{"id":23761,"date":"2011-09-20T00:29:18","date_gmt":"2011-09-20T00:29:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=23761"},"modified":"2011-09-20T00:29:18","modified_gmt":"2011-09-20T00:29:18","slug":"tese-de-professor-da-catolica-vence-o-xvii-premio-brasil-de-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/tese-de-professor-da-catolica-vence-o-xvii-premio-brasil-de-economia\/","title":{"rendered":"Tese de professor da Cat\u00f3lica vence o XVII Pr\u00eamio Brasil de Economia"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_23762\" aria-describedby=\"caption-attachment-23762\" style=\"width: 199px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?ssl=1\"><img data-attachment-id=\"23762\" data-permalink=\"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/tese-de-professor-da-catolica-vence-o-xvii-premio-brasil-de-economia\/marina-maranhao-046-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?fit=2848%2C4288&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"2848,4288\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;5&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;NIKON D5000&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;1316081972&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;35&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;400&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0.076923076923077&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;}\" data-image-title=\"Valdeci dos Santos\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?fit=199%2C300&amp;ssl=1\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?fit=640%2C964&amp;ssl=1\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-23762 \" title=\"Valdeci dos Santos\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?resize=199%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?resize=199%2C300&amp;ssl=1 199w, https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?resize=680%2C1024&amp;ssl=1 680w, https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?resize=250%2C376&amp;ssl=1 250w, https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https:\/\/i0.wp.com\/www1.unicap.br\/assecom1\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/Marina-Maranh\u00e3o-046.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w\" sizes=\"(max-width: 199px) 100vw, 199px\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-23762\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marina Maranh\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>O professor do curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco Valdeci Monteiro dos Santos venceu o XVII Pr\u00eamio Brasil de Economia 2011, com sua tese de doutorado <em>A Economia do Sudeste Paraense: Fronteira de Expans\u00e3o na Periferia Brasileira<\/em>. A premia\u00e7\u00e3o, concedida pelo Conselho Federal de Economia, com o apoio do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada \u2013 Ipea, foi entregue durante o XIX Congresso Brasileiro de Economia, em Bonito, Mato Grosso do Sul, realizado no per\u00edodo de 7 a 10 de setembro.<\/p>\n<p>Segundo o professor Valdeci dos Santos, a tese defendida na Universidade de Campinas (Unicamp), em S\u00e3o Paulo, orientada pelo professor Wilson Cano, aborda a quest\u00e3o do desenvolvimento do sudeste paraense, espa\u00e7o integrante da Amaz\u00f4nia Brasileira, que tem chamado a aten\u00e7\u00e3o pelo grande dinamismo econ\u00f4mico e pelas profundas transforma\u00e7\u00f5es da sua base socioprodutiva, nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas. De uma economia extrativista, voltada predominantemente para o autoconsumo, com t\u00eanues v\u00ednculos extra-regionais, passou-se a vivenciar a\u00ed uma nova fase, a partir da d\u00e9cada de 1960: de um lado, a regi\u00e3o tornou-se objeto de uma forte expans\u00e3o agropecu\u00e1ria, com o avan\u00e7o de grandes projetos financiados pela Sudam e o deslocamento concomitante de frentes de expans\u00e3o camponesa, compondo, gradativamente, um mosaico rural, a que se agregaram agentes locais mercantis e produtores tradicionais de madeira e de castanha-do-par\u00e1, e, do outro lado, assistiu, a partir da d\u00e9cada de 1980, \u00e0 emerg\u00eancia da economia da minera\u00e7\u00e3o, com a saga dos garimpos, como Serra Pelada, e, em especial, a presen\u00e7a da Companha Vale do Rio Doce (atual Vale), atuando na explora\u00e7\u00e3o mineral em larga escala, voltada basicamente para o exterior. Ao tempo em que se acelerou o crescimento populacional, expandiu-se o processo de urbaniza\u00e7\u00e3o, criaram-se diversos munic\u00edpios, implantou-se uma complexa e moderna infraestrutura (vi\u00e1ria, de energia, de comunica\u00e7\u00e3o etc.) e acentuaram-se as tens\u00f5es pela propriedade e uso da terra. O estudo objetiva entender melhor essa experi\u00eancia, dialogando com a literatura contempor\u00e2nea sobre esse tipo de desenvolvimento regional e refletir sobre os processos, que conduziram \u00e0s mudan\u00e7as ocorridas e, sobretudo, acerca dos seus efeitos econ\u00f4micos, sociais e territoriais.