{"id":22571,"date":"2011-08-15T21:57:26","date_gmt":"2011-08-15T21:57:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unicap.br\/assecom1\/?p=22571"},"modified":"2011-08-15T21:57:26","modified_gmt":"2011-08-15T21:57:26","slug":"livro-investiga-como-se-constroi-o-perfil-dos-jornalistas-intelectuais-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www1.unicap.br\/assecom1\/livro-investiga-como-se-constroi-o-perfil-dos-jornalistas-intelectuais-no-brasil\/","title":{"rendered":"Livro investiga como se constr\u00f3i o perfil dos jornalistas-intelectuais no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Com informa\u00e7\u00f5es da Summus Editorial<\/p>\n<p>At\u00e9 que ponto a mudan\u00e7a na identidade e nas pr\u00e1ticas do jornalista afastaram-no dos valores da intelectualidade? Como algumas pessoas convivem com esse duplo reconhecimento? Qual \u00e9 o papel dos meios de comunica\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio atual, marcado pela ideia de uma \u201ccrise dos intelectuais\u201d e tamb\u00e9m por uma nova forma de fazer jornalismo, pautada pela falta de profundidade e pela velocidade cada vez maior dos acontecimentos?<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas das perguntas respondidas em <strong><em>Jornalistas-intelectuais no Brasil<\/em><\/strong> (Summus Editorial, 184 p., R$ 51,90), de F\u00e1bio Pereira. Partindo de entrevistas com dez grandes nomes da imprensa brasileira \u2013 Ad\u00edsia S\u00e1, Alberto Dines, Ant\u00f4nio Hohlfeldt, Carlos Chagas, Carlos Heitor Cony, Fl\u00e1vio Tavares, Juremir Machado da Silva, Mino Carta, Raimundo Pereira e Zuenir Ventura \u2013, o autor desvenda como eles conciliam literatura, jornalismo, artes, universidade e milit\u00e2ncia pol\u00edtica.<\/p>\n<p>\u00a0Para reconstituir a trajet\u00f3ria profissional desses \u00edcones do jornalismo brasileiro, Pereira recorreu n\u00e3o somente a longas entrevistas ao vivo, mas tamb\u00e9m a biografias e reportagens publicadas sobre eles, al\u00e9m de ter analisado muitas das obras que eles pr\u00f3prios produziram.<\/p>\n<p>Em oito cap\u00edtulos, ele aborda a transforma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de intelectuais em jornalistas \u2013 sobretudo na Fran\u00e7a \u2013 verifica os mecanismos pelos quais as identidades de ambos se misturam, examina o papel exercido pela notoriedade, pela reputa\u00e7\u00e3o e pelo engajamento na carreira dos profissionais e reproduz os conceitos de \u201cjornalista\u201d e \u201cintelectual\u201d descritos pelos pr\u00f3prios entrevistados.<\/p>\n<p>Ao reconstituir a trajet\u00f3ria profissional dos entrevistados, o autor aponta contradi\u00e7\u00f5es e recompensas trazidas pelo duplo papel desempenhado pelo jornalista-intelectual. \u201cDiariamente, esbarramos com esses jornalistas-intelectuais na m\u00eddia, nas livrarias e bibliotecas, nas universidades, nas rodas de leitura e nos espa\u00e7os de debate intelectual. Eles merecem nossa aten\u00e7\u00e3o justamente porque sua trajet\u00f3ria evidencia as tens\u00f5es que marcam as rela\u00e7\u00f5es entre o meio jornal\u00edstico e o meio intelectual no Brasil\u201d, afirma o autor.<\/p>\n<p>De fato, os depoimentos de cada um permitem reconstruir a hist\u00f3ria do jornalismo brasileiro e tamb\u00e9m fazer um paralelo entre o jornalismo praticado hoje e aquele exercido algumas d\u00e9cadas atr\u00e1s. Para os estudiosos do assunto, trata-se de um verdadeiro documento hist\u00f3rico a respeito da profiss\u00e3o de jornalista.<\/p>\n<p>Segundo a jornalista Cremilda Medina, que assina o pref\u00e1cio, Pereira conseguiu reunir num s\u00f3 termo \u2013 jornalistas-intelectuais \u2013 profiss\u00f5es que muitas vezes, hist\u00f3rica e culturalmente, parecem antag\u00f4nicas. Para ela, por\u00e9m, \u201ca narrativa autoral do jornalista s\u00f3 se distingue de outras narrativas inteligentes pela urg\u00eancia da contemporaneidade e pela linguagem do di\u00e1logo social que pesquisa a vida inteira\u201d \u2013 e \u00e9 por descortinar esse processo que a obra de Pereira tem tanto m\u00e9rito.<\/p>\n<p>\u00a0<strong>O autor<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>F\u00e1bio Henrique Pereira<\/strong> \u00e9 jornalista e doutor em Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade de Bras\u00edlia, com est\u00e1gio de doutoramento na Universit\u00e9 de Rennes 1 (Fran\u00e7a). Trabalha desde 2002 com pesquisa na \u00e1rea de sociologia profissional e identidade dos jornalistas. \u00c9 autor de v\u00e1rios artigos em peri\u00f3dicos cient\u00edficos e de cap\u00edtulos de livros editados em portugu\u00eas e franc\u00eas. Organizou, com Viviane Resende, a colet\u00e2nea <em>Pr\u00e1ticas socioculturais e discurso: debates transdisciplinares<\/em>, publicada em e-livro pela editora LabCom. Atualmente, \u00e9 professor da Faculdade de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia e pesquisador do N\u00facleo de Estudos sobre M\u00eddia e Pol\u00edtica da UnB (Nemp), al\u00e9m de editor do site Observat\u00f3rio M\u00eddia&amp;Pol\u00edtica.<strong><\/strong><\/p>\n<div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com informa\u00e7\u00f5es da Summus Editorial At\u00e9 que ponto a mudan\u00e7a na identidade e nas pr\u00e1ticas do jornalista afastaram-no dos valores da intelectualidade? Como algumas pessoas convivem com esse duplo reconhecimento? 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