{"id":23404,"date":"2011-09-05T23:40:45","date_gmt":"2011-09-05T23:40:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=23404"},"modified":"2011-09-06T13:23:36","modified_gmt":"2011-09-06T13:23:36","slug":"olga-sodre-faz-lancamento-de-livro-do-pai-no-intercom-unicap-2011","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/olga-sodre-faz-lancamento-de-livro-do-pai-no-intercom-unicap-2011\/","title":{"rendered":"Olga Sodr\u00e9 faz lan\u00e7amento de livro do pai no Intercom Unicap 2011"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o concordar com a opini\u00e3o ou o m\u00e9todo dele. Mas, \u00e9 certo, se seu campo de pesquisa tiver como tema a hist\u00f3ria da comunica\u00e7\u00e3o no Brasil, \u00e9 quase obriga\u00e7\u00e3o a leitura do cl\u00e1ssico \u201cHist\u00f3ria da imprensa no Brasil\u201d, do historiador e jornalista Nelson Werneck Sodr\u00e9. Na noite de hoje (5), a filha do escritor, a tamb\u00e9m historiadora Olga Sodr\u00e9 relan\u00e7ou o cl\u00e1ssico publicado, agora, pela Intercom em parceria com a Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). O lan\u00e7amento foi realizado no Sal\u00e3o Receptivo da Unicap durante as atividades do Publicom.<\/p>\n<p>O livro \u00e9 um verdadeiro presente para os amantes da hist\u00f3ria da imprensa. A obra, \u00a0que foi publicada em virtude das comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio de nascimento do autor este ano, tem a apresenta\u00e7\u00e3o de Olga e coment\u00e1rios da historiadora do Intercom a professora Marialva Carlos Barbosa.<\/p>\n<p>Com uma eleg\u00e2ncia singular, a filha de Nelson Werneck conversou com o Boletim Unicap e revelou aspectos curiosos do conv\u00edvio com o pai. Filha \u00fanica, ela se diz a \u201cobra prima\u201d do autor.<\/p>\n<p><strong>Influ\u00eancia do pai<\/strong><\/p>\n<p>Eu me formei em psicologia e filosofia, tenho doutorado nas duas \u00e1reas. Mas, meu campo de estudo \u00e9 dedicado \u00e0 psicologia hist\u00f3rica. Foi Sodr\u00e9 que me formou enquanto pesquisadora. Quando eu estava no 1\u00ba ano do curso de administra\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), por exemplo, j\u00e1 desenvolvia pesquisas em institutos nacionais. O mesmo e deu nas minhas experi\u00eancias no exterior. Eu trabalhei na Unesco, na Fran\u00e7a. Fui uma das respons\u00e1veis, no come\u00e7o da d\u00e9cada de 70, por introduzir os estudos da psicologia hist\u00f3rica na Sorbonne.<\/p>\n<p><strong>Rejei\u00e7\u00e3o da obra de Sodr\u00e9 por alguns pesquisadores<\/strong><\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 70 houve uma rea\u00e7\u00e3o na academia brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pesquisas e o m\u00e9todo marxista. Essa resist\u00eancia no mundo intelectual se deve, sobretudo, a este pensamento. Muitas pessoas n\u00e3o respeitam o m\u00e9todo utilizado por um pesquisador. O Sodr\u00e9 foi um grande marxista. Eu mesmo oriento trabalhos e dou a liberdade para meus alunos escolherem o marxismo. Eu n\u00e3o sou marxista, mas dou esta op\u00e7\u00e3o por acreditar que a teoria \u00e9 um caminho. Cada um deve trilhar seu pr\u00f3prio caminho. O que importa, neste caso, \u00e9 desenvolver bem o m\u00e9todo e trazer a contribui\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria ao mundo acad\u00eamico. Esse percurso \u00e9 independente de escolas te\u00f3ricas.<\/p>\n<p><strong>Rotina de Sodr\u00e9 em casa<\/strong><\/p>\n<p>Ele vivia lendo. Meu pai foi um intelectual em tudo o que fazia. A leitura dos jornais que ele fazia \u00e9 bem diferentes da minha. Ele lia, recortava, comparava a mesma not\u00edcia em diferentes publica\u00e7\u00f5es. Ele tamb\u00e9m era detalhista, sempre comentava o estilo dos rep\u00f3rteres que escreviam as mat\u00e9rias. Sodr\u00e9 fazia quest\u00e3o de acompanhar isto diariamente. Ao lado disso, era uma pessoa que constantemente estudava. N\u00e3o estava satisfeito com o obvio. Meu pai teve o privil\u00e9gio de viajar por todo o pa\u00eds conhecendo diversos pensadores e arquivos hist\u00f3ricos. Gra\u00e7as a este esfor\u00e7o foram mais de 60 livros publicados e mais de 1,3 mil cr\u00f4nicas em jornais. Este ano a obra dele come\u00e7a a entrar em locais que tinham uma certa resist\u00eancia, como a Academia Brasileira de Imprensa (ABI). Ele ficaria muito feliz em saber que o seu trabalho n\u00e3o foi em v\u00e3o.<strong><\/strong><br \/>\n<strong>Hist\u00f3ria da imprensa no Brasil <\/strong><\/p>\n<p>Este \u00e9 um livro que \u00e9 considerado uma das obras primas de Sodr\u00e9. Foram 30 anos de estudos para sua publica\u00e7\u00e3o, em 1960. Ele foi o pioneiro na \u00e9poca no m\u00e9todo que via a imprensa como um documento, um registro importante para o pesquisador. Foi nesta mesma \u00e9poca que os intelectuais viam os jornais como uma fonte inferior. Mas, acredito que meu pai s\u00f3 teve este pensamento por conta da din\u00e2mica da \u00e9poca. Os intelectuais se comunicavam com mais facilidade. A minha casa era repleta de pessoas que faziam cinema, como os pioneiros do Cinema Novo. Oscar Niemeyer, Dias Gomes foram grandes amigos do meu pai.<\/p>\n<div style=\"padding: 10px 0px 10px 0px;\"><a href=\"http:\/\/www.unicap.br\/intercom2011\/?p=1824\">Leia Mais&#8230;<\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea pode at\u00e9 n\u00e3o concordar com a opini\u00e3o ou o m\u00e9todo dele. 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