{"id":27528,"date":"2012-01-23T23:00:06","date_gmt":"2012-01-23T23:00:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=27528"},"modified":"2012-01-23T23:00:06","modified_gmt":"2012-01-23T23:00:06","slug":"reitor-preside-missa-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/reitor-preside-missa-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Reitor preside missa em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>O Reitor da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, Padre Pedro Rubens, vai presidir quarta-feira (25) missa para a congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s de Santo Andr\u00e9, sediadas em S\u00e3o Paulo. O convite surgiu n\u00e3o apenas pela amizade, mas tamb\u00e9m pela hist\u00f3ria recente de parceria. Em julho de 2011, a convite do Reitor da Unicap,\u00a0as irm\u00e3s\u00a0abriram a \u00fanica casa delas do Norte e Nordeste, no Recife, unindo-se \u00e0 miss\u00e3o na Cat\u00f3lica. Na celebra\u00e7\u00e3o, uma das irm\u00e3s que est\u00e1 na comunidade do Recife, Tatiana, far\u00e1 seus votos de religiosa. J\u00e1 a irm\u00e3 Maria Aparecida Abr\u00e3o, concluiu um doutorado sobre Antonio Vieira, na Fran\u00e7a, e agora \u00e9 professora do curso de Teologia da Unicap\u00a0e faz parte da equipe do Instituto Humanitas.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria das Irm\u00e3s de Santo Andr\u00e9<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">Duas irm\u00e3s decidem colocar seus bens \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos pobres. Abrem uma hospedaria na cidade de Tournai, na B\u00e9lgica, em frente da igreja S\u00e3o Nicolau, \u00e0 margem direita do rio Escalda.<br \/>\nD\u00e3o alojamento e comida gratuitamente aos pobres que se apresentam: pessoas de passagem, peregrinos ou viajantes que andam pelo pa\u00eds e que podiam, ao cair da noite, encontrar abrigo na hospedaria.<br \/>\nNo s\u00e9culo XIV, pouco antes de 1329, quando a peste, a fome e as guerras come\u00e7am a dizimar a popula\u00e7\u00e3o e a impedir as viagens, a hospedaria, al\u00e9m de acolher por uma noite, recebe principalmente os doentes, adquirindo as caracter\u00edsticas dos hospitais da \u00e9poca. Sua capela \u00e9 consagrada ao ap\u00f3stolo Santo Andr\u00e9.<br \/>\nConhecemos o nome de tr\u00eas irm\u00e3s desse per\u00edodo: Marie Flokette, P\u00e9ronne de Le Mot (priora) e Jeanne Gargate.<br \/>\nElas n\u00e3o podem ultrapassar o n\u00famero de 6, \u201cpara n\u00e3o comer o bem dos pobres\u201d.<br \/>\nNo ano de 1409 uma inunda\u00e7\u00e3o obriga as prioras Isabel de Le Mot e Marie de Corbehen a reconstruir o hospital e a torn\u00e1-lo mais amplo.<br \/>\nEsta \u00faltima consegue do bispo de Cambrai a suspens\u00e3o, por alguns anos do decreto limitando o n\u00famero de religiosas e, assim, uma dezena de mo\u00e7as entra no noviciado.<br \/>\nMarie de Corbehen p\u00f5e-se ent\u00e3o a rever a Regra e os Estatutos.<br \/>\nS\u00e3o redigidos tamb\u00e9m os Costumes, e a espiritualidade dessa comunidade que quer servir aos pobres e pertencer inteiramente a Deus.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #333333;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\"><strong><span style=\"color: #333333;\">A vida contemplativa<br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">Aos poucos, os poderes p\u00fablicos v\u00e3o organizando e garantindo o atendimento dos doentes que s\u00e3o reagrupados em dois grandes hospitais de modo que, em 1589, o hospital j\u00e1 n\u00e3o parece mais responder a uma necessidade.