{"id":23434,"date":"2011-09-06T16:41:17","date_gmt":"2011-09-06T16:41:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=23434"},"modified":"2011-09-06T18:02:19","modified_gmt":"2011-09-06T18:02:19","slug":"intercom-debate-a-pesquisa-no-brasil-na-africa-e-na-asia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/intercom-debate-a-pesquisa-no-brasil-na-africa-e-na-asia\/","title":{"rendered":"Intercom debate a pesquisa no Brasil, na \u00c1frica e na \u00c1sia"},"content":{"rendered":"<p>Texto: Alan Vin\u00edcius\/Foto: Poulland Neuve<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/i1.wp.com\/www.unicap.br\/intercom2011\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/MG_9966.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-medium wp-image-1828\" title=\"_MG_9966\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.unicap.br\/intercom2011\/wp-content\/uploads\/2011\/09\/MG_9966-300x200.jpg?resize=300%2C200\" alt=\"\" data-recalc-dims=\"1\" \/><\/a>As atividades do Intercom 2011 nesta segunda-feira (5) come\u00e7aram com uma mesa bastante heterog\u00eanea.\u00a0 O debate \u201cA pesquisa emp\u00edrica no Brasil, na \u00c1frica e na \u00c1sia\u201d teve a presen\u00e7a de professores do Brasil, da Su\u00ed\u00e7a e da Espanha. O debate come\u00e7ou com a pluralidade de culturas, passou por aspectos t\u00e9cnicos da pesquisa e acabou com uma an\u00e1lise de campanha publicit\u00e1ria.<\/p>\n<p>A professora Raquel Paiva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi a mediadora do encontro. Ela abriu os trabalhos lembrando o m\u00e9dico pernambucano Josu\u00e9 de Castro que, se estivesse vivo, completaria 103 anos exatamente nesta segunda-feira, 5 de setembro. \u201cQueria lembr\u00e1-lo para que nunca nos esque\u00e7amos\u00a0 de que \u00e9 preciso dialogar e ter o nosso territ\u00f3rio\u201d, disse.<\/p>\n<p>As diferentes realidades da pr\u00e1tica do jornalismo ao redor do mundo foram o tema da palestra \u201cPesquisa emp\u00edrica em comunica\u00e7\u00e3o em diferentes pa\u00edses: achados, desafios e perspectivas\u201d, do professor Joseph Calstas, do Instituto de Imprensa e Comunica\u00e7\u00e3o de Genebra.<\/p>\n<p>Calstas destacou que na \u00c1frica a for\u00e7a vem sendo usada para influenciar o trabalho da imprensa, enquanto que na Am\u00e9rica Latina o jornalismo vem sendo democratizado. Com muitas refer\u00eancias \u00e0 \u00cdndia, seu pa\u00eds natal, o professor \u00a0destacou que os asi\u00e1ticos, por natureza n\u00e3o s\u00e3o crentes. O simples ato de acreditar implicaria aceitar algo que n\u00e3o se conhece, e por isso seria prefer\u00edvel conhecer, para estabelecer ju\u00edzos sobre os fatos. \u201cO jornalista n\u00e3o deve acreditar porque est\u00e1 em livros ou tradi\u00e7\u00f5es, mas fazer uso da liberdade e observar os fatos para a\u00ed sim public\u00e1-los\u201d, concluiu\u00a0 Joseph Calstas.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, a professora Maria Immacolata Lopes, da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes da USP, abordou aspectos mais t\u00e9cnicos, na apresenta\u00e7\u00e3o \u201cRupturas metodol\u00f3gicas na pesquisa emp\u00edrica de comunica\u00e7\u00e3o&#8221;. Respondendo \u00e0 pergunta &#8220;Quem tem medo da pesquisa emp\u00edrica?&#8221;, \u00a0tema do Intercom 2011, Immacolata questionou \u201ccomo ter medo se esse \u00e9 o of\u00edcio do pesquisador?\u201d. Ela ainda se mostrou contra os dualismos nas investiga\u00e7\u00f5es, pois ideias constru\u00eddas como \u201cesse ou aquele\u201d moldariam uma mentalidade fechada,<\/p>\n<p>A professora da USP lembrou que o objeto de pesquisa deve ter uma natureza social, e que as pesquisas s\u00e3o uma pr\u00e1tica reflexiva, com um conjunto de decis\u00f5es em diferentes n\u00edveis e fases. O trabalho de campo, na opini\u00e3o de Maria Immacolata \u00e9 o cora\u00e7\u00e3o da pesquisa, por ser uma experi\u00eancia de contato com o outro. Essa etapa do trabalho deve ser encarada, na opini\u00e3o da professroa como uma situa\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As \u00a0apresenta\u00e7\u00f5es foram conclu\u00eddas pelo espanhol Carlos Collado, da Universidade de Oviedo. Sua participa\u00e7\u00e3o no Intercom estava inclu\u00edda na programa\u00e7\u00e3o do dia 4 de setembro, mas precisou ser transferida para o dia 5. O professor discutiu as estruturas sociais de colabora\u00e7\u00e3o e competitividade, usando as met\u00e1foras do oceano azul, num ambiente de colabora\u00e7\u00e3o e do oceano vermelho, quando a competitividade \u00e9 predominante. Collado ilustrou as ideias com o caso da competi\u00e7\u00e3o entre produtores de vinho que tentam entrar em mercados fechados a este tipo de produto e as estrat\u00e9gias desenvolvidas nas campanhas publicit\u00e1rias.<\/p>\n<div style=\"padding: 10px 0px 10px 0px;\"><a href=\"http:\/\/www.unicap.br\/intercom2011\/?p=1782\">Leia Mais&#8230;<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto: Alan Vin\u00edcius\/Foto: Poulland Neuve As atividades do Intercom 2011 nesta segunda-feira (5) come\u00e7aram com uma mesa bastante heterog\u00eanea.\u00a0 O debate \u201cA pesquisa emp\u00edrica no Brasil, na \u00c1frica e na \u00c1sia\u201d teve a presen\u00e7a de professores do Brasil, da Su\u00ed\u00e7a e da Espanha. 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