{"id":2752,"date":"2010-05-04T18:54:14","date_gmt":"2010-05-04T21:54:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=2752"},"modified":"2010-05-04T18:54:14","modified_gmt":"2010-05-04T21:54:14","slug":"sindrome-da-alienacao-parental-e-tema-de-discussao-da-unicap","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/sindrome-da-alienacao-parental-e-tema-de-discussao-da-unicap\/","title":{"rendered":"S\u00edndrome da Aliena\u00e7\u00e3o Parental \u00e9 tema de debate na Unicap"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"attachment wp-att-2753\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=2753\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2753\" src=\"https:\/\/i1.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/SDC11936.jpg?resize=300%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>S\u00edndrome de Aliena\u00e7\u00e3o Parental (SAP). Esse foi o tema da palestra promovida pelo Instituto Humanitas na \u00faltima quarta-feira (28), no audit\u00f3rio do Centro de Teologia e Ci\u00eancias Humanas (CTCH) da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco. A coordenadora da Assessoria de Treinamento, Est\u00e1gio, Pesquisa e Integra\u00e7\u00e3o (Astepi) da Unicap, Maria Rita de Holanda, a psic\u00f3loga Maria Val\u00e9ria Correia Magalh\u00e3es e a m\u00e9dica e terapeuta familiar Virg\u00ednia Buarque compuseram a mesa para discuss\u00e3o do tema.<\/p>\n<p>Maria Val\u00e9ria introduziu a sua fala com uma exposi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do que \u00e9 a SAP na vis\u00e3o de alguns estudiosos.\u00a0 Segundo ela, a s\u00edndrome teve origem na d\u00e9cada de 1980, atrav\u00e9s do pesquisador da Universidade da Col\u00f4mbia Richard Gardner. Ele focou sua pesquisa na avalia\u00e7\u00e3o realizada com 700 ex-casais.\u00a0O pesquisador caracterizou a s\u00edndrome como sendo uma perturba\u00e7\u00e3o p\u00f3s-separa\u00e7\u00e3o, quando um dos genitores programa, consciente ou inconscientemente, o filho para que rejeite ou odeie o outro genitor, sem justificativas para isso. J\u00e1 na vis\u00e3o da psic\u00f3loga M\u00f4nica Jardim Rocha, esse n\u00e3o \u00e9 um problema novo, mas uma maldade discreta, disfar\u00e7ada pelo sentimento de amor e dos cuidados parentais.<\/p>\n<p>Na S\u00edndrome de Aliena\u00e7\u00e3o Parental a identifica\u00e7\u00e3o dos membros da fam\u00edlia \u00e9 feita da seguinte maneira: Alienado \u00e9 o genitor que \u00e9 colocado contra os filhos, \u00e9 posto como vil\u00e3o; Alienador, o pai ou a m\u00e3e que persuade os filhos contra o outro genitor; e os filhos, que s\u00e3o as pe\u00e7as-chave do conflito. O alienador, geralmente, age de maneira a tentar impedir o contato do alienado com os filhos, \u00e9 emocionalmente fr\u00e1gil e manipulador. O alienado \u00e9, geralmente, \u201cbanido\u201d da conviv\u00eancia familiar com os filhos e privado de participar das atividades cotidianas deles. Para os filhos \u201cdentro da imaturidade cognitiva das crian\u00e7as \u00e9 imposs\u00edvel distinguir a mentira que lhe \u00e9 contada\u201d, ressalva a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>Depois de citar alguns casos da SAP que aconteceram no Brasil, Maria Val\u00e9ria tamb\u00e9m fez uma abordagem jur\u00eddica citando leis e projetos de lei que tramitam no Congresso, dando subs\u00eddios para resguardar alienados e crian\u00e7as desse mal. E finalizou dizendo que \u201cpara uma estrutura saud\u00e1vel de personalidade \u00e9 importante que quem exerce a fun\u00e7\u00e3o materna e paterna a fa\u00e7a da melhor forma poss\u00edvel, e, para que essa estrutura seja realmente saud\u00e1vel, as duas fun\u00e7\u00f5es t\u00eam que acontecer\u201d.