<\/p>\n<p>\u00a0O professor Valdeci\u00a0destaca a contribui\u00e7\u00e3o e\u00a0a relev\u00e2ncia do trabalho: \u201cO estudo procurou investigar a l\u00f3gica da din\u00e2mica econ\u00f4mica, com foco nas frentes de expans\u00e3o agropecu\u00e1ria e de minera\u00e7\u00e3o. Neste sentido, oferece uma contribui\u00e7\u00e3o importante para a academia (abrindo uma agenda de diversas possibilidades de pesquisa) e para a sociedade do sudeste paraense \u2013 governos municipais, entidades empresariais, ONGs, empres\u00e1rios, academia. Em termos mais amplos de um lado, se insere no debate maior sobre a din\u00e2mica socioecon\u00f4mica recente da Amaz\u00f4nia e de seu futuro; e, de outro, contribui para a discuss\u00e3o de temas econ\u00f4micos, sociais; espaciais, institucionais e pol\u00edticos relevantes, como por exemplo: a quest\u00e3o fundi\u00e1ria, a din\u00e2mica da pequena e da grande produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, o significado da ind\u00fastria extrativista mineral, o de uma grande empresa como a CVRD no desenvolvimento regional, quest\u00e3o ambiental (desmatamento), l\u00f3gica da integra\u00e7\u00e3o produtiva nacional, o papel da infraestrutura no desenvolvimento regional, o novo urbano no interior da Amaz\u00f4nia etc\u201d.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais sobre o sudeste paraense:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>39 munic\u00edpios (o territ\u00f3rio que corresponde ao atual tinha quatro munic\u00edpios nos anos 60), destacando-se Marab\u00e1, Paragominas, Tucuru\u00ed, Concei\u00e7\u00e3o do Araguaia, Parauapebas, Curion\u00f3polis, E<strong>l<\/strong>dorado dos Caraj\u00e1s, Cana\u00e3 dos Caraj\u00e1s, S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu e Reden\u00e7\u00e3o,<\/li>\n<li>Sua \u00e1rea de mais de 297 mil Km\u00b2 \u00e9 maior do que o estado de SP que tem 248,2mil Km\u00b2,<\/li>\n<li>Tem uma popula\u00e7\u00e3o de 1,5 milh\u00f5es (2008) (20,6% do Par\u00e1), sendo os munic\u00edpios mais populosos &#8211; Marab\u00e1 200 mil, Parauapebas 145 mil,<\/li>\n<li>Seu PIB de R$ 15 bilh\u00f5es (2007) \u00e9 30,4% do PIB Par\u00e1 (era 12,3% em 1980); \u00e9 0,6% do PIB Brasil (um percentual semelhante ao % do PIB de SE e superior aos PIBs de\u00a0 RO, PI, TO, AP, AC e RR.<\/li>\n<li>Responde atualmente por 59,4% das exporta\u00e7\u00f5es do PA, sendo o munic\u00edpio de Parauapebas onde situa o principal n\u00facleo de Caraj\u00e1s um dos principais munic\u00edpios exportadores do BR.<\/li>\n<li>Contempla a segunda maior hidrel\u00e9trica do Brasil: Tucuru\u00ed<\/li>\n<li>Tem um dos maiores rebanhos de bovinos do BR, sendo S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu o 2\u00ba maior rebanho e Marab\u00e1 o 9\u00ba do Brasil<\/li>\n<li>A regi\u00e3o det\u00e9m uma das maiores jazidas de ferro, mangan\u00eas, cobre e n\u00edquel do mundo. Destaque para o min\u00e9rio de ferro. Al\u00e9m dos projetos existentes a VALE esta ampliando o n\u00famero de minas e implantando uma sider\u00fargica de a\u00e7o plano. A estrada de ferro Caraj\u00e1s liga Parauapebas\u00a0a S\u00e3o Lu\u00eds.<\/li>\n<li>O sudeste paraense \u00e9 tamb\u00e9m palco de uma das principais \u00e1reas de tens\u00e3o e conflito fundi\u00e1rio do Pa\u00eds, tendo ocorrido nele o famoso massacre de Eldorado dos Caraj\u00e1s.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O professor do curso de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas da Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco Valdeci Monteiro dos Santos venceu o XVII Pr\u00eamio Brasil de Economia 2011, com sua tese de doutorado A Economia do Sudeste Paraense: Fronteira de Expans\u00e3o na Periferia Brasileira. 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