de todas as mortes na Am\u00e9rica do Sul podem ser anualmente atribu\u00edveis ao \u00e1lcool. WHO, 2004;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Estar alcoolizado aumenta a chance de viol\u00eancia sexual, seja para o agressor seja para a v\u00edtima. Zaleski e Silva, 2011;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>V\u00edtimas de viol\u00eancia t\u00eam probabilidade de duas a cinco vezes maior de terem o teste de Blood Alcohol Concentration (BAC) positivo do que as v\u00edtimas de outras causas. Zaleski e Silva, 2011;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Alguns preju\u00edzos est\u00e3o associados \u00e0 intoxica\u00e7\u00e3o e ao beber regularmente entre os jovens, destacando-se dentre eles os acidentes automobil\u00edsticos e a maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia sexual. Pechansky, 2004.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em seguida, o t\u00f3pico abordado foi o de \u00e1lcool e tr\u00e2nsito.<\/p>\n<ul>\n<li>Do total de 831 v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito n\u00e3o-fatais, atendidas em servi\u00e7os de emerg\u00eancia e institutos m\u00e9dico-legais de Bras\u00edlia, Curitiba, Recife e Salvador, houve positividade da alcoolemia em 61,4% dos casos. Nery Filho e cols., 1997;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>O consumo de bebidas alco\u00f3licas entre adolescentes mostrou-se associado a atitudes que exp\u00f5em o jovem a riscos, como dirigir alcoolizado e pegar carona com indiv\u00edduo alcoolizado. Pechansky e cols., 2004;<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Impacto da Lei n\u00ba 11.705 (\u201cLei Seca\u201d) = redu\u00e7\u00e3o de 24.545 (-23,2%) interna\u00e7\u00f5es por acidentes de tr\u00e2nsito, decr\u00e9scimo de 17,4% na frequ\u00eancia mensal de interna\u00e7\u00f5es hospitalares por acidentes de tr\u00e2nsito na rede credenciada ao SUS entre os meses de junho e dezembro de 2008. Malta e cols., 2010.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O\u00a0crack tamb\u00e9m foi abordado. Um estudo com 131 usu\u00e1rios da droga, em S\u00e3o Paulo, durante cinco anos, detectou duas tend\u00eancias: aumento dos \u00edndices e abstin\u00eancia ao lado do aumento dos sintomas de mau progn\u00f3stico, tais como mortes, pris\u00e3o e desaparecimento.<\/p>\n<ul>\n<li>Excesso de mortalidade = 21,6 mortes por 1.000.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Raz\u00e3o de mortalidade entre os usu\u00e1rios do estudo e a popula\u00e7\u00e3o de SP foi quase 8 vezes maior.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Mais da metade das mortes foi por homic\u00eddio. Ribeiro e cols., 2007.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>70% dos usu\u00e1rios de crack morrem de causas n\u00e3o naturais, sendo as mais frequentes as mortes por homic\u00eddio (56,6%), overdose (8,7%) e afogamento (4,3%). \u00a0Ribeiro e cols., 2007.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Presen\u00e7a de antecedentes criminais em dependentes de crack \u00e9 vari\u00e1vel relacionada a mais sintomas de ansiedade, de depress\u00e3o e a fissura mais intensa. Guimar\u00e3es e cols., 2008.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>A percentagem de jovens com comportamentos delinquentes \u00e9 maior entre os que tinham feito uso de maconha no \u00faltimo ano do que entre aqueles que n\u00e3o a utilizaram. SAMHSA, 2004.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>A associa\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao comportamento delinquente tende a ser mais forte para o uso da maconha do que para o uso do \u00e1lcool ou do tabaco. O uso de \u00e1lcool, tabaco e maconha precede o uso de outras drogas e a pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es. Martins e Pillon, 2008.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Os delitos contra o patrim\u00f4nio \u2013 predominantes entre as infra\u00e7\u00f5es praticadas \u2013 costumam ser motivados pela compra de mantimentos (11%), de bens de consumo que transcendem as necessidades b\u00e1sicas de um indiv\u00edduo (33%) e para a compra de drogas (22%). \u00a0Muller e colas., 2009.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Na busca da droga, o adolescente quase simultaneamente envolve-se com o grupo de pares e com os atos infracionais, como uma forma de ter dinheiro, n\u00e3o s\u00f3 para a droga, mas tamb\u00e9m para suprir as suas necessidades b\u00e1sicas. Penso e Sudbrack, 2004.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Continuando, o palestrante apresentou os modelos ideais de vida de um casal.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Ideal do amor rom\u00e2ntico <\/strong>= valores da complementariedade, cumplicidade e dedica\u00e7\u00e3o, projetos e interesses comuns. Conflito = fidelidade x trai\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><strong>Ideal da rela\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria <\/strong>= valores do di\u00e1logo, do respeito, da compreens\u00e3o, da harmonia e da independ\u00eancia. Conflito = sinceridade x liberdade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Finalizando, Gilberto falou da viol\u00eancia dom\u00e9stica, sexual e outras.<\/p>\n<ul>\n<li>20% das visitas por trauma ao departamento de emerg\u00eancia e 25% dos homic\u00eddios de mulheres envolviam viol\u00eancia entre parceiros \u00edntimos (VPI). Shafer et al., 1998.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>\u00cdndice de viol\u00eancia de parceria de homens contra mulheres variou de 17 a 39% em casais brasileiros. Lipsky et al., 2005.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cIndiv\u00edduos que sofreram viol\u00eancia grave na inf\u00e2ncia ou na adolesc\u00eancia tiveram tr\u00eas vezes mais exposi\u00e7\u00e3o ao uso abusivo de \u00e1lcool e quatro vezes mais ao uso de drogas il\u00edcitas que aqueles que nunca sofreram viol\u00eancia nas etapas iniciais da vida. Uso = busca do entorpecimento para a dor.\u201d<\/p>\n<p>\u201cAus\u00eancia, precariedade ou inadequa\u00e7\u00e3o da rede de suporte cl\u00ednico e social. Rede (in)existente x Especificidade do tratamento: N\u00e3o existe tratamento \u00fanico e ideal para transtornos mentais e depend\u00eancia qu\u00edmica. Rede preconizada x Import\u00e2ncia de um sistema de servi\u00e7os que atenda a diversidade de problemas (sa\u00fade f\u00edsica e mental, situa\u00e7\u00e3o social, familiar, profissional, conjugal, criminal, etc.)\u201d, finalizou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 10\u00aa Semana da Mulher na Cat\u00f3lica promoveu na manh\u00e3 desta quarta-feira (7), v\u00e9spera do Dia Internacional da Mulher, o painel &#8220;A Sa\u00fade Mental da Mulher: Alcoolismo , Depress\u00e3o e Viol\u00eancia, repercuss\u00f5es na vida familiar&#8221;. Coordenado pela professora Irin\u00e9a Catarino, do\u00a0curso de Psicologia,\u00a0o painel aconteceu no audit\u00f3rio G1, 1\u00ba andar do bloco G, das 9h [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"jetpack-related-posts":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28440"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28440"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28440\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28502,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28440\/revisions\/28502"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28440"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28440"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28440"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}