<\/p>\n<p>Virg\u00ednia Buarque fez uma abordagem mais t\u00e9cnica, do ponto de vista terap\u00eautico, da s\u00edndrome. Apresentou a contribui\u00e7\u00e3o da Terapia Familiar para a preven\u00e7\u00e3o da SAP. Deu in\u00edcio a isso com o aspecto preventivo, que ela considera mais importante, que resulta na distin\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o conjugal da fun\u00e7\u00e3o parental, de uma forma saud\u00e1vel para o desenvolvimento dos filhos. Chamou a aten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas erros que acontecem frequentemente: o primeiro \u00e9 considerar que crian\u00e7a n\u00e3o mente, e a crian\u00e7a alienada foi programada para mentir; o segundo, \u00e9 cometido por profissionais terapeutas, que determinam ambos os genitores para decidir sobre o que \u00e9 melhor para os filhos, com isso o terapeuta est\u00e1 desconsiderando a amplitude do caso e da s\u00edndrome; e por \u00faltimo, determinar uma terapia familiar tradicional, por que ela n\u00e3o se aplica nessa situa\u00e7\u00e3o, onde o alienador n\u00e3o tem consci\u00eancia que tem um problema psicol\u00f3gico e se recusa ao tratamento. Na vis\u00e3o da m\u00e9dica, \u201ca rela\u00e7\u00e3o dos filhos com o alienador \u00e9 patol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da SAP \u00e9 importante tamb\u00e9m tentar delimitar em que est\u00e1gio os filhos e os genitores est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 s\u00edndrome. Os est\u00e1gios variam de leve, m\u00e9dio\u00a0\u00e0 grave, que v\u00e3o ser definidos de acordo com o perfil dos membros da fam\u00edlia, depois da avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Ap\u00f3s definir o n\u00edvel em que se encontra a SAP, \u00e9 determinado o tratamento, que tem que partir de um trabalho interdisciplinar &#8211; da fam\u00edlia, da terapia e da justi\u00e7a. O terapeuta tem que ouvir todas as pessoas da fam\u00edlia, para que todas as \u201cverdades\u201d venham \u00e0 tona. \u201cEstas reflex\u00f5es t\u00eam a finalidade de colocar d\u00favidas nas certezas repassadas para os filhos pelo genitor alienador\u201d, completa.\u00a0<\/p>\n<figure id=\"attachment_2756\" aria-describedby=\"caption-attachment-2756\" style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignright\"><a rel=\"attachment wp-att-2756\" href=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/?attachment_id=2756\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-2756 \" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2010\/05\/SDC11934.jpg?resize=240%2C180&#038;ssl=1\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2756\" class=\"wp-caption-text\">Maria Rita de Holanda<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c0 Maria Rita coube a discuss\u00e3o acerca da legisla\u00e7\u00e3o referente ao tema, que focou sua fala nas reformula\u00e7\u00f5es feitas \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o no que diz respeito \u00e0 guarda dos filhos. Iniciou com a terminologia que era usada antes, do P\u00e1trio Poder, que era um poder muito mais do pai que da m\u00e3e, que respaldava o pai de todo o poder em rela\u00e7\u00e3o aos filhos, como sendo donos deles. Na reformula\u00e7\u00e3o feita a este, foi nomeada de Poder Familiar, que, por defini\u00e7\u00e3o, seria um conjunto de direitos e deveres dos pais para que possam desempenhar sua fun\u00e7\u00e3o perante os filhos, alterando neste, unicamente, a quest\u00e3o da guarda dos filhos se ocorrer a separa\u00e7\u00e3o ou div\u00f3rcio.\u00a0<\/p>\n<p>Por fim, apresentou o instituto da \u201cGuarda Compartilhada\u201d, presente na Lei 11.698, de 2008, que visa assegurar o interesse do menor, com o fim de proteg\u00ea-lo, e permitir o seu desenvolvimento e a sua estabilidade emocional, tornando-o apto \u00e0 forma\u00e7\u00e3o equilibrada de sua personalidade. Ressaltou a conviv\u00eancia familiar como direito fundamental, essencial, cabendo ao estado intervir nessa rela\u00e7\u00e3o, se ela n\u00e3o for ben\u00e9fica aos filhos, tendo esse grupo familiar que passar por uma per\u00edcia para identifica\u00e7\u00e3o da s\u00edndrome. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o\u00a0\u00e0 SAP, a per\u00edcia psicossocial pode ser at\u00e9 descartada, e cabe a n\u00f3s advogados buscar essa per\u00edcia para tentar fortalecer os argumentos e o cliente, que, muitas vezes, precisa de ajuda\u201d, finaliza.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edndrome de Aliena\u00e7\u00e3o Parental (SAP). Esse foi o tema da palestra promovida pelo Instituto Humanitas na \u00faltima quarta-feira (28), no audit\u00f3rio do Centro de Teologia e Ci\u00eancias Humanas (CTCH) da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco. 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