<br \/>\nAs irm\u00e3s, desejosas de vida contemplativa e, sob o impulso de Marie de la Chapelle, transformam-se em monjas e s\u00e3o reconhecidas como tais em 16 de setembro de 1611.<br \/>\nAp\u00f3s a morte da priora, em 1640, percebe-se a necessidade de pondera\u00e7\u00e3o nos exerc\u00edcios de penit\u00eancia, jejuns e vig\u00edlias.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #333333;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><strong><span style=\"color: #333333;\">Primeiras influ\u00eancias inacianas<br \/>\n<\/span><\/strong>Em 1643-44, o Pe. Antoine Civor\u00e9, da Companhia de Jesus (1608-1668) remaneja os antigos estatutos.<br \/>\nS\u00e3o redigidas novas Constitui\u00e7\u00f5es acentuando ainda a nota de caridade fraterna t\u00e3o presente na regra de santo Agostinho, mas dedicando grande parte \u00e0 vida de ora\u00e7\u00e3o forjada nos Exerc\u00edcios Espirituais.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #333333;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #333333; font-size: xx-small;\"><strong>Persegui\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o das irm\u00e3s<br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">A persegui\u00e7\u00e3o desencadeada pela Revolu\u00e7\u00e3o Francesa faz com que em 1796 os jacobinos tentem desacreditar a vida religiosa dizendo que \u201cos mosteiros encerram somente v\u00edtimas consumidas pelo desgosto\u201d.<br \/>\nMarguerite Hauvarlet e suas 24 coirm\u00e3s protestam: \u201cSe ainda fosse preciso optar entre o s\u00e9culo e o claustro, n\u00e3o haveria nenhuma de n\u00f3s que n\u00e3o confirmasse com alegria sua primeira escolha\u201d.<br \/>\nApesar disso, as Irm\u00e3s foram expulsas e tiveram as casas confiscadas.<br \/>\nPassam ent\u00e3o a viver a consagra\u00e7\u00e3o na clandestinidade.<\/p>\n<p><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\"><strong><span style=\"color: #333333;\">Recome\u00e7ando sob novo impulso<\/span><br \/>\n<\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">Conseguem retomar a vida comunit\u00e1ria em 1810. As irm\u00e3s eram 10.<br \/>\nFazem os votos de castidade e de obedi\u00eancia e guardam das antigas regras aquilo que podem observar.<br \/>\nDedicam-se \u00e0 educa\u00e7\u00e3o da juventude abrindo uma escola gratuita e um internato pago, o que lhes permite atingir v\u00e1rias pessoas e equilibrar as finan\u00e7as.<br \/>\nFlavie Delattre (1818-1848) retoma a obra de Marguerite Hauvarlet e obt\u00e9m o reconhecimento oficial da Comunidade como Congrega\u00e7\u00e3o Religiosa.<br \/>\nE em 1837 as onze primeiras \u201cDames de Saint-Andr\u00e9\u201d fazem os votos perp\u00e9tuos segundo uma regra provis\u00f3ria de inspira\u00e7\u00e3o inaciana.<br \/>\nA 14 de abril de 1857, sob o governo de Henriette de Sauw (1850-1862), Monsenhor Gonella, n\u00fancio apost\u00f3lico da B\u00e9lgica, promulga canonicamente as novas Constitui\u00e7\u00f5es, cujo objetivo essencial \u00e9 \u201cprocurar em todas as coisas Deus nosso Senhor&#8230; amando-o em todas as criaturas e todas as criaturas nele, segundo a sua sant\u00edssima e divina vontade\u201d (Const. 249).<br \/>\nDeste modo, a comunidade toma a orienta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica nascida dos Exerc\u00edcios Espirituais, em que ora\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o se nutrem uma da outra e se traduzem em disponibilidade para todo servi\u00e7o na Igreja.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #333333;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\"><strong><span style=\"color: #333333;\">Primeiras funda\u00e7\u00f5es<br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">Segundo as necessidades do s\u00e9culo XIX, a comunidade se dedica sobretudo \u00e0 instru\u00e7\u00e3o e \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sempre atenta a propiciar um clima favor\u00e1vel \u00e0 f\u00e9 e assim, simultaneamente \u00e0s obras de ensino, desenvolvem-se os catecismos, as congrega\u00e7\u00f5es piedosas, os retiros para oper\u00e1rias.<br \/>\nNeste esp\u00edrito nascem as primeiras funda\u00e7\u00f5es: Bruges, B\u00e9lgica em 1859; Jersey, Inglaterra, em 1863; e posteriormente em Londres; Charleroi, B\u00e9lgica, em 1884.<br \/>\nEm 1914, as irm\u00e3s chegam ao Brasil, a Jaboticabal, com o desejo de contribuir na obra da educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO envio das primeiras mission\u00e1rias para o antigo Congo Belga se d\u00e1 em 1932.<br \/>\nAt\u00e9 por volta de 1960, permanecem como prioridade a educa\u00e7\u00e3o e o ensino, n\u00e3o se excluindo os trabalhos pastorais mais diversificados: acolhimento de estudantes para retiros, catequese, etc.<br \/>\nEm 1970, na Fran\u00e7a, as irm\u00e3s se estabelecem em Ameugny, pr\u00f3ximo a Taiz\u00e9.<br \/>\nO acolhimento aos jovens, a anima\u00e7\u00e3o de retiros e o acompanhamento espiritual, s\u00e3o favorecidos, possibilitando uma colabora\u00e7\u00e3o ecum\u00eanica mais direta.<br \/>\nParalelamente, se desenvolve a inser\u00e7\u00e3o nos meios desfavorecidos: alfabetiza\u00e7\u00e3o, hospedagem de estrangeiros, aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas idosas, cuidados m\u00e9dicos no terceiro mundo.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\"><br \/>\n<strong><span style=\"color: #333333;\">Para que o mundo creia<br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">A abertura a novos desafios e o enraizamento na tradi\u00e7\u00e3o eclesial permitem-lhes viver em seu pr\u00f3prio corpo a promessa da unidade: ser sinal para que o mundo creia.<br \/>\nHoje como ontem, elas desejam abrir-se para acolher o dom que deus lhes fez e continuamente lhes faz ao longo de sua hist\u00f3ria: o da confian\u00e7a radical em Deus.<br \/>\n<strong><span style=\"color: #333333;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/span><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #333333; font-size: xx-small;\"><strong>Bibliografia <\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;\">LACROIX, Marie-Th\u00e9r\u00e8se. L&#8217;hopital St Nicolas du Bruille (Saint-Andr\u00e9) \u00e0 Tournai: de sa fondation \u00e0 sa mutation en clo\u00eetre, Louvain, UCL, 1977 (dois volumes).<\/p>\n<p>LACROIX, Marie-Th\u00e9r\u00e8se. Monast\u00e8re Saint-Andr\u00e9 \u00e0 Tournai (1611-1796), Ramegnies-Chin, Editions ARSA, 1996.<\/p>\n<p>LACROIX, Marie-Th\u00e9r\u00e8se. La vie au monast\u00e8re Saint-Andr\u00e9 de Tournai, Ramegnies-Chin, Editions ARSA, 1999.<\/p>\n<p>PEYREMORTE, Anne. Raconte-moi Saint-Andr\u00e9. Une poign\u00e9e de femmes \u00e0 travers les si\u00e8cles, Ramegnies-Chin, Editions ARSA, 2005. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Reitor da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco, Padre Pedro Rubens, vai presidir quarta-feira (25) missa para a congrega\u00e7\u00e3o das Irm\u00e3s de Santo Andr\u00e9, sediadas em S\u00e3o Paulo. O convite surgiu n\u00e3o apenas pela amizade, mas tamb\u00e9m pela hist\u00f3ria recente de parceria